16 outubro 2018

2002-2016: Algumas Comparações

Diogo de Castro Ferreira, advogado e especialista em direito tributário pela FGV, publicou no site do Instituto Liberal (15/10/2018), um artigo intitulado "O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros". 

Eis alguns dados: 

Em 2002, éramos 180 milhões de pessoas; em 2018, estima-se em 209 milhões. 

Em 2013, havia 5.392.234 empresas; em 2016, 5.050.615 (341,6 mil empresas fechadas em três anos).

Entre 2003 e 2006 (1.º governo Lula) a média da inflação foi 6,43% ao ano; entre 2015 e maio de 2016 (fim do segundo governo Dilma), a média acumulada foi de 9,28% ao ano. 

Em 2003, os gastos com o funcionalismo público foi de R$ 78,6 bilhões; em 2015, chegou a R$ 238 bilhões. 

Em 2001, os gastos primários do governo foi de R$ 205 bilhões; em 2015, R$ 1,1 trilhão. 

Em 2002, a dívida pública era 76% do PIB; em 2018, a dívida pública prevista é 87% do PIB.

Em 2002, o déficit da Previdência era de R$ 56,8 bilhões; em 2017, foi para R$ 268,8 bilhões.

Extraído de: Instituto Liberal

11 outubro 2018

Composição da Câmara dos Deputados Federais - Eleição 2018















Número de deputados federais eleitos


PartidoEleição 2018Eleição 2014Saldo
MDB*3466-32
PSDB2954-25
PTB1025-15
PT5669-13
PSC813-5
PV48-4
PROS811-3
PSD3436-2
PSB3234-2
SD1315-2
PPS810-2
PP3738-1
PR3334-1
PCdoB910-1
DC*12-1
PRTB01-1
PMN330
PTC220
PHS651
PRP431
PPL101
PATRI*523
PSOL1055
Avante*716
PODE*1147
DEM29218
PRB30219
PDT28199
PSL52151
Novo8(não concorreu)-
Rede1(não concorreu)-


