23 outubro 2014

Eleições 2014: Mercado e Estado

No Brasil, as eleições de 2014 mostram-nos duas propostas de governo: de um lado, o partido que está no poder há 12 anos propõe um aumento do Estado, com a tentativa perene da restrição das liberdades individuais. Do outro lado, está o partido que propõe uma arquitetura política baseada no livre-comércio, na busca de soluções pelos princípios que regem a ciência econômica. Exemplo: quando há aumento de demanda de um produto e escassez de sua oferta, o preço deverá subir. O primeiro caracteriza o socialismo; o segundo, o capitalismo.

O socialismo pressupõe o Estado forte que delibera sobre tudo: os protegidos desse Estado não perguntam de onde vem o dinheiro; querem apenas que suas necessidades, tais como casa própria, sejam atendidas (doadas pelo Estado). Mas o Estado é uma abstração; ele apenas distribui o que antes arrecadou, ou seja, alguém tem que produzir, pagar impostos, para que o outro lado possa receber sem nada produzir. Além do mais, a experiência mostra que os socialismos existentes resultaram em escravidão e miséria.

Na outra ponta está o capitalismo, que é barbaramente difamado. Acontece que o capitalismo não é uma teoria formulada por um pensador. Ele é antes um movimento espontâneo que começou de baixo para cima. Exemplos não faltam de pessoas que começaram no fundo de uma garagem e depois se tornaram potências econômicas. Aquele produto vai agregando valor, toma força, cai no gosto da população, ajuda no seu bem-estar e lhe traz felicidade. Se não fossem esses inovadores, possivelmente não teríamos a facilidade da comunicação pela internet nos dias de hoje.

O Estado é um conjunto organizado das instituições políticas, jurídicas, policiais, administrativas, econômicas etc., sob um governo autônomo e ocupando um território próprio e independente. Numa democracia autêntica, devem ser tomados alguns cuidados para que não se transforme em tirania, como bem nos advertia Aristóteles em sua época. Por isso, as leis e a autonomia de poderes, a fim de tornar as coisas de Estado impessoais.

O Estado grande é sinônimo de corrupção. Observe a corrupção no Brasil. Começou com o "mensalão" e evoluiu para o "petrolão". Permanecendo esse status quo, outros aparecerão, porque a corrupção tornou-se um modus operandi. O capitalismo de estado, que deturpa o termo capitalismo, é uma simbiose entre grandes grupos econômicos, Estado e sindicatos. Tendo a força pode manipular dados, elaborar uma contabilidade criativa, mentir à vontade. Pode-se dourar a pílula, mas no futuro tudo vem à tona. Como alguém já disse: "O problema da verdade é que ela chega tarde".

No socialismo, cada vez mais dependemos do Estado; no capitalismo, o indivíduo busca o aumento da produtividade através da meritocracia. 


Fonte de Consulta

Entrevista ao VídeoDebate: coletivismo x liberalismo, com Ton Martins e Rodrigo Constantino


Deste vídeo, tomamos algumas notas:

Socialismo resultou em escravidão, miséria e morte. 
Filantropia com o dinheiro alheio: contra o lucro, contra o individualismo. O individualismo é competição, mas também cooperação. 
Muro de Berlim impede de sair; muro dos Estados Unidos, de entrar. 
Há um custo muito alto em deliberar recursos aos que não sabem gerir. 
Milton Friedman, prêmio Nobel de economia, destaca 4 formas de gastos:
Você gasta e se beneficia do gasto.
Você gasta e presenteia alguém.
Você gasta o dinheiro dos outros com os outros.
Você gasta o dinheiro dos outros com você. (o pior de todos)
Estado brasileiro arrecada 40% do PIB (2/5).
Individualismo não é a pessoa que não se preocupa com o coletivo. 
Coletivismo. Pega uma característica e a coloca como relevante. Pobre contra rico, negro contra branco, heterossexual contra homossexual. Se um negro não endossa as cotas, é um traidor. 
Fácil é amar a Humanidade; o difícil é amar o próximo. 
Imagem da democracia: entre dois lobos e uma ovelha, quem será servido para o jantar. 
Estado é aquela grande ficção em que todos querem viver à custa de todos. 
 


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