27 novembro 2016

Consultor Esclarece a PEC do Teto

Consultor, em vídeo de 10 minutos, dá aula de economia.

O consultor, Marcos Mendes, Chefe da Assessoria Especial do ministro Meireles, deixou claro as projeções futuras para a PEC55. Ele também desmistificou boa parte das mentiras espalhadas pela oposição.


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15 novembro 2016

Michel Temer no Roda Viva de 14/11/2016

O presidente da República, Michel Temer, foi o entrevistado do Roda Viva de 14/11. Entre os assuntos abordados estão as medidas do governo federal para a retomada do crescimento econômico, combate ao desemprego, corte de gastos, reformas política e da previdência, e mudanças propostas para o ensino médio.

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TV Veja Relembra 30 anos do Roda Viva

Os jornalistas Rodolpho Gamberini e Augusto Nunes, o primeiro e o atual apresentador do Roda Viva, respectivamente, relembram as mais célebres edições e os bastidores do programa que completa 30 anos no ar.









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14 novembro 2016

Conservadorismo

O conservador caracteriza-se pela defesa de um mínimo ético de valores morais estáveis; o liberal, pela maleabilidade da moral. O conservadorismo é o conjunto de correntes doutrinárias e de movimentos políticos que se baseiam no caráter orgânico e natural da sociedade política. Não existe conservadorismo, mas conservadorismos. O conservadorismo não é um grande Estado, socialismo, impostos altos e casamento homossexual. O pensamento conservador autodefine-se como "realista", pois se baseia na experiência, no que é, contrapondo-se ao idealismo utópico.

Benjamin Wiker, em seu 10 Livros que Todo Conservador Deve Ler: Mais Quatro Imperdíveis e um Impostor, diz que o pai do conservadorismo é Aristóteles, por que, ao contrário dos sofistas, defende que a vida política e moral são naturais. Eis alguns desses livros: Aristóteles (A Política), Gilbert Keith Chesterton (Ortodoxia), C. S. Lewis (A Abolição do Homem), Edmund Burke (Reflexões sobre a Revolução na França), Alexis de Tocqueville (Democracia na América), Friedrich Hayek (O Caminho da Servidão).

Extraiamos algumas frases ou pensamentos desses escritores. Aristóteles, por exemplo, ficaria surpreso com a tendência marxista para desintegrar a família natural. Como Aristóteles, Burke acreditava que a sociedade é natural para o ser humano; ela não é um tipo de contrato social artificial, defendida por Rousseau e acatada pelos radicais da Revolução Francesa. Hayek molda o seu processo para a liberdade econômica em termos de responsabilidade moral individual.

Todos somos conservadores, principalmente com relação à família, à amizade, ao emprego etc. Oakeshott diz: "Ser conservador, então, é preferir o familiar ao desconhecido, o testado ao nunca testado, o fato ao mistério, o atual ao possível, o limitado ao ilimitado, o próximo ao distante, o suficiente ao abundante, o conveniente ao perfeito, o riso presente à felicidade utópica".

Muitas pessoas comparam o conservador ao fascista, ao revolucionário e ao reacionário. Os termos "conservador" e "fascista" são incompatíveis entre si, porque ante os olhos dos conservadores tanto o fascismo como o comunismo adquirem contornos utópicos. O conservador tem o pé fincado no presente, no aqui e agora, e não na construção de paraísos futuros pela destruição do presente. O mesmo vale para o revolucionário (utopia futura) quanto ao reacionário (utopia passada).  



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Marco Feliciano Comenta a Vitória de Trump

O pastor Marco Feliciano, deputado federal (PSC-SP), comenta a vitória de Donald Trump. Segundo o seu ponto de vista, foi uma vitória contra a imprensa esquerdista, que o fustigou durante toda a sua campanha eleitoral.



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09 novembro 2016

João Dória, Prefeito Eleito de São Paulo, no Roda Viva de 07/11/2016

O prefeito eleito da cidade de São Paulo, João Doria (PSDB), esteve no centro do Roda Viva. Doria falou sobre política e seus planos para administrar a maior cidade do país, entre outros assuntos. Com 3.085.187 votos, sendo 53% dos votos válidos, João Doria foi o primeiro candidato a vencer uma eleição no primeiro turno em São Paulo desde 1992. O novo prefeito tomará posse no dia 1º de janeiro de 2017.

Sonia Racy - colunista do jornal O Estado de S.Paulo e jornalista da rádio Estadão
Guilherme Evelin - editor-executivo da revista Época
Daniela Lima - repórter de política do jornal Folha de S.Paulo
Silvia Amorim - repórter de política do jornal O Globo 
Thiago Uberreich - repórter da rádio Jovem Pan

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Queda da Bastilha


Bastilha. Forte de tamanho reduzido. Por extensão, fortaleza de qualquer dimensão e, mais especificamente, prisão. Na Monarquia Francesa, antiga prisão onde eram confinados os presos políticos, inimigos do Regime Absolutista. A queda da Bastilha, que ocorreu no início da Revolução Francesa de 1789, é um marco histórico na luta contra o poder absolutista que vigorava na Europa daquela época.

