06 março 2015

Japão e Brasil: Doações de Campanha

O jornalista Carlos Alberto Sardenberg, em seu artigo "Nem um Pedido de Desculpas?", mostra a discrepância ética entre Japão e Brasil. Ele diz que três ministros do governo japonês caíram nos últimos quatro meses, envolvidos em denúncias de mau uso do dinheiro de campanha. 

Caso 1: 
Nome: Shinzo Abe (primeiro-ministro)
Valor das doações: R$ 14 mil
Acusação: receber doações irregulares de duas companhias privadas. Ilegalidade apontada: as empresas doadoras haviam recebido subsídios do governo. 

Caso 2:
Nome: Koya Nishikawa (ministro da agricultura)
Valor recebido: R$ 24 mil de uma companhia do setor do açúcar. 
O possível conflito: como ministro da Agricultura, ele participava da negociação de acordos internacionais de comércio, os quais, de algum modo, regulariam a exportação e importação de açúcar.

Caso 3:
Nome: Duas ministras 
Valor recebido: ?
Motivo: Jornais veicularam acusações de mau uso de dinheiro de campanha, e isso bastou para que as ministras renunciassem e pedissem perdão aos eleitores.

Observe que o problema não está na quantia de dinheiro (baixa), mas na consciência moral, na ética da vida pública. 

E se esse procedimento fosse aplicado pelo nossos políticos e homens de estado? 



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