07 setembro 2015

Mansueto Almeida no "Aqui Entre Nós", da TV Veja, em 04/09/2015

O economista Mansueto Almeida participou do programa "Aqui Entre Nós", da TV Veja, em 04/09/2015. 

Os erros do primeiro mandato da presidente Dilma prejudicaram o bom desempenho do segundo mandato.

Mais especificamente, "os erros cometidos pela presidente em seu primeiro mandato agravaram os problemas estruturais da economia brasileira e tornaram muito mais urgente e difícil uma agenda de reformas que possa tirar o país do atoleiro".

Assista ao Vídeo em: http://veja.abril.com.br/multimidia/video/dilma-1-deixou-uma-heranca-maldita-para-dilma-2-e-para-o-brasil/



Algumas notas do vídeo

A produtividade no Brasil não cresce há 4 anos. Na revisão do PIB de 2014, espera-se uma taxa negativa de crescimento. Para os próximos 4 anos, teremos um crescimento próximo a zero. Consequência: meia década perdida. A população, entretanto, continua crescendo. Isso leva-nos a uma queda da renda per capita do brasileiro. 

Crise fiscal: o Brasil prometeu economizar 2% do PIB, ou seja, 200 bilhões de reais até 2018. Acontece que o investimento público não tem crescido e voltaremos ao nível de 2007, ou seja, apenas 1% do PIB. O problema se agrava porque muitos Estados contraíram dívida com os bancos públicos, que irão vencer. 

Há muitas despesas que são obrigatórias, quase 90% de todo o orçamento. Há necessidade de rever, principalmente, o sistema de aposentadoria atrelado ao salário mínimo. Hoje, a mulher se aposenta com 52 anos de idade e o homem com 54 anos. Ficarão muito tempo usufruindo dos benefícios, sem produzir recursos. Observe também o reajuste pelo salário mínimo: muitos não contribuíram nada para o INSS e recebem 1 salário mínimo. Além do mais, o reajuste do salário mínimo para 2016 será de 10% (inflação deste ano). Contudo, espera-se que a inflação caia para 5%. 

A dívida pública brasileira é 70% do PIB. Muito alta para os padrões dos países emergentes. A dívida pública dos EUA, da Alemanha e do Japão são mais altas, mas eles emitem títulos de 10 a 20 anos com taxa de juros próximo a zero.


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