A invasão da fortaleza pelo povo de Paris deu-se em 14 de julho de 1789, que é a data para marcar as comemorações da Revolução Francesa. A invasão tinha por objetivo: a) resgatar as armas que havia no seu interior; b) ocupar um dos expoentes máximos do absolutismo; c) mostrar que a força estava com a população e não apenas com o grupo de deputados que pretendia modificar o regime através de leis.

Quais são os antecedentes históricos? Após a queda do Império Romano no Ocidente, em 476, ocorre uma descentralização do poder e uma volta à economia de subsistência, que se estendeu até o seculo XII. Depois, surgiu o Absolutismo, que foi uma vigorosa centralização do poder sob a proteção do direito divino. 

O fundamento básico da queda da Bastilha é a Revolução Francesa. As causas da Revolução Francesa podem ser divididas em: sociais, intelectuais, econômicas e financeiras. A História nos mostra que o reinado dos Bourbons era mal administrado, a moeda perdia o valor, os aumentos de salário da classe pobre não acompanhavam o aumento do custo de vida. Dentre as causas, as intelectuais tiveram um peso enorme, pois lá havia os enciclopedistas que incitavam no seio do povo francês os princípios de liberdade.

O professor Milton Meira do Nascimento, em seu livro Opinião Pública e Revolução, descreve a influência do grupo de intelectuais, composto por Bonneville, Fauchet e Mercier, denominado Círculo Social, que se apropriou das ideias de Rousseau, principalmente aquelas contidas em seu Contrato Social. Seria como que colocar em prática a teoria ali exposta. Acham que a alguns "homens esclarecidos" são dados a possibilidade de descobrir a verdade e o dever de revelá-la à população menos esclarecida.

O Contrato Social, de Rousseau, retrata o Estado ideal alicerçado na vontade geral, onde cada um, através de um pacto social, cede, de si, para a felicidade da nação.




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31 outubro 2016

Folha de São Paulo Faz um Resumo da Eleição 2016

No Brasil, as eleições para prefeitos terminaram em 30 de outubro de 2016. De acordo com a Folha de São Paulo,  “A eleição de 2016 transformou o PSDB no partido com a maior população governada no país neste século.

Com vitória em 28 das 92 cidades do país com mais de 200 mil eleitores, prefeitos tucanos vão administrar municípios que somam 23,7% da população brasileira”.


Fonte: Folha de São Paulo. 


Além de São Paulo, onde elegeu João Doria no primeiro turno, os tucanos venceram também em outras 2 das 10 cidades mais populosas do país: Manaus e Porto Alegre.

O PSDB terá no total 803 prefeitos. Em números absolutos de prefeituras, no entanto, permanece atrás do PMDB, que venceu em mais de mil municípios.

O PSDB vai ainda administrar as maiores receitas do país: serão R$ 158,5 bilhões anuais, somando as prefeituras conquistadas.

NAS CAPITAIS

O PSDB também será o partido que mais vai governar capitais a partir de 2017. Candidatos tucanos venceram em 7 das 26 capitais.

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB será o segundo partido com mais dessas cidades: governará quatro. PSB e PDT, que eram os partidos com mais prefeitos nessas cidades, perderam espaço nesta eleição.

Hoje, governam cinco desses municípios. Agora, pedetistas governarão três cidades e o PSB caiu para duas.

A eleição também marcou as primeiras vitórias em capitais de pequenos partidos, como Rede, PMN e PHS.

As 26 capitais serão governadas por 13 partidos diferentes, uma fragmentação recorde. Atualmente, esses municípios são administrados por dez siglas.

Com a confirmação da derrota em Recife, o PT ficou com apenas uma capital (Rio Branco) —é a primeira vez desde a eleição de 1985 que o partido fica com apenas uma dessas cidades.

O segundo turno também foi de êxito total para os candidatos à reeleição.

Os oito prefeitos que tentavam renovar seus mandatos venceram nas capitais neste domingo. Vinte prefeitos dessas cidades concorreram neste ano e 5 acabaram derrotados já na primeira votação. Sete se reelegeram já no primeiro turno.

Ex-prefeitos que tentavam voltar ao cargo tiveram desempenho muito pior: 7 concorriam no segundo turno e 3 se elegeram, em Aracaju, Curitiba e Goiânia.

Quatro prefeitos eleitos são do mesmo partido que os governadores: São Paulo, Belém, Recife e Rio Branco.





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27 outubro 2016

ACM Neto nas "Páginas Amarelas" da Veja de 26/10/2016


"Não se deve discutir formas de governo, mas verificar se ele é bem administrado."

Reeleito em Salvador com quase 74% dos votos, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), 37 anos, um dos prefeitos mais bem votados do país, afirmou que a receita para uma gestão de sucesso é uma só: RESPONSABILIDADE FISCAL.

