10 novembro 2010

Marketing Eleitoral e Privatização

Privatização é uma palavra condenável no marketing político “eleitoreiro” do Brasil. De um lado o PT passou a ideia de que, se o seu opositor fosse eleito presidente do Brasil, ele iria privatizar a Petrobras e o Pré-Sal. Do outro lado, o candidato da oposição rebatia essas críticas dizendo que quem estava privatizando a coisa pública era o PT. Consequência: a empresa privada ficou fora do debate.

Segundo a Revista Exame, de 3/11/2010, há 4 milhões de empresas formais, que contribuem para a carga tributária de quase 40% do PIB. São empresas que empregam 33 milhões de brasileiros, geram 2 de cada 3 reais de riqueza e pagam 2/3 da massa salarial brasileira.

David Audretsch, do Instituto para Estratégia de Desenvolvimento da Universidade Indiana e uma das maiores autoridades mundiais sobre o empreendedorismo, diz: “Uma coisa é clara: quanto mais empreendedor for um país, melhor será o seu desempenho em termos de crescimento sustentável e geração de empregos”.

Nestas eleições de 2010, ficamos muito reféns dos institutos de pesquisa e dos chamados “marqueteiros” políticos, que ditavam as regras do jogo, para que o seu candidato pudesse ganhar a eleição. De olho no voto, não acenaram para os verdadeiros problemas que o Brasil deverá enfrentar nos próximos anos.

Observe o que aconteceu logo após a consolidação das urnas eletrônicas: o ressurgimento da CPMF, Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, não renovada em fins de 2007. Além do mais, para atender aos aumentos de salário dos servidores públicos, como foi prometido, deve-se prover mais recursos. E de onde virão esses recursos? Do contribuinte, que é essencialmente o trabalhador.

Enquanto, desde 2004, os países emergentes vão inovando as suas empresas, o Brasil continua no reboque da história.

Fonte: Revista Exame: 3/11/2010, edição 979, ano 44.

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