18 março 2017

Três Anos da Lava Jato: Balanço

Em seu balanço de três anos de trabalho, o MPF no Paraná diz que o prejuízo à Petrobras pode chegar a R$ 42 Bilhões

Os crimes já denunciados na primeira instância envolvem o pagamento de propina de cerca de R$ 6,4 bilhões. Além disso, laudos elaborados por peritos da Polícia Federal (PF) indicam que o prejuízo à Petrobras pode chegar a R$ 42 bilhões, levando em conta o lucro que as empreiteiras que formavam o cartel de obras obtiveram a partir do pagamento de propina a agentes públicos e políticos para garantir os contratos com a estatal.

O bloqueio de bens dos réus já totaliza a cifra de R$ 3,2 bilhões. A Força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF-PR) também pede o ressarcimento de R$ 38,1 bilhões pelos crimes cometidos, incluindo nesse montante a aplicação de multas milionárias às empresas envolvidas.

Já foram oferecidas na primeira instância 58 acusações criminais contra 260 pessoas (sem repetição de nome), sendo que em 26 já houve sentença pelos crimes de corrupção, crimes contra o sistema financeiro internacional, tráfico transnacional de drogas, formação de organização criminosa, lavagem de ativos, entre outros. Ao todo foram 130 condenações, envolvendo 89 condenados, contabilizando, 1362 anos, 5 meses e 21 dias de pena.

Em três anos de operação foram deflagradas 38 fases pela FT, que somaram 746 buscas e apreensões, 202 conduções coercitivas, 91 prisões preventivas, 101 prisões temporárias e 6 prisões em flagrante.

Dentro da Operação Lava Jato também foram celebrados 155 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas, 10 acordos de leniência com pessoas jurídicas e 1 Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O valor alvo de recuperação por meio dos acordos celebrados no âmbito da operação chega a R$ 10.397.611.323,99. Este valor representa multas aplicadas às pessoas físicas e jurídicas, além de renúncia de valores no Brasil e no exterior. (1)

(1) http://www.oantagonista.com/posts/lava-jato-prejuizo-a-petrobras-pode-chegar-a-r-42-bi


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18 janeiro 2017

Marco Antonio Villa no Roda Viva de 16/01/2017

Marco Antonio Villa, mestre em Sociologia e doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP), autor de dezenas de livros, como "A História das Constituições Brasileiras: 200 anos de luta contra o arbítrio"; "Ditadura à brasileira – A democracia golpeada à esquerda e à direita"; "O Nascimento da República no Brasil – A primeira década do novo regime". 

Os entrevistadores: Edison Veiga, repórter do jornal O Estado de S. Paulo; Diego Viana, colaborador do jornal Valor Econômico e doutorando no programa Diversitas (Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos), da USP; Thais Arbex, repórter do jornal Folha de S.Paulo; José Leonardo do Nascimento, historiador; e Eduardo Viveiros, cientista político e professor da Estácio São Paulo.

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27 novembro 2016

Consultor Esclarece a PEC do Teto

Consultor, em vídeo de 10 minutos, dá aula de economia.

O consultor, Marcos Mendes, Chefe da Assessoria Especial do ministro Meireles, deixou claro as projeções futuras para a PEC55. Ele também desmistificou boa parte das mentiras espalhadas pela oposição.


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15 novembro 2016

Michel Temer no Roda Viva de 14/11/2016

O presidente da República, Michel Temer, foi o entrevistado do Roda Viva de 14/11. Entre os assuntos abordados estão as medidas do governo federal para a retomada do crescimento econômico, combate ao desemprego, corte de gastos, reformas política e da previdência, e mudanças propostas para o ensino médio.

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TV Veja Relembra 30 anos do Roda Viva

Os jornalistas Rodolpho Gamberini e Augusto Nunes, o primeiro e o atual apresentador do Roda Viva, respectivamente, relembram as mais célebres edições e os bastidores do programa que completa 30 anos no ar.