Acha que o êxito de sua gestão começa por um ajuste fiscal duro e pela melhoria do gasto público. O que fez? revisão de contratos, diminuição das despesas com terceirizados, redução dos cargos de confiança... Aumentou o IPTU, que estava desatualizado fazia dezenove anos, implantou um cadastro de inadimplentes, abriu o parcelamento de dívidas e realizou uma reforma tributária para potencializar a arrecadação. 

Em termos políticos, disse que o "projeto do PT na Bahia está se fadigando". “É um ciclo que começa a se encerrar. O PT não foi bom para a Bahia. Os governos Jaques Wagner e Rui Costa não aproveitaram o alinhamento com o governo federal para mudar a situação econômica e social do estado, ainda marcado por muita pobreza, desigualdade e falta de oportunidade. Eles perderam uma ocasião singular”.

Quanto ao seu partido, o DEM, defendeu: “O partido hoje é menor em tamanho, porém muito mais coeso em termos de atuação política e ideias. E identificado com os jovens. O Democratas chegou ao fundo do poço, bateu e começou a se reerguer”. “O que importa é que não conseguiram destruir o Democratas, como Lula [ex-presidente] pregou”.

Segundo o seu ponto de vista, o Brasil não é fortemente marcado por divisões ideológicas. A diferença sé dá entre o bom e o mau gestor, entre o que dá resultado e o que não dá, entre ter ou não compromisso com a palavra. 

Fonte: "Páginas Amarelas" da Veja de 26/10/2016.


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20 outubro 2016

Eric Cantor e a Política nos Estados Unidos


Eric Cantor, ex-líder do Partido Republicano na Câmara, foi o entrevistado das "Páginas Amarelas" da Veja de 12/10/2016. 

Anotamos apenas sua resposta à pergunta: como o senhor avalia as denúncias de corrupção no Brasil? 

Nos EUA, uma pessoa não entra na carreira pública pensando em ficar rica. Se fizer isso, vai para a cadeia. Você tem de esperar sair da vida pública para ganhar dinheiro. Isso tem de acontecer no Brasil. Senão não se constrói confiança. Servi na Câmara de Virgínia, que é a mais longeva instituição legislativa em funcionamento ininterrupto do mundo livre, talvez do hemisfério ocidental. Um membro do Legislativo de Virgínia tem sessões durante 45 dias nos anos ímpares e sessenta dias nos anos pares. Feito isso, o trabalho do legislador acaba. Sabe quanto ele recebe? Uns 17 000 dólares por ano. Algo muito abaixo da linha de pobreza no país (para uma família). Ou seja: você precisa trabalhar, o Legislativo não basta. Eu era advogado e estava no setor imobiliário. Todo mundo tem um emprego. 
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11 outubro 2016

Mendonça Filho, Ministro da Educação, no Roda Viva



O Roda Viva, de 10 de outubro de 2016, entrevistou o ministro da Educação, Mendonça Filho. José Mendonça Bezerra Filho, que assumiu o Ministério da Educação em maio deste ano, foi governador de Pernambuco em 2006 e vice-governador nas duas gestões de Jarbas Vasconcelos (1999–2002 e 2002–2006). Também assumiu como secretário de estado (1991–1993) e como deputado estadual. É graduado em administração com curso de gestão pública pela Kennedy School, escola de governo da Universidade de Harvard (EUA).



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06 outubro 2016

Reforma do Ensino Médio

"Antes de protestar, leia a proposta."

Maria Helena Guimarães de Castro, 70 anos, que ocupou o Ministério da Educação no governo FHC, e agora secretária executiva do ministro Mendonça Filho, a grande idealizadora da reforma do ensino médio, concede entrevista às "Páginas Amarelas" da Veja, em 5/10/2016.

A Reforma do Ensino Médio propõe a flexibilização de uma parte do tempo do jovem na escola. Baseando-se nas informações de que metade dos que ingressam no ensino médio não se forma e menos de 20% deles vão para a universidade, Maria Helena pensa que, para chegar à reta final do ensino médio, o aluno precisa ter interesse pela escola. A escola deve oferecer uma trilha com o qual o aluno se identifique: acadêmica ou técnica. Em três anos serão 1200 horas fixas e 1200 horas flexíveis, à escolha do estudante. Assemelha-se ao que acontece na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos.

Em sua entrevista, disse que a reforma do ensino médio não é uma ideia nova; vem sendo discutida há duas décadas. As pessoas reclamam porque mexe em vários vespeiros: corporações de professores temem perder direitos adquiridos; a indústria de preparação de jovens para o Enem se vê ameaçada; há também o fator político, pois engajar-se nesse processo pode perder votos. 

Detalhe importante: todo e qualquer passo dado em relação ao currículo obrigatório será definido depois de se ouvirem os melhores especialistas de cada área e os secretários de Educação. Ainda passará pelo crivo final do Conselho Nacional de Educação. O desfecho deve se dar no segundo semestre de 2018.