09 outubro 2018

Deputados Estaduais Eleitos em São Paulo - Eleição 2018

1. Janaina Paschoal (PSL) - 2.060.786 Votos
2. Arthur Mamãe Falei (DEM) - 478.280 Votos
3. Carlos Giannazi (PSOL) - 218.705 Votos
4. Coronel Telhada (PP) - 214.445 Votos
5. Gil Diniz (PSL) - 214.037 Votos
6. Daniel José (Novo) - 183.480 Votos
7. Jorge Wilson Xerife Consumidor (PRB) - 177.414 Votos
8. Caio França (PSB) - 162.166 Votos
9. Delegado Olim (PP) - 161.569 Votos
10. Mônica da Bancada Ativista (PSOL) - 149.844 Votos
11. Edmir Chedid (DEM) - 131.531 Votos
12. Major Mecca (PSL) - 129.411 Votos
13. Heni Ozi Cukier (NOVO) - 130.214 Votos
14. André do Prado (PR) - 123.313 Votos
15. Alex de Madureira (PSD) - 118.294 Votos
16. Professor Kenny (PP) - 117.567 Votos
17. Marta Costa (PSD) - 117.156 Votos
18. Conte Lopes (PP) - 116.806 Votos
19. Campos Machado (PTB) - 115.580 Votos
20. Carlos Cezar (PSB) - 115.566 Votos
21. Cauê Macris (PSDB) - 114.690 Votos
22. Reinaldo Alguz (PV) - 114.352 Votos
23. Analice Fernandes (PSDB) - 110.089 Votos
24. Bruno Ganem (PODE) - 106.203 Votos
25. Milton Leite Filho (DEM) - 105.492 Votos
26. Delegado Bruno Lima (PSL) - 103.823 Votos
27. Fernando Cury (PPS)- 99.815 Votos
28. Daniel Soares (DEM)- 97.330 Votos
29. Barba (PT) - 91.394 Votos
30. Carla Morando (PSDB) - 89.636 Votos
31. Rogério Nogueira (DEM)- 89.040 Votos
32. Barros Munhoz (PSB) - 87.494 Votos
33. Professora Bebel (PT) - 87.169 Votos
34. Rodrigo Gambale (PSL) - 86.981 Votos
35. Enio Tatto (PT)- 86.744 Votos
36. Altair Moraes (PRB) - 86.230 Votos
37. Luiz Fernando (PT) - 85.271 Votos
38. Cezar (PSDB) - 84.657 Votos
39. Edna Macedo (PRB) - 84.144 Votos
40. Caruso (MDB) - 83.758 Votos
41. Gilmaci Santos (PRB)- 82.678 Votos
42. Itamar Borges (MDB) - 82.185 Votos
43. Marcos Damasio (PR) - 81.695 Votos
44. Rafa Zimbaldi (PSB) - 80.789 Votos
45. Paulo Fiorilo (PT) - 80.430 Votos
46. Wellington Moura (PRB)- 80.271 Votos
47. Dalben (PR) - 79.564 Votos
48. Jose Americo (PT) - 78.326 Votos
49. Ricardo Madalena (PR) - 77.554 Votos
50. Léo Oliveira (MDB) - 76.703 Votos
51. Rodrigo Moraes (DEM) - 75.845 Votos
52. Sebastião Santos (PRB) - 75.280 Votos
53. Douglas Garcia (PSL) - 74.351
54. Maurici (PT) - 74.254 Votos
55. Carlão Pignatari (PSDB) - 74.006 Votos
56. Thiago Auricchio (PR) - 73.435 Votos
57. Rafael Silva (PSB) - 71.992 Votos
58. Maria Lúcia Amary (PSDB) - 70.743 Votos
59. Roque Barbiere - Roquinho (PTB) - 70.076 Votos
60. Roberto Engler (PSB) - 69.969 Votos
61. Marcos Zerbini (PSDB) - 69.296 Votos
62. Emidio de Souza (PT) - 65.898 Votos
63. Mauro Bragato (PSDB) - 65.475 Votos
64. Vinicius Camarinha (PSB) - 65.441 Votos
65. Leci Brandão (PCdoB) - 64.487 Votos
66. Marcia Lia (PT) - 63.751 Votos
67. Roberto Morais (PPS) - 63.447 Votos
68. Delegada Graciela (PR) - 63.089 Votos
69. Dr. Jorge do Carmo (PT) - 61.751 Votos
70. Ed Thomas (PSB) - 61.371 Votos
71. Leticia Aguiar (PSL) - 60.909 Votos
72. Estevam Galvão (DEM) - 59.548 Votos
73. Ataide Teruel (PODE) - 58.136
74. Érica Malunguinho da Silva (PSOL) - 55.223
75. Valeria Bolsonaro (PSL) - 54.519 Votos
76. Isa Penna (PSOL) - 53.838 Votos
77. Alexandre Pereira (SOLIDARIEDADE) - 49.741 Votos
78. Paulo Correa Jr (PATRI) - 46.438 Votos
79. Dra.damaris Moura (PHS) - 45.103 Votos
80. Tenente Nascimento (PSL) - 45.050 Votos
81. Marcio da Farmacia (PODE) - 44.969 Votos
82. Aprígio (PODE) - 43.320 Votos
83. Adriana Borgo (PROS) - 41.953 Votos
84. Marina Helou (REDE) - 39.839 Votos
85. Agente Federal Danilo Balas (PSL) - 38.661 Votos
86. Marcio Nakashima (PDT) - 38.081 Votos
87. Castelo Branco (PSL) - 38.026 Votos
88. Sargento Neri (AVANTE) - 34.238 Votos
89. Sergio Victor (NOVO) - 29.909 Votos
90. Ricardo Mellao (NOVO) - 27.150 Votos
91. Adalberto Freitas (PSL) - 26.153 Votos
92. Frederico D'avila (PSL) - 24.470 Votos
93. Tenente Coimbra (PSL) - 24.109 Votos
94. Coronel Nishikawa (PSL) - 23.094 Votos