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14 novembro 2016

Conservadorismo

O conservador caracteriza-se pela defesa de um mínimo ético de valores morais estáveis; o liberal, pela maleabilidade da moral. O conservadorismo é o conjunto de correntes doutrinárias e de movimentos políticos que se baseiam no caráter orgânico e natural da sociedade política. Não existe conservadorismo, mas conservadorismos. O conservadorismo não é um grande Estado, socialismo, impostos altos e casamento homossexual. O pensamento conservador autodefine-se como "realista", pois se baseia na experiência, no que é, contrapondo-se ao idealismo utópico.

Benjamin Wiker, em seu 10 Livros que Todo Conservador Deve Ler: Mais Quatro Imperdíveis e um Impostor, diz que o pai do conservadorismo é Aristóteles, por que, ao contrário dos sofistas, defende que a vida política e moral são naturais. Eis alguns desses livros: Aristóteles (A Política), Gilbert Keith Chesterton (Ortodoxia), C. S. Lewis (A Abolição do Homem), Edmund Burke (Reflexões sobre a Revolução na França), Alexis de Tocqueville (Democracia na América), Friedrich Hayek (O Caminho da Servidão).

Extraiamos algumas frases ou pensamentos desses escritores. Aristóteles, por exemplo, ficaria surpreso com a tendência marxista para desintegrar a família natural. Como Aristóteles, Burke acreditava que a sociedade é natural para o ser humano; ela não é um tipo de contrato social artificial, defendida por Rousseau e acatada pelos radicais da Revolução Francesa. Hayek molda o seu processo para a liberdade econômica em termos de responsabilidade moral individual.

Todos somos conservadores, principalmente com relação à família, à amizade, ao emprego etc. Oakeshott diz: "Ser conservador, então, é preferir o familiar ao desconhecido, o testado ao nunca testado, o fato ao mistério, o atual ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, o riso presente à felicidade utópica".

Muitas pessoas comparam o conservador ao fascista, ao revolucionário e ao reacionário. Os termos "conservador" e "fascista" são incompatíveis entre si, porque ante os olhos dos conservadores tanto o fascismo como o comunismo adquirem contornos utópicos. O conservador tem o pé fincado no presente, no aqui e agora, e não na construção de paraísos futuros pela destruição do presente. O mesmo vale para o revolucionário (utopia futura) quanto ao reacionário (utopia passada).  



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Marco Feliciano Comenta a Vitória de Trump

O pastor Marco Feliciano, deputado federal (PSC-SP), comenta a vitória de Donald Trump. Segundo o seu ponto de vista, foi uma vitória contra a imprensa esquerdista, que o fustigou durante toda a sua campanha eleitoral.



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09 novembro 2016

João Dória, Prefeito Eleito de São Paulo, no Roda Viva de 07/11/2016

O prefeito eleito da cidade de São Paulo, João Doria (PSDB), esteve no centro do Roda Viva. Doria falou sobre política e seus planos para administrar a maior cidade do país, entre outros assuntos. Com 3.085.187 votos, sendo 53% dos votos válidos, João Doria foi o primeiro candidato a vencer uma eleição no primeiro turno em São Paulo desde 1992. O novo prefeito tomará posse no dia 1º de janeiro de 2017.

Sonia Racy - colunista do jornal O Estado de S.Paulo e jornalista da rádio Estadão
Guilherme Evelin - editor-executivo da revista Época
Daniela Lima - repórter de política do jornal Folha de S.Paulo
Silvia Amorim - repórter de política do jornal O Globo 
Thiago Uberreich - repórter da rádio Jovem Pan

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Queda da Bastilha


Bastilha. Forte de tamanho reduzido. Por extensão, fortaleza de qualquer dimensão e, mais especificamente, prisão. Na Monarquia Francesa, antiga prisão onde eram confinados os presos políticos, inimigos do Regime Absolutista. A queda da Bastilha, que ocorreu no início da Revolução Francesa de 1789, é um marco histórico na luta contra o poder absolutista que vigorava na Europa daquela época.

A invasão da fortaleza pelo povo de Paris deu-se em 14 de julho de 1789, que é a data para marcar as comemorações da Revolução Francesa. A invasão tinha por objetivo: a) resgatar as armas que havia no seu interior; b) ocupar um dos expoentes máximos do absolutismo; c) mostrar que a força estava com a população e não apenas com o grupo de deputados que pretendia modificar o regime através de leis.