Esclarece que há quatro grandes áreas do conhecimento na LDB: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza. A experiência mundial mostra que, para contemplar todas elas, não é preciso necessariamente organizar o conteúdo em disciplinas divididas de modo tradicional. As únicas disciplinas que, já se sabe, persistirão pelos três anos são português, inglês e matemática. 

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"Por motivos misteriosos, somos diferentes de todos os países que vale a pena considerar. Neles, na idade média, há muitas alternativas possíveis. Por exemplo, oferecem escolas diferentes. Na Alemanha, há quatro alternativas. Na França, há muitas, além da opção de dar ênfase a este ou àquele assunto. Nos Estados Unidos, há um único modelo de escola, mas os alunos têm entre 100 e 200 disciplinas para escolher e algumas são especializadas (por exemplo: em música ou ciências)". 

E no Brasil? Um modelo único de escola e um currículo igual para todos. Qual a probabilidade de o mundo inteiro estar errado e o Brasil certo? 

Trecho extraído de "Ensino Médio: Aleluia", de Cláudio de Moura Castro, publicado na Revista Veja de 19/10/2016, p. 82. 




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05 outubro 2016

Doutrinação Ideológica nas Escolas


Rogério Marinho, deputado pelo PSDB do Rio Grande do Norte, defendendo as crianças da pregação marxista nas escolas 
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22 setembro 2016

Corrupção: Resumo de um Cordelista


Em poucas palavras, fez uma síntese de nosso momento político.
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16 setembro 2016

Dificuldade para se Eleger Bons Governantes

Friedrich Hayek, em seu livro O Caminho da Servidão, fornece-nos a razão pela qual a política é preenchida sempre pelas pessoas menos aptas à administração do Estado e do poder. Identifica três condicionantes que se correlacionam através do sistema político mais admirado da humanidade, a democracia.

1) Quanto maior o nível de instrução do ser humano, maiores serão as suas divergências sobre qualquer assunto. Hayek diz: “se quisermos encontrar um alto grau de uniformidade e semelhanças de pontos de vista, teremos de descer às camadas em que os padrões morais e intelectuais são inferiores e prevaleçam os instintos mais primitivos e comuns”. Isso quer dizer que é o menor denominador comum que elege um representante do povo.

2) O pretendente a líder terá necessariamente que conseguir o apoio dos “dóceis e dos simplórios, que não têm fortes convicções próprias, mas que estão prontos a aceitar um sistema de valores previamente elaborado, contando que este lhes seja apregoado com bastante estrépito e insistência”. Socialistas conquistam o poder com facilidade, porque suas ideias refletem a debilidade intelectual das massas. Isso torna quase impossível que alguém de ideias construtivas seja eleito.

3) Propensão a aceitar com muito mais facilidade programas negativos – “o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em situação melhor” – do que um plano positivo, por exemplo, a potência individual. Destruir a riqueza em prol da eliminação da pobreza é muito mais fácil de ser assimilado do que conseguir as coisas com o esforço próprio. O "nós" contra "eles", o "branco" contra o "negro"e o "nacionalismo" contra o "estrangeirismo" é assimilável com tanta facilidade que parece estarmos diante de uma lavagem cerebral.

Fonte de Consulta

Instituto Liberal



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15 setembro 2016

Deltan Dallagnol, Procurador da República, Denuncia Lula

Deltan Dallagnol, procurador da República e coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, fez uma exposição das investigações do Ministério Público, que aponta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “comandante máximo” do esquema criminoso descoberto pela operação.

De acordo com o procurador, o núcleo político estava acima de todos os outros no esquema operado na Petrobras. E Lula era o grande general. “No centro deste núcleo está o senhor Lula”. “Sem o poder de decisão de Lula esse esquema seria impossível”.

Para Dallagnol, não se trata mais do petrolão, mas de propinocracia, ou seja, o governo regido pela propina. O objetivo era a perpetuação do Partido dos Trabalhadores no poder. "Mensalão e petrolão são duas faces da mesma moeda”.

Leia a íntegra da exposição
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05 setembro 2016

Museu Memória do Jaçanã

Sylvio Bittencourt (foto de 01/09/2016) criou, em 1983, o Museu Memória do Jaçanã. Funciona em um terreno cedido pelo governo estadual, localizado na rua Benjamim Pereira, 1.021. 

Diz-se que a história do Jaçanã se confunde com a dos trilhos. A ferrovia começou a transportar passageiros em 1894, mas os tempos áureos só vieram no final da década de 1940.

"Era um trem de muita amizade, as pessoas se conheciam, começavam namoros lá dentro", conta Sylvio.

"O 'trem das onze' nunca existiu, era só para rimar. O último que chegava aqui saía entre 20h e 21h", diz seu Sylvio. A música foi lançada em 1964. Um ano depois, a ferrovia foi extinta.

Extraído da Folha (18/10/2015).

A Cinematográfica Maristela, em O Comprador de Fazendas, de 1951, exibe cenas da antiga estação do Jaçanã. 

As pessoas mais antigas do Jaçanã e adjacências têm lembrança de suas viagens neste trem, que tinha o ponto final (ou inicial) na estação do Tamanduateí. 

