13 agosto 2015

Capitalismo: Modo de Usar

FotoFábio Giambiagi, especialista em finanças públicas, lança o livro "Capitalismo: Modo de Usar", pela editora Elsevier. Para o analista, terminou o ciclo de crescimento estimulado pelo setor público. "Vivemos uma tragédia grega em câmera lenta". A saída para o Brasil será aceitar as regras do capitalismo moderno, baseado na competição. "O drama que estamos vivendo é o resultado de uma estratégia que levou o governo a descuidar do equilíbrio macroeconômico para ganhar três eleições. Agora, a conta chega."


Na reportagem da Revista Veja, de 12 agosto de 2015, há alguns dados sobre as finanças públicas: Em 2014, o governo federal pagou quase 500 bilhões de reais de benefícios previdenciários, 85 bilhões em serviços de saúde, 55 bilhões em seguro-desemprego, 30 bilhões de Bolsa Família etc. Um levantamento do economista Fernando Montero revela que, entre 2003-2014, o total de indivíduos que recebe algum tipo de transferência do governo federal passou de 39 milhões para 78 milhões de pessoas. 

Há, também, uma alusão ao anticapitalismo. Um estudante típico ao sair da escola, que é ensinado a ser contra o lucro e contra o capitalismo, terá grandes dificuldades quando chegar aos 18 anos, pois não saberá fazer contas de quanto  precisa poupar por mês para se aposentar. O mesmo raciocínio se aplica à aquisição da casa própria. Quando descobre como o mundo funciona já estará endividado e pendurado no cheque especial. 

Conclui: somos um país pobre em produtividade e pouco competitivo. Há alguém que se coloque a pergunta de como fazer para o país produzir mais?



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