28 novembro 2008

A Crise Financeira e o Brasil


A riqueza conseguida pela especulação não se sustenta no longo prazo.

Fala-se muito da Grande Depressão de 1929. Muitos querem comparar esta crise com aquela. Há, contudo, uma diferença fundamental, ou seja, aquela se referia à economia real; esta, à economia virtual. Os abalos da economia, hoje, têm sua origem na instabilidade do mercado financeiro. Como a desconfiança aumenta, há necessidade de marcos regulatórios. Em economia, aprendemos que "tudo depende de tudo". Nesse caso, a globalização exige que olhemos todos os outros países com mais atenção.

Esta crise terá repercussões no curto, no médio e no longo prazo. No curto prazo, haverá recessão financeira, principalmente para os países da BRIC (Brasil, Índia, Rússia e China). O Brasil, que é um grande exportador de commodities, verá sua receita exportadora diminuir, porque o preço dessas matérias varia com a demanda internacional. É de se esperar que, com a crise, os preços caiam. Estávamos com um crescimento de 5% ao ano. Para 2009, devemos esperar um crescimento menor. É possível que em 2010 o país retome novamente a sua rota de crescimento sustentável.

Temos que aprender que a economia verdadeira é a economia real. A economia financeira deveria servir para amparar a economia real, fornecendo-lhe um meio de troca virtual. Não foi isso que aconteceu, pois o fluxo de papéis (títulos) é quatro vezes maior do que o fluxo de bens e serviços. Esta, sim, é a grande lição que devemos extrair deste momento conturbado da histórica econômica mundial.
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18 novembro 2008

Sustentabilidade

Sustentabilidade é a capacidade que uma sociedade tem de se manter continuamente, pois não exaure os recursos de que necessita. É a situação que a humanidade almeja para não correr o risco de sua auto-extinção. A sustentabilidade envolve a preocupação com o impacto ambiental, até a responsabilidade da companhia perante funcionários, consumidores, fornecedores e investidores. Ser sustentável é pensar e agir com os olhos no futuro. Isto pode significar ganhar menos agora.

Em termos mundiais, temos o Global Reporting Initiative (GRI), organização com sede na Holanda que congrega mais de 800 grandes empresas de todo o mundo, como a Microsoft e a Unilever, e cujo objetivo é discutir padrões para a elaboração de relatórios de sustentabilidade.

O Guia Exame de Sustentabilidade, editado pela "Revista Exame", de 30 de outubro de 2008, elegeu pela primeira vez a empresa sustentável do ano, e apresentou vinte exemplos de empresas brasileiras que têm, no seu dia-a-dia, as necessidades do presente e as perspectivas do futuro.

As 20 empresas são: Natura, AES Tietê, Amanco, Anglo-American, Basf, Bradesco, Coelba, CPFL, Elektro, Energias do Brasil, Itaú, Masisa, Perdigão, Philips, Promon, Real, Serasa, Suzano, Usiminas e Wal-Mart.

A Natura, fabricante de cosméticos, é a única empresa apontada como sendo de excelência em sustentabilidade e ecologia. Escolhida por 9 anos seguidos, esta empresa caracteriza-se pela consistência, pelo comprometimento e sobretudo pela persistência na busca da sustentabilidade.

Cada empresa, a seu modo, preocupa-se com o longo prazo. Há projetos de reflorestamento de mata inativa, preparação da comunidade local para não viver exclusivamente em torno de um negócio que tem prazo para acabar, os cuidados com a economia de energia elétrica e consumo de água etc.

A Petrobrás, para atenuar os efeitos das mudanças climáticas, investe em soluções inovadoras como a produção de combustível a partir de girassol, mamona e outras matérias primas. A CPFL procura desenvolver energia a partir do bagaço de cana, no sentido de reduzir o impacto que os usineiros causariam ao meio ambiente A Serasa promove o ingresso de portadores de deficiência física ano mercado de trabalho, incentiva o voluntariado dos funcionários e busca ampliar sua atuação responsável.

Fonte de Consulta

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