13 junho 2011

Déficit Tecnológico Brasileiro

Em entrevista à Radio CBN, Roberto Nicolsky, diretor geral da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (Protec), destaca os problemas da valorização irreal da moeda brasileira.

Diz-nos que a produção brasileira está menos competitiva, devido ao baixo valor do dólar. Por mais inovação, por mais que se agregue valor aos produtos brasileiros, esses produtos não conseguem competir com os produtos chineses, por exemplo, que tem a sua moeda desvalorizada em relação ao dólar.

Destaca, também, o descompasso entre o crescimento do mercado interno (em torno de 10%) contra o crescimento do PIB (5%). Para supri-lo, valemo-nos de produtos importados e da poupança externa. A poupança externa, porém, não vem para ficar, mas para especular, pois pagamos uma taxa de juros real em torno de 6%, enquanto nos outros países está em 2%.

Acrescenta: em termos da Balança Comercial, os dólares entram em função das exportações de produtos primários, como minério de ferro e soja. Não exportamos produtos que agregam valor. No longo prazo, isto se torna insustentável, principalmente se houver uma diminuição dessa demanda externa por produtos primários brasileiros.

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