09 fevereiro 2015

O Que é o Liberalismo? Ton Martins Entrevista Fabio Ostermann



Notas extraídas do vídeo

O objetivo do liberalismo é o de reduzir ao máximo a intervenção do Estado na economia. Consoante a "mão invisível" de Adam Smith, cada um que queira prover o seu benefício deve também prover o benefício do outro. Esta é a base de uma economia de mercado. Quando os governos não garantem a liberdade dos indivíduos, as suas políticas voltam-se contra o cidadão. Exemplos: seguro obrigatório do carro, voto obrigatório.

Uma pergunta: quem gosta de pagar o FGTS? Quem quer uma casa pronta? Na primeira, responde não; na segunda, sim. O indivíduo não quer bancar; quer que alguém banque. Isso só possível com aumento de impostos, emissão de moeda ou aumento da dívida pública. Observe o "Passe Livre". O transporte público está ruim. Com o "Passe Livre", ficará pior. O político intervencionista é uma espécie de parasita social. 

Para distribuir riqueza, primeiro precisa acumular. E o liberalismo é o que mais contribui para tal finalidade. Para ficar rico, precisa trabalhar. Depois que ficou rico, pode compartilhar certos bens sociais. 

O Brasil é um país pobre, mas passam-nos a ideia de que somos ricos. Observe a educação, a saúde e a segurança pública. O Brasil é um dos países que mais se morre de morte matada. 

A motivação, o trabalho e a busca do lucro foram demonizados. A benesse social invadiu a área do privado. Isso é fruto da história do Brasil em que o Estado veio antes do povo. Não tivemos experiência de auto governo. 

Dever-se-ia controlar o dinheiro público e não o privado. Os debatedores acreditam que haja uma mudança no ar. Renascimento de um novo movimento liberal no Brasil, produzindo conhecimento e massa crítica. O liberalismo traz benefícios para todos os barcos. Todos saem ganhando. 

Um político que oferece coisas gratuitas é altruísta? A Dilma deu isso, a Dilma deu aquilo. Quem deu foi a sociedade: cada centavo gasto pelo governo é um centavo a menos das pessoas. 

O termo contribuinte é inadequado para o pagador de impostos. Por quê? contribuição é voluntária; impostos são obrigatórios. Dever-se-ia falar de pagador de impostos. 

Como fica a parceria Levy-Dilma? Não há parceria ética. Por quê? Não é aumentando impostos, mas diminuindo gastos. 

Há um pensamento de Thomas Paine que diz: "O tempo faz mais convertidos do que a razão."

Sobre o governo Dilma: Está imbuída de um pensamento mágico. Acha que pode domar os mercados. O mercado somos todos nós. O mercado é um processo. Sem estímulo, não há produção. Sem produção, temos estagnação. Se crescer, não vai ter energia. O PIB per capita ao longo de 2014 diminuiu. Em se tratando da inflação, dever-se-ia buscar o centro da meta. O governo Dilma busca o teto. 

Adam Smith não falava em liberalismo, mas em liberdades naturais. O processo de mercado emerge naturalmente. As pessoas vão procurar ajudar-se mutuamente. A troca é vantajosa para os dois lados. A economia não é soma-zero, mas soma-positiva: os dois lados saem ganhando. 



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