24 setembro 2018

Democracia Versus Meritocracia

Merval Pereira, em 22 de setembro de 2018, escreveu, em O Globo, um artigo a respeito da meritocracia na escolha dos nossos representantes políticos. O ideal é substituir o voto útil pela meritocracia. Na China, discute-se o que seria a democracia guiada pela meritocracia.

Cita o livro “Mercados radicais: desenraizando o capitalismo e a democracia para uma sociedade justa”, em que o economista da Microsoft e da Universidade de Yale Glen Weyl e o jurista da Universidade de Chicago Eric Posner tratam da desigualdade, o grande entrave para o funcionamento do capitalismo e da democracia. Os autores acham que o sistema de “uma pessoa, um voto” leva a decisões deficientes e à tirania da maioria.

Daniel A. Bell, um canadense professor de Teoria Política da Universidade Tsinghua, considera que a China pode caminhar para a implantação de um sistema político denominado meritocracia onde os escolhidos para o Parlamento possam representar realmente a vontade do povo e não os que têm influência para atrair votos: dinheiro, status e boa oratória.

Nos Estados Unidos, dois tipos de votação estão em discussão, uma delas já em prática, para dar mais peso ao desejo de cada eleitor, o sistema de ranqueamento do voto (Ranking Choice Voting), em que o eleitor dá uma classificação para cada uma de suas escolhas, e o balanço final determina quais os escolhidos para o Congresso, para prefeito como ocorreu recentemente no Maine, ou, quem sabe, para a presidência da República.

Esse modo de escolha substitui com vantagens o voto útil, pois permite que o eleitor vote em vários candidatos dando um peso específico a cada um deles, e o melhor ranqueado leva, em vez o vencedor levar tudo, como fazemos no voto majoritário.

Extraído da: Tribuna da Internet

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