Vale a pena visitá-lo. 



Algumas fotos do Museu do Jaçanã


Vídeo contando a história do Jaçanã. 





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30 agosto 2016

Janaína Paschoal Reafirma as Pedaladas Fiscais



Janaína Paschoal na sessão de julgamento do processo de impeachment em 30 de agosto de 2016.
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29 agosto 2016

Procurador Júlio Marcelo e José Eduardo Cardozo em 25/08/2016



Procurador Júlio Marcelo, ante as acusações de José Eduardo Cardozo, explica que não foi o incentivador do impeachment, mas convidado (ou intimado) para expor os procedimentos técnicos do TCU quanto às contas do governo. 



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16 agosto 2016

Antonio Anastasia no Roda Viva de 15/08/2016



Antonio Anastasia, relator na Comissão Especial do Impeachment do pedido de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, falou sobre o processo que acaba de ser votado no Senado. No último dia 10, os parlamentares aprovaram o relatório da comissão que recomendava que o julgamento de Dilma no plenário da Casa. Antonio Anastasia é político e advogado. Ocupou o cargo de vice-governador de Minas Gerais (2007-2010), foi governador do estado mineiro em 2010 e de 2011 a 2014. Em 2015, foi eleito senador.

José Alberto Bombig - editor-executivo do Jornal o Estado de S.Paulo
Débora Bergamasco - diretora da sucursal de brasília da revista Isto É
Pedro Dias Leite - editor sênior de política da revista Veja
Paulo Gama - repórter da coluna painel do Jornal Folha de S.Paulo
André Guilherme Vieira - repórter do Jornal Valor Econômico


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28 julho 2016

Raul Jungmann no Roda Viva de 25/07/2016



O ministro da Defesa, Raul Jungmann, foi o entrevistado do Roda Viva de 25/07/2016. 

Tratou dos seguintes assuntos:  segurança na Olimpíada do Rio, fiscalização das fronteiras, a aviação civil e o controle do espaço aéreo e o orçamento das Forças Armadas. 

Participaram da bancada de entrevistadores:

Adriana Carranca — colunista dos jornais O Estado de S.Paulo e O Globo
Daniela Lima — repórter de política do jornal Folha de S.Paulo
Guilherme Evelin — editor-executivo da revista Época
Nathalia Watkins — repórter de internacional da revista Veja
Flávio Freire — coordenador de política do jornal O Globo em São Paulo.
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10 julho 2016

Melhores Momentos de Julho de 2016 no Senado



Edição, pelo jornalista Felipe Moura Brasil, dos melhores pronunciamentos da primeira semana de julho no Senado Federal:  senadores Magno Malta (PR-ES), Simone Tebet (PMDB-MS), Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Ronaldo Caiado (DEM-GO). Há, também, uma mensagem de Hélio Bicudo. 
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28 junho 2016

O Massacre de Columbine

Com o título "A Mãe e o Massacre", a Revista Veja de 22/06/2016, publicou, em suas páginas amarelas, uma entrevista com Sue Klebold, mãe de Dylan Klebold, de 17 anos, que, em 20 de abril de 1999, juntamente com seu amigo Eric Harris, de 18 anos, armados com explosivos, pistolas automáticas e espingardas mataram 12 colegas e um professor na escola Columbine. 

Em suas respostas, relembra de sua dor, da pressão da sociedade e do preconceito para com os pais, que não foram os que assassinaram as outras pessoas. 

Em suas lembranças, disse que meses antes o seu filho tinha se envolvido num episódio de furto com seu amigo Eric. O delito em si não era grave: ele fez a reabilitação educativa e voltou aos trilhos. Contudo, o desvio abrupto de conduta poderia ter servido como alerta sobre seus problemas mentais se tivesse procurado uma ajuda psicológica. O diário de Dylan revelou que ele estava deprimido e tinha ideias suicidas. 

Acrescenta que quando os nossos filhos se mostram tristes ou confusos, nossa tendência e querer defendê-los. "Quando seu filho está sofrendo, não tente consertar as coisas por ele, nem pense que basta fazê-lo sentir-se melhor. Isso é uma forma confortável de autoengano. Só fique em silêncio e ouça o que ele diz."

"Dylan e todas as pessoas que ele matou poderiam ter sido salvas se eu tivesse notado a tempo que ele precisava de auxílio de um especialista em transtornos mentais". 



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24 maio 2016

Desafios do Governo Temer no Roda Viva de 23/05/2016



Discutimos, entre outros assuntos, as medidas anunciadas pela nova equipe econômica, as mudanças na configuração do ministério, a proposta de política externa, a articulação com o Congresso e as perspectivas para as ações sociais e também das pastas de Educação e Saúde.

