29 setembro 2014

Marqueteiros, Política e Educação

A cada nova eleição no Brasil, perdemos a oportunidade de educar o povo para a cidadania, ou seja, a de realçar os direitos e os deveres de o indivíduo participar de uma sociedade democrática. O horário eleitoral gratuito que, de gratuito não tem nada, não traz as informações programáticas dos diversos partidos, no sentido de os eleitores nortearem as suas escolhas. Da maneira como é feita, em que um partido tem metade do tempo, o despertar para uma decisão consciente na hora de apertar o botão da urna eletrônica, fica em segundo plano.

Política significa, antes de mais nada, administrar a pólis (cidade). São as ações governamentais direcionadas à obtenção do bem comum. Quanto ao bem comum, quem melhor o definiu foi o Papa João XXII, nos seguintes dizeres: "O bem comum consiste no conjunto de todas as condições da vida social que consintam e favoreçam o desenvolvimento integral da personalidade humana". Qual deve ser, portanto, a atitude de um representante do povo? Servir ao interesse de todos e não de uma minoria, de um partido, de uma corporação.

O verdadeiro homem de marketing, aquele que preza a ética da profissão, sente-se incomodado com a ação dos marqueteiros políticos, pois estes se preocupam mais em destruir o adversário do que construir pontes para a verdade das informações. Joseph Goebbels, político alemão e Ministro da Propaganda do Reich na Alemanha Nazista, numa de suas frases "Uma mentira contada mil vez, torna-se uma verdade", resume esse modus operandi de fazer política: "Inventa-se uma mentira; o opositor que perca o seu tempo para negá-la."

Quanto se gasta numa campanha eleitoral? De onde vêm todos esses recursos? Não haveria uma forma de tornar as campanhas eleitorais mais baratas? Observe que a corrupção origina a maioria desses recursos. Presentemente, um escândalo atrás do outro mostra como o poder está inserido no submundo do crime e do uso indevido do dinheiro público. De qualquer forma, são recursos que poderiam ser aplicados em outros campos de interesse, como os da saúde e da educação. 

No longo prazo, o bem deverá se impor, a verdade sairá vencedora. O problema mais grave de tudo isso é o que foi impregnado na mente daqueles que viveram uma vida de mentiras, de estarem sempre procurando enganar os outros. Haverá necessidade de muito tempo para despoluir o seu psiquismo, o seu subconsciente. Quer queiramos ou não, há um fatalismo das leis naturais: mais tempo ou menos tempo elas deverão se cumprir e a verdade mostrará todo o seu esplendor.

Assim, o homem de bem não pode deixar que os estímulos do dinheiro e do poder corrompam a sua consciência, pressupondo que ela seja bem formada.    



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