Deputados Federais Eleitos por São Paulo - Eleição 2018

1. Eduardo Bolsonaro - PSL - 8,74% - 1.843.735
2. Joice Hasselmann - PSL - 5,11% - 1.078.666
3. Celso Russomanno - PRB - 2,47% - 521.728
4. Kim Kataguiri - DEM - 2,21% - 465.310
5. Tiririca - PR - 2,15% - 453.855
6. Tabata Amaral - PDT - 1,25% - 264.450
7. Policial Katia Sastre - PR - 1,25% - 264.013
8. Sâmia Bomfim - PSOL - 1,18% - 249.887
9. Capitão Augusto - PR - 1,15% - 242.327
10. Pastor Marco Feliciano - PODE - 1,14% - 239.784
11. Baleia Rossi - MDB - 1,01% - 214.042
12. Vinicius Poit - NOVO - 0,98% - 207.118
13. Luiza Erundina - PSOL - 0,84% - 176.883
14. Renata Abreu - PODE - 0,76% - 161.239
15. Rui Falcão - PT - 0,75% - 158.389
16. Alexandre Frota - PSL - 0,74% - 155.522
17. Ivan Valente - PSOL - 0,74% - 155.334
18. Marcos Pereira - PRB - 0,66% - 139.165
19. Carlos Zarattini - PT - 0,65% - 137.909
20. Marco Bertaiolli - PSD - 0,65% - 137.628
21. Marcio Alvino - PR - 0,64% - 135.844
22. Guilherme Mussi - PP - 0,64% - 134.301
23. Arnaldo Jardim - PPS - 0,63% - 132.363
24. Alex Manente - PPS - 0,60% - 127.366
25. Bruna Furlan - PSDB - 0,60% - 126.847
26. Carlos Sampaio - PSDB - 0,60% - 125.666
27. Nilto Tatto - PT - 0,59% - 124.281
28. Ricardo Izar - PP - 0,58% - 121.869
29. Vitor Lippi PSDB - 0,57% - 120.529
30. Tenente Derrite - PP - 0,56% - 119.034
31. Cezinha de Madureira - PSD - 0,56% - 119.024
32. Fausto Pinato - PP - 0,56% - 118.684
33. Luiz Philippe O. Bragança PSL - 0,56% - 118.457
34. Alexandre Leite DEM - 0,55% - 116.416
35. Paulo Freire Costa PR - 0,52% - 109.461
36. Enrico Misasi PV - 0,51% - 108.038
37. Rosana Valle PSB - 0,50% - 106.100
38. Samuel Moreira PSDB - 0,49% - 103.215
39. Vanderlei Macris PSDB - 0,49% - 102.708
40. Rodrigo Agostinho PSB - 0,47% - 100.179
41. Jefferson Campos PSB - 0,47% - 99.974
42. David Soares DEM - 0,47% - 99.865
43. Coronel Tadeu PSL - 0,47% - 98.373
44. Vinicius Carvalho PRB - 0,46% - 97.862
45. Eduardo Cury PSDB - 0,45% - 94.282
46. Miguel Lombardi PR - 0,44% - 93.093
47. Eli Corrêa Filho DEM - 0,44% - 92.257
48. Gilberto Nascimento PSC - 0,44% - 91.797
49. Geninho Zuliani DEM - 0,42% - 89.378
50. Alexandre Padilha PT - 0,42% - 87.576
51. Arlindo Chinaglia PT - 0,41% - 87.449
52. Professor Luiz Flavio Gomes PSB - 0,41% - 86.433
53. Roberto Alves PRB - 0,39% - 82.097
54. Junior Bozzella PSL - 0,37% - 78.712
55. Paulo Teixeira PT - 0,37% - 78.512
56. Milton Vieira PRB - 0,37% - 77.413
57. Carla Zambelli PSL - 0,36% - 76.306
58. Paulinho da Força SD - 0,36% - 75.613
59. Luiz Carlos Motta PR - 0,36% - 75.218
60. General Peternelli PSL - 0,35% - 74.190
61. Maria Rosas PRB - 0,34% - 71.745
62. Vicentinho PT - 0,33% - 70.645
63. Abou Anni PSL - 0,33% - 69.256
64. Alencar Santana - PT - 0,32% - 67.892
65. Orlando Silva PC do B - 0,31% - 64.822
66. Adriana Ventura NOVO - 0,30% - 64.341
67. Roberto de Lucena PODE - 0,27% - 56.033
68. Herculano Passos MDB - 0,24% - 49.653
69. Alexis NOVO - 0,21% - 45.298
70. Guiga Peixoto PSL - 0,15% - 31.718



Extraído do G1

24 setembro 2018

Democracia Versus Meritocracia

Merval Pereira, em 22 de setembro de 2018, escreveu, em O Globo, um artigo a respeito da meritocracia na escolha dos nossos representantes políticos. O ideal é substituir o voto útil pela meritocracia. Na China, discute-se o que seria a democracia guiada pela meritocracia.

Cita o livro “Mercados radicais: desenraizando o capitalismo e a democracia para uma sociedade justa”, em que o economista da Microsoft e da Universidade de Yale Glen Weyl e o jurista da Universidade de Chicago Eric Posner tratam da desigualdade, o grande entrave para o funcionamento do capitalismo e da democracia. Os autores acham que o sistema de “uma pessoa, um voto” leva a decisões deficientes e à tirania da maioria.

Daniel A. Bell, um canadense professor de Teoria Política da Universidade Tsinghua, considera que a China pode caminhar para a implantação de um sistema político denominado meritocracia onde os escolhidos para o Parlamento possam representar realmente a vontade do povo e não os que têm influência para atrair votos: dinheiro, status e boa oratória.

Nos Estados Unidos, dois tipos de votação estão em discussão, uma delas já em prática, para dar mais peso ao desejo de cada eleitor, o sistema de ranqueamento do voto (Ranking Choice Voting), em que o eleitor dá uma classificação para cada uma de suas escolhas, e o balanço final determina quais os escolhidos para o Congresso, para prefeito como ocorreu recentemente no Maine, ou, quem sabe, para a presidência da República.

Esse modo de escolha substitui com vantagens o voto útil, pois permite que o eleitor vote em vários candidatos dando um peso específico a cada um deles, e o melhor ranqueado leva, em vez o vencedor levar tudo, como fazemos no voto majoritário.

Extraído da: Tribuna da Internet

16 julho 2018

Brasil Conquista Pódio em Matemática

Em meio a tantas notícias desoladoras quanto à educação em nosso País, a conquista do ouro na Olimpíada Internacional de Matemática, na Romênia, pelo estudante Pedro Sponchiado, de 17 anos, nos dá grande esperança.

A Olimpíada Internacional de Matemática começou em 1959, na Romênia. As questões propostas na Olimpíada requerem capacidade de abstração, raciocínio lógico e muito treino para manter a concentração e resolver a prova com organização, criatividade e método. Havia seis anos que os brasileiros não recebiam a medalha dourada.

O estudante Pedro Lucas Lanaro Sponchiado, de 17 anos, marcou 35 dos 42 pontos possíveis, fruto de uma rotina de estudos que o manteve absorvido pela matemática desde o 1. º ano do ensino médio.

Sua ambição: pretende estudar matemática ou ciências da computação na Universidade de Princeton ou no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Fonte: https://veja.abril.com.br/educacao/um-podio-para-o-brasil-na-matematica/

27 março 2018

Sérgio Moro no Roda Viva de 26/03/2018

O "Roda Viva" de 26/03/2018, na despedida de Augusto Nunes, apresentador desse programa nos últimos cinco anos, entrevistou o juiz Sérgio Moro, um dos nomes mais significativos da Lava Jato, respondendo a questões sobre o funcionamento da operação, os resultados alcançados após 4 anos e os encargos que cabem a ele enquanto juiz federal da 13ª Vara Criminal Federal.

João Caminoto, diretor de jornalismo do Grupo Estado; Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal Folha de S.Paulo; Daniela Pinheiro, diretora de redação da revista Época; Ricardo Setti, jornalista e escritor; e Fernando Mitre, diretor de jornalismo da Rede Bandeirantes foram os entrevistadores.




23 março 2018

José Roberto Guzzo


Para o Juízo Universal

O Supremo Tribunal Federal já deixou, há muito tempo, de ter alguma relação com o ato de prestar justiça a alguém. O que se pode esperar da conduta de sete ministros, entre os onze lá presentes, que foram nomeados por um ex-presidente condenado a doze anos de cadeia e uma ex-presidente que conseguiu ser deposta do cargo por mais de 70% dos votos do Congresso Nacional? Outros três foram indicados, acredite quem quiser, por José Sarney, Fernando Collor e Michel Temer. Sobra um, nomeado por Fernando Henrique Cardoso – mas ele é Gilmar Mendes, justamente, ninguém menos que Gilmar Mendes. Deixem do lado de fora qualquer esperança, portanto, todos os que passarem pela porta do STF em busca da proteção da lei. Quer dizer, todos não — ao contrário, o STF é o melhor lugar do mundo para você ir hoje em dia, caso seja um delinquente cinco estrelas e com recursos financeiros sem limites para contratar advogados milionários. O STF, no fundo, é uma legítima história de superação. Por mais que tenha se degenerado ao longo do tempo, a corte número 1 da justiça brasileira está conseguindo tornar-se pior a cada dia que passa e a cada decisão que toma. Ninguém sabe onde os seus ocupantes pretendem chegar. Vão nomear o ex-presidente Lula para o cargo de Imperador Vitalício do Brasil? Vão dar indulgência plenária a todos os corruptos que conseguirem comprovar atos de ladroagem superiores a 1 milhão de reais? Vão criar a regra segundo a qual as sentenças de seus amigos, e os amigos dos amigos, só “transitam em julgado” depois de condenação no Dia do Juízo Universal?
Os ministros do STF, com as maiorias que conseguem formar hoje em dia lá dentro, podem fazer qualquer coisa dessas, ou pior. Por que não? Eles vêm sistematicamente matando a democracia no Brasil, com doses crescentes de veneno, ao se colocarem acima das leis, dos outros poderes e da moral comum. Mandam, sozinhos, num país com 200 milhões de habitantes, e ninguém pode tirá-los dos seus cargos pelo resto da vida. O presente que acabam de dar a Lula é apenas a prova mais recente da degradação que impõem ao sistema de justiça neste país. Foi uma decisão tomada unicamente para beneficiar o ex-presidente – chegaram a mudar o que eles próprios já tinham resolvido a respeito, um ano e meio atrás, quando declararam que o sujeito pode ir para a cadeia depois de condenado na segunda instância. É assim que se faz em qualquer lugar do mundo onde há justiça de verdade — afinal, as penas de prisão precisam começar a ser cumpridas em algum momento da vida. Para servir a Lula, porém, o STF estabeleceu que cadeia só pode vir depois que esse mesmo STF decidir, no Dia de São Nunca, se vale ou não vale prender criminoso que já foi condenado em primeira e segunda instâncias (no caso de Lula, por nove juízes diferentes até agora), ou se é preciso esperar uma terceira, ou quarta, ou décima condenação para a lei ser enfim obedecida. Falam que a decisão foi “adiada”, possivelmente para o começo de abril. Mentira. Já resolveram que Lula está acima da lei – como, por sinal, o próprio Lula diz o tempo todo que está.
O STF atende de maneira oficial, assim, não apenas a Lula, mas aos interesses daquilo que poderia ser chamado de “Conselho Nacional da Ladroagem” – essa mistura de empreiteiras de obras públicas que roubam no preço, políticos ladrões, fornecedores corruptos das estatais e toda a manada de escroques que cerca o Tesouro Nacional dia e noite. Para proteger essa gente o “plenário” está disposto a qualquer coisa. Ministros se dizem “garantistas”, como Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello, e juram que seu único propósito é garantir o “direito de defesa”. Quem pode levar a sério uma piada dessas? A única coisa que garantem é a impunidade. No julgamento do recurso de Lula, o ministro Ricardo Lewandowski teve a coragem de dizer que a decisão não era para favorecer o ex-presidente, mas sim “milhares de mulheres lactantes” e “crianças” que poderiam estar “atrás das grades” se o STF não mandasse soltar quem pede para ser solto. É realmente fazer de palhaço o cidadão que lhe paga o salário. O que uma coisa tem a ver com a outra? Porque raios não se poderia soltar as pobres mulheres lactantes que furtaram uma caixinha de chicletes e mandar para a cadeia um magnata que tem a seu serviço todos os advogados que quer? Tem até a OAB inteira, se fizer questão. À certa altura, no esforço de salvar Lula, chegaram a falar em “teratologia”. Teratologia? Será que eles acham que falando desse jeito as pessoas dirão: “Ah, bom, se é um caso de teratologia…” Aí fica tudo claríssimo, não é mesmo? É um mistério, na verdade, para o que servem essas sessões do STF abertas ao “público”. Depois que um ministro assume a palavra e diz “boa tarde”, adeus: ninguém entende mais uma única palavra que lhe sai da boca; talvez seja mais fácil entender o moço que fica no cantinho de baixo da tela, à direita, e que fala a linguagem dos surdos-mudos. Sem má vontade: como seria humanamente possível alguém compreender qualquer coisa dita pela ministra Rosa Weber? Ou, então, pelos ministros Celso de Mello, ou Marco Aurélio? É chinês puro.
O espetáculo de prestação de serviço a Lula veio um dia depois, justamente, de uma briga de sarjeta, na frente de todo o mundo, entre os ministros Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes. Entre outras coisas, chamaram-se um ao outro de “psicopata” ou de facilitador para operações de aborto. Por que não resolvem suas rixas em particular? É um insulto ao cidadão brasileiro. Por que precisam punir o público pela televisão (aliás, paga pelo mesmo público) com a exibição de sua valentia sem risco? Os ministros dão a qualquer um, depois disso, o direito de chamá-los de psicopatas ou advogados de abortos clandestinos – por que não, se fizeram exatamente isso e continuam sendo ministros da “Corte Suprema”? Dias ruins, com certeza, quando pessoas desse tipo têm a última palavra em alguma coisa – no caso, nas questões mais cruciais da justiça e, por consequência, da democracia. É o mato sem nenhuma esperança de cachorro, realmente. A televisão nos mostra umas figuras de capa preta, fazendo cara de Suprema Corte da Inglaterra e dizendo frases incompreensíveis. O que temos, na vida real, é um tribunal de Idi Amin, ou qualquer outra figura de pesadelo saída de alguma ditadura africana.

Rodinei Candeia Fala sobre Caravana de Lula

Rodinei Candeia, Procurador do Estado do Rio Grande do Sul, fala sobre caravana de Lula. Como Lula é um condenado, ele deveria aguardar a sua prisão em casa.

14 março 2018

Deputado no Parlamento de Genebra

Guy Mettan, deputado e ex-presidente do Parlamento de Genebra, não tem carro oficial. Deputado já por 18 anos consecutivos, Mettan levou a reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” aos corredores do Grand Conseil, o nome dado ao Parlamento do Cantão. A região é uma das mais ricas do mundo, tem uma taxa de desemprego de 5,3% e é um dos pilares de um sistema financeiro que guarda em seus cofres trilhões de dólares. Genebra, de forma insistente, entra em todas as listas das cidades mais caras do mundo há anos.
FINAL DA TARDE – Para não atrapalhar o emprego dos cem representantes do povo, as sessões do Parlamento são todas organizadas no final da tarde, quando o expediente já terminou.
Não apenas o deputado ordinário não conta com um carro oficial, mas tampouco é beneficiado por qualquer tipo de transporte. Uma exceção é feita ao presidente do Parlamento que, caso esteja indo a um evento oficial, tem o direito de usar um veículo oficial. Mas apenas se ele for à reunião na condição de presidente da Câmara e não a título pessoal.
O auxílio-moradia não faz parte dos benefícios. Ao final de quatro anos de mandato, os deputados não ganham uma aposentadoria. Durante anos no “poder”, não podem contratar parentes e ganham um voucher para fazer duas refeições por mês. Cada uma delas de 40 francos suíços (R$ 137,00). “Dá para uma pizza e um copo de vinho”, brinca Mettan.
SALÁRIO ANUAL – Na melhor das hipóteses, um deputado em Genebra vai somar um salário anual de 50 mil francos suíços (o equivalente a R$ 172 mil), cerca de 4,1 mil francos por mês. Isso se ele for o presidente do Parlamento e comparecer a todas às sessões. O cálculo de quanto Mettan e todos os demais recebem a cada mês é feito por hora. “Se você vem, você recebe. Se não, não recebe”, disse o deputado, que conta que precisa assinar com seu próprio punho uma lista de presença a cada reunião.
Transformado em reais, o valor pode ate parecer elevado. Mas, hoje, o pagamento ao presidente do Parlamento de Genebra é inferior à média de um salário de um fabricante de queijo, menor que a renda de um mecânico de carros na Suíça, de uma secretária, de um policial, de um carpinteiro, de uma professora de jardim de infância, de um metalúrgico e de um motorista de caminhão. É equivalente ao salário médio de um açougueiro da cidade alpina.
SALÁRIO BAIXO – Para um deputado “ordinário”, o salário é muito inferior ao do presidente do Parlamento. Por ano, eles chegam a receber cerca de 30 mil francos suíços, o equivalente ao pagamento médio atribuído a um artista de circo ou a um ajudante de cozinha, postos ocupados em grande parte por imigrantes.
No Brasil, o salário de um deputado estadual chega a R$ 25.300 por mês em São Paulo, por exemplo. Além disso, os parlamentares brasileiros têm direito a uma verba mensal (o chamado “cotão”), que pode superar R$ 30 mil, para custeio de gastos de alimentação, transporte, passagens aéreas e despesas de escritório.
EMPREGOS ORIGINAIS –  Mettan explica que a função de deputado consome apenas 25% do seu tempo de trabalho e que, por conta do salário baixo, todos são orientados a manter seus empregos originais, mesmo depois de eleitos.
“Na Suíça, a política é considerada como um envolvimento popular”, explicou. “É um sistema de milícia. Ou seja, não é um sistema profissional. Somos obrigados a ter um emprego paralelo, de ter uma profissão paralela. Não se pode viver com essa indenização”, admitiu o deputado suíço. “Não existe deputado profissional”, completou ele.
Deu em O Tempo(Agência Estado)
Extraído de http://www.tribunadainternet.com.br/na-suica-deputado-nao-tem-beneficios-e-ganha-menos-do-que-professor/