Bancada:
• Alexandre Schwartsman – economista e ex-diretor da área internacional do Banco Central
• Mara Gabrilli – deputada federal do PSDB de São Paulo
• Paulo Frateschi – professor de ciências sociais e fundador do PT
• Gaudêncio Torquato – consultor político e professor de comunicação política da USP 
• Flávio Galvão – ator
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17 maio 2016

Delcídio do Amaral no Roda Viva de 16/05/2016



Um dos principais delatores da Operação Lava Jato, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem-partido-MS) afirmou nesta entrevista que o PT tornou "sistêmica" a corrupção na Petrobras e que o PMDB teve papel "proeminente" no petrolão.

Segundo Delcídio, já havia corrupção em estatais em governos anteriores ao PT, mas com a chegada da legenda ao poder "começou a haver uma espécie de atuação sistêmica nas diretorias e atuação partidária muito mais ampla, concatenada, com participação das principais lideranças partidárias que compunham a base do governo Lula e Dilma. Deu no que deu".
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16 maio 2016

Política e Revolução da Informação

A comunicação de mentiras pelos meios de comunicação está sofrendo uma concorrência muito grande, principalmente pela multiplicação de  computadores e telefones celulares conectados à internet. Cada indivíduo busca a informação que lhe aprouver; depois, caso ache interessante, divulga nas mídias sociais. 

O objetivo desta nota é realçar a importância do pensamento liberal. 

De acordo com João Cesar Melo

"O Instituto Liberal e o Instituto Mises são cada dia mais visitados. Nos dias que antecederam o impeachment, os quatro sites de política mais visitados são de direita, representando nada menos do que 40% do número total de acessos. A terceira posição nesse ranking é ocupada pelo Spotniks, protagonizado pelo brilhante Filippe Hermes e que conta com uma equipe de apenas dois articulistas e dois profissionais de TI, deixando para trás portais de grandes jornais e sites patrocinados pelo governo. Entre a 5° e a 25° posição, constam apenas 7 sites de esquerda, somando míseros 15% dos acessos.

Para o desgosto da esquerda, o número de visitas ao blog do Rodrigo Constantino só vem aumentando desde que ele saiu da revista Veja. No google, as buscas por matérias sobre Ludwig von Mises já superam em duas vezes as buscas por matérias sobre John Maynard Keynes. Bruno Garschagen se tornou bestseller em seu livro de estreia. Livros e artigos não alinhados ao socialismo são cada dia mais lidos, desbancando em muito as publicações relacionadas a esquerda. Dos 9 ebooks sobre política mais vendidos pela Amazon, 7 são de autores conservadores, liberais e libertários. Nunca antes na história desse país, o marxismo foi visto como algo tão velho, tão atrasado, tão mal cheiroso.

Graças a revolução da informação, os brasileiros estão percebendo as intenções totalitárias do PT e dos partidos que o apoiam; estão vendo que esses partidos também apoiam a ditadura cubana e o regime bolivariano implantado por Hugo Chávez e continuado por Nicolás Maduro, o mesmo líder socialista que disse que o impeachment de Dilma foi um golpe de estado e que dois dias depois decretou estado de exceção na Venezuela, intervindo nas empresas privadas e ameaçando prender empresários que se recusem a trabalhar para o governo. Hoje, o povão enxerga tudo isso na telinha de seu celular".



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Entrevista de Michel Temer ao Fantástico em 15/05/2016



Sonia Bridi entrevista Michel Temer.
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10 maio 2016

Júlio Marcelo de Oliveira no Roda Viva de 09/05/2016


Procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), ele é autor da denúncia que levou o TCU a rejeitar as contas do governo de Dilma Rousseff, e falará sobre o que são as chamadas pedaladas fiscais e por que, na visão dele, são graves para o país.

Bancada:
Luiz Antônio Novaes - colunista de política do jornal O Globo
Heleno Taveira Torres - professor titular de Direito Financeiro da USP
Tainara Machado - repórter especializada em Macroeconomia do jornal Valor Econômico
João Gabriel de Lima - diretor de redação da revista Época
Laura Diniz - editora do site de notícias jurídicas Jota.info
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05 maio 2016

Considerações sobre a Defesa do AGU na Comissão de Impeachment




Antonio Anastasia, senador pelo PSDB, comenta os 8 pontos relevantes da defesa de José Eduardo Cardozo, Advogado Geral da União do Brasil. 



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03 maio 2016

Armínio Fraga no Roda Viva de 02/05/2016





Arminio Fraga é formado em economia pela PUC do Rio de Janeiro e doutor pela Universidade de Princeton.

Atividades: dirigiu o Departamentos de Assuntos Internacionais do Banco Central de julho de 1991 a novembro de 1992, durante o governo Fernando Collor. Depois de vitoriosas experiências no exterior, presidiu o Banco Central entre 1999 e 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, comanda a Gávea Investimentos.

O debate girou em torno da grave crise econômica pela qual o Brasil está passando. 

Armínio Fraga disse: “As origens desta tragédia remetem ao final do governo Lula, quando houve uma mudança de direção no modelo de desenvolvimento, fechando a economia e criando um Estado agigantado, mal desenhado”. Ainda: “A ideia de que a opção se dá entre fazer ajustes ou ser feliz não existe”.

Segundo Fraga, a economia está “totalmente arrebentada” ─ mas a crise ficaria ainda mais aguda se Dilma Rousseff se livrasse do impeachment. “Espero que a população tenha sido inoculada contra o populismo”, ressalvou o ex-presidente do Banco Central. “É uma ilusão pensar que este modelo resolveria o problema de todos. O país precisa crescer para diminuir a desigualdade social”.

Entrevistadores: Alexa Salomão (Estadão), Ana Clara Costa (Época), André Lahóz (Exame), Sergio Lamucci (Valor) e Vinícius Torres Freire (Folha).


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Júlio Marcelo de Oliveira, Procurador do TCU, na Comissão do Impeachment do Senado, em 02/05/2016


Os melhores momentos editados por Felipe Moura Brasil, colunista da Veja.



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28 abril 2016

Os Ganhos de Produtividade da Matemática Avançada

Com o título "Mérito não é palavrão", Veja entrevista Marcelo Viana, matemático que comanda o Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), localizado na Mata Atlântica, no Rio de Janeiro. 

Em suas respostas, disse:

A ciência brasileira vem perdendo recursos financeiros nos últimos anos. Isso torna mais difícil atrair cérebros atuantes aqui. Esses jovens talentosos acabam indo pesquisar em outros países. 

O instrumento mais importante de reconhecimento ao mérito (através de critérios objetivos) dentro do sistema federal é a bolsa de produtividade concedida pelo CNPq. 

Em outros países  notadamente os Estados Unidos  os recursos privados são bem-vindos à pesquisa científica. No Brasil, há um abismo legal e ideológico separando o mundo universitário do empresarial. 

Uma boa universidade não deve apenas transmitir conhecimento, mas produzi-lo para estar na vanguarda. 

O ciclo virtuoso  bons alunos, depois bons professores  explica a ascensão da economia de países como Finlândia e Coreia do Sul. 

Uma boa base educacional científica na matemática aumenta o PIB em 10%. Com a matemática avançada, a produtividade se eleva nos campos da computação e da engenharia, que expande a economia, criando empregos acima da média. 

Há o caso de uma professora que não ensinava geometria na sala de aula porque desconhecia a matéria. 

Em nossas escolas, mérito é ainda palavrão. A lógica vigente é que todos devem ser tratados de modo igual  uma falácia, considerando-se que as pessoas são diferentes. 

Na prática, talentos ficam à deriva, esperando por estímulos que não vêm.

FonteRevista Veja de 27/04/2016 




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27 abril 2016

Romero Jucá no Roda Viva de 25/04/2016




O senador Romero Jucá foi líder dos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma Rousseff.

O senador rechaçou a tese da convocação de eleições presidenciais para outubro deste ano. “A esta altura do campeonato é uma artimanha, é tirar da Dilma a responsabilidade pelas pedaladas fiscais”, argumentou. “A Constituição diz que, com a saída da presidente, assume o vice. Defender algo diferente, isso sim é golpe, uma tentativa de anular a regra”.

O senador rebateu também as ameaças petistas de inviabilizar um possível governo Temer: “O PT não assinou a constituição de 1988, assinou dezenas de pedidos de impeachment contra todos os presidentes, não participou do governo de Itamar Franco, não apoiou o Plano Real e não assinou a Lei de Responsabilidade Fiscal”, lembrou. “Caso cumpra essas ameaças, o PT estará involuindo. Estará voltando a ser um partido raivoso. O PT tem que reconhecer que perdeu e voltar para o jogo”.

Os entrevistadores: Natuza Nery (Folha), Maria Cristina Fernandes (Valor), Murilo Ramos (Época), Silvio Navarro (VEJA) e José Alberto Bombig (Estadão). 

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26 abril 2016

Eu Deixei de Ser PT



Texto de Marcio Augusto Costa, na voz de Silvio Matos.
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Magno Malta na Comissão de Impeachment no Senado


O senador Magno Malta, ex-petista, descasca o verbo no Senado.
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21 abril 2016

