08 outubro 2014

Próximo Presidente: Dificuldades Econômicas

Independentemente de quem for eleito, o próximo governante terá que resolver diversas dificuldades econômicas: inflação no teto superior da margem, crescimento econômico perto de zero, déficit externo crescendo de forma preocupante, além dos preços congelados, tais como os do petróleo e os de energia elétrica.

A tolerância com inflação alta cria o que os economistas chamam de persistência da inflação, ou seja, há um grau de resistência para baixo. O custo para combatê-la no futuro será cada vez mais alto. Não é sem razão que os sindicalistas estão lutando por um aumento salarial na casa dos dois dígitos, sinalizando  a falta de confiança nas políticas do governo.

Na gestão de Fernando Henrique Cardoso, havia o tripé econômico: metas de inflação, cambio flutuante e superavit primário. Presentemente, fala-se em "nova politica", que é uma espécie de intervenção do governo na economia, pois controla câmbio e preços. 

O governo atual focou o lado da demanda e não fez crescer os investimentos. É uma economia fechada que não se dá enfase à produtividade. Houve um conjunto de subsídios, desonerações e proteção que não resolveram o problema de crescimento. É preciso que haja uma transparência das políticas fiscais e que o mercado tenha mais confiança nas medidas do governo, ou seja, regras claras para todos os agentes econômicos. 

O Brasil se isolou das grandes potências, como é o caso dos Estados Unidos e Europa. Com isso, ficamos sem os ganhos da globalização. Além do mais, a nossa taxa de investimento está baixa, na ordem de 18% do PIB. Lembremo-nos de que em economia não há mágica: sem investimento não há crescimento. 


Nenhum comentário: