17 junho 2015

Paulo Rabello de Castro no Roda Viva



Paulo Rabello de Castro, economista e um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, participou do programa Roda Viva em 15 de junho de 2015. Os entrevistadores foram José Roberto Caetano (editor-executivo da revista Exame), Daniela Lima (repórter da editoria política da Folha de S. Paulo), Fabio Gallo (professor de Finanças da PUC e da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo), Marcelo Sakate (repórter da editoria de economia de VEJA) e Cesar Bianconi (editor-chefe do serviço brasileiro da Agência Reuters).

Para ele, a situação econômica do Brasil tende a piorar.

Um tipo de analogia veiculado pelo entrevistado: “Imagine o Brasil como um grande condomínio, que precisa de atenção, cuidados e reparos. O síndico do prédio fez uma campanha prometendo balas e bombons na portaria, festinhas uma vez por mês e baile funk no playground. Depois de eleito, impõe o racionamento de água, limita o uso do elevador social e nada de festinhas e guloseimas. A reação dos moradores é de revolta e indignação”.

“O síndico que não cumpriu o que prometeu ou o condômino que votou esperando se beneficiar de uma série de agrados, sem cobrar uma proposta de reforma e manutenção do prédio?”
“Estão errados tanto os condôminos quanto o síndico”.

O Brasil não tem um plano econômico. O ministro Joaquim Levy tenta ajustar a contabilidade, ou seja, as questões entre receita e despesa. Acha que deveríamos transformar a economia e não ficarmos nos ajustes, que são emergenciais.

No Brasil, não deveria haver políticos profissionais. Passaria por lá, daria sua contribuição, e voltaria à iniciativa privada.

Há 60 milhões de cheques mensais: bolsa-família, aposentados...

Paulo chama o modelo brasileiro de "manicômio tributário", pois assola nossas empresas. O governo está desajustado; é perdulário e gastador. As empresas vêm economizando há anos. 

Perguntado sobre a diferença entre sonho e realidade, ele diz que é preciso sonhar um pouco mais alto, em vez de aceitar a "comida insossa" servida pelo governo. 







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