É Preciso Começar Já

72% a 27%. Impressionante a precisão! Seja qual tenha sido a sua impressão com aquelas longas horas diante do espelho, domingo, uma coisa é indiscutível: a Câmara representa, sim, a realidade nacional. A nação, através dela, falou e disse e só não a ouviu quem optou por fazer-se de surdo. Se o governo tivesse conseguido subornar a sua minoria qualificada de 172 votos, como Lula anunciou oficialmente que estava tentando fazer, teria “acatado a decisão soberana da Câmara dos Deputados” e enfiado Dilma Rousseff goela abaixo dos 2/3 do Brasil que não suportam nem ouvir o nome dela para encerrar de uma vez para sempre a questão do impeachment. Como não conseguiu, “é golpe”. Será “golpe” sempre, a menos que vença o único golpe que os “surdos” querem ouvir.
É alto o preço que se tem de pagar para não destruir instituições. Essa gente não merece a paciência com que o Brasil a tem tratado. Numa coisa, entretanto, tem razão. Não foi “uma vingança”, foram 367 vinganças, fora a de Hélio Bicudo assinando a denúncia de crime de responsabilidade de Dilma Rousseff por todos os outros petistas honestos que foram tombando ao longo do caminho, contra esse PT que sobrou e vive sozinho no Olimpo atirando seus raios sobre a multidão dos idiotas. José Eduardo Cardozo é a mais recente encarnação desse delírio. Como esmurra fatos à vontade sem que ninguém lhe atire perguntas que o tragam de volta à Terra, insiste naquela Dilma sem pecados “nem apego a cargos” com que as(os) passionárias(os) jurássicas(os) do golpe sem aspas “anulam”, a cada frase, junto com a mais patológica das arrogâncias, 72% do eleitorado pesquisado, 72% do Congresso Nacional, o rito estabelecido pelo STF, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Constituição da República, a falência da Petrobras e das outras “brases”, a aliança medida com os empreiteiros ladrões e seus doleiros, a verdade da matemática e mais todo o resto da realidade sobre a qual o sol arrebenta de brilhar.
Num sistema em que segue sendo necessário eleger-se, político trata daquilo que sabe que lhe renderá manchetes. Vide José Eduardo Cardozo e a recorrência do seu novo figurino de advogado de seriado de TV. É por isso que, nas democracias saudáveis, é a imprensa amplificando as queixas e os pleitos difusos do eleitorado quem pauta o discurso dos políticos. O fato de a imprensa brasileira pós-regime militar se ter acostumado a deixar-se pautar por eles, mesmo depois – muito depois! – que os políticos deixaram de ser a expressão da resistência de um eleitorado impedido de eleger para se transformar na de uma casta que se outorga privilégios e cassou aos eleitores o direito de deselegê-la, é um elemento essencial da presente desgraça. Acentua essa distorção o isolamento geográfico e social da Brasília que vive do e para o Estado onde não entram as crises que grassam aqui fora, cujo sintoma mais alarmante é a alienação da realidade nacional sintetizada no grito do “Não nos representa!” que pôs em marcha o processo ora em curso.
A produtividade do trabalho no Brasil parou de crescer faz anos; o sistema educacional foi aparelhado e destruído e há pelo menos três o país anda para trás. Vínhamos numa trajetória de arrumação do Estado, valorização da regra e políticas sociais focadas nos mais pobres, mas tudo isso se inverteu. Apenas com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional para os amigos do BNDES o governo torrou R$ 323 bilhões, equivalentes a 13 anos do Bolsa Família; as contas nacionais passaram a ser falsificadas e a mentira transformou-se em “razão de Estado”. Tudo o que conquistamos nos anos 90 já está perdido, mas a crise mal começou. Os problemas acumulados são gigantescos, a marcha à ré será dramática, partindo de um patamar já muito baixo, e não será uma simples troca de governo que resolverá tudo isso, mesmo que se supusesse toda a disposição para atacar os problemas do “Brasil real”, a que esse PT que só chora por si jura hoje, como jurou sempre, ódio eterno.
Com o quesito “luta pelo poder” suficientemente encaminhado, e a próxima tentativa rondando perigosamente as margens do mesmo pântano da“governabilidade” por linhas podres que acaba de tragar a obra de toda uma geração de brasileiros, a imprensa poderia dar uma contribuição muito maior ao país se passasse a trabalhar mais para informar Brasília sobre o que se passa no Brasil do que o contrário. Obrigar os políticos a tomar conhecimento da profundidade da crise do país real; cotejar seus números com as amenidades e os números da vida na Ilha da Fantasia onde os salários nunca se extinguem, os aumentos se dão por decurso de prazo, há “auxílios” para tudo e para todos isentos de Imposto de Renda, as aposentadorias partem multiplicadas por 33 é obrigar o país a encarar esses fatos, primeiro, medi-los, em seguida, e fazer escolhas reais e conscientes, finalmente, sem as quais jamais sairemos do brejo. O ponto a que chegamos e o encolhimento do espaço para gorduras mórbidas num mundo implacável com a ineficiência impõe providências que respeitem a matemática e, para chegar a elas, é preciso, primeiro, deixar que a luz do sol incida sobre a camada mais grossa da mentira que cerca a realidade do Brasil do Terceiro Milênio que segue embrulhado num discurso de falsificação da realidade que já era velho no último século do Segundo.
Um governo para o Brasil real só poderá estruturar-se em torno de uma proposta para os problemas reais do Brasil.
Previdência, inchaço do funcionalismo politicamente apadrinhado, subsídios, estrutura tributária, a armadilha trabalhista, as vinculações das contas nacionais, as regras que fazem o ambiente de negócios e, sobretudo, a velocidade com que tudo isso evoluiu para pior nos últimos anos são, ao mesmo tempo, os ingredientes da bomba que produz um déficit recorrente de R$ 150 bilhões e crescendo R$ 30 bilhões por ano sobre a qual estamos sentados, e os indicadores dos caminhos reais para desarmá-la.
Fernão Lara Mesquita / Publicado no Estadão



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