Quais são os antecedentes históricos? Após a queda do Império Romano no Ocidente, em 476, ocorre uma descentralização do poder e uma volta à economia de subsistência, que se estendeu até o seculo XII. Depois, surgiu o Absolutismo, que foi uma vigorosa centralização do poder sob a proteção do direito divino. 

O fundamento básico da queda da Bastilha é a Revolução Francesa. As causas da Revolução Francesa podem ser divididas em: sociais, intelectuais, econômicas e financeiras. A História nos mostra que o reinado dos Bourbons era mal administrado, a moeda perdia o valor, os aumentos de salário da classe pobre não acompanhavam o aumento do custo de vida. Dentre as causas, as intelectuais tiveram um peso enorme, pois lá havia os enciclopedistas que incitavam no seio do povo francês os princípios de liberdade.

O professor Milton Meira do Nascimento, em seu livro Opinião Pública e Revolução, descreve a influência do grupo de intelectuais, composto por Bonneville, Fauchet e Mercier, denominado Círculo Social, que se apropriou das ideias de Rousseau, principalmente aquelas contidas em seu Contrato Social. Seria como que colocar em prática a teoria ali exposta. Acham que a alguns "homens esclarecidos" são dados a possibilidade de descobrir a verdade e o dever de revelá-la à população menos esclarecida.

O Contrato Social, de Rousseau, retrata o Estado ideal alicerçado na vontade geral, onde cada um, através de um pacto social, cede, de si, para a felicidade da nação.




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31 outubro 2016

Folha de São Paulo Faz um Resumo da Eleição 2016

No Brasil, as eleições para prefeitos terminaram em 30 de outubro de 2016. De acordo com a Folha de São Paulo,  “A eleição de 2016 transformou o PSDB no partido com a maior população governada no país neste século.

Com vitória em 28 das 92 cidades do país com mais de 200 mil eleitores, prefeitos tucanos vão administrar municípios que somam 23,7% da população brasileira”.


Fonte: Folha de São Paulo. 


Além de São Paulo, onde elegeu João Doria no primeiro turno, os tucanos venceram também em outras 2 das 10 cidades mais populosas do país: Manaus e Porto Alegre.

O PSDB terá no total 803 prefeitos. Em números absolutos de prefeituras, no entanto, permanece atrás do PMDB, que venceu em mais de mil municípios.

O PSDB vai ainda administrar as maiores receitas do país: serão R$ 158,5 bilhões anuais, somando as prefeituras conquistadas.

NAS CAPITAIS

O PSDB também será o partido que mais vai governar capitais a partir de 2017. Candidatos tucanos venceram em 7 das 26 capitais.

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB será o segundo partido com mais dessas cidades: governará quatro. PSB e PDT, que eram os partidos com mais prefeitos nessas cidades, perderam espaço nesta eleição.

Hoje, governam cinco desses municípios. Agora, pedetistas governarão três cidades e o PSB caiu para duas.

A eleição também marcou as primeiras vitórias em capitais de pequenos partidos, como Rede, PMN e PHS.

As 26 capitais serão governadas por 13 partidos diferentes, uma fragmentação recorde. Atualmente, esses municípios são administrados por dez siglas.

Com a confirmação da derrota em Recife, o PT ficou com apenas uma capital (Rio Branco) —é a primeira vez desde a eleição de 1985 que o partido fica com apenas uma dessas cidades.

O segundo turno também foi de êxito total para os candidatos à reeleição.

Os oito prefeitos que tentavam renovar seus mandatos venceram nas capitais neste domingo. Vinte prefeitos dessas cidades concorreram neste ano e 5 acabaram derrotados já na primeira votação. Sete se reelegeram já no primeiro turno.

Ex-prefeitos que tentavam voltar ao cargo tiveram desempenho muito pior: 7 concorriam no segundo turno e 3 se elegeram, em Aracaju, Curitiba e Goiânia.

Quatro prefeitos eleitos são do mesmo partido que os governadores: São Paulo, Belém, Recife e Rio Branco.





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