12 dezembro 2018

Carta-Aberta ao Presidente Jair Bolsonaro

Saudações cordiais na manhã deste domingo lindo!

Tomo a liberdade de  escrever esta mensagem ao cidadão comum, meu compatriota, enquanto posso lhe falar sem as excelências que a presidência da República vai impor.
Primeiro declaro que meu candidato era outro. Daqui do meu canto eu não vislumbrei sua candidatura. Na verdade pouco me interessei pelos programas desta  campanha presidencial. Um país que  permite a existência de mais de trinta partidos políticos não merece respeito. 

À medida que a campanha tomava corpo, que os candidatos começaram  a vociferar, me chamou a atenção o discurso igual e feroz dos mais antigos, dos "velhos de guerra". Todos contra um. 

O churrasquinho da vez era Bolsonaro. E quem era esse tal de Bolsonaro tão inconveniente, tão perigoso, tão perverso, tão careta, tão desastrado nas suas aparições?

Por que todos desperdiçavam todo seu tempo de propaganda atacando o concorrente lanterninha?  Eu queria conhecer o plano de governo de cada um, mas cada um só queria malhar o Judas. O que eles temiam? 

Será que aquela gente burra não percebia que o bombardeio cerrado fortalecia sua candidatura? Que eles estavam dando tiro no próprio pé? Curiosa, lúcida,  politizada, anotei seu nome e número no meu caderninho. Jair Messias Bolsonaro n° 17

O que me fez assumir sua candidatura foi a facada. Aquela tentativa de homicídio feriu seu corpo e bateu fundo em mim, ferindo meus brios de cidadã libertária.

Os mandantes do crime pretendiam o quê? Os mandantes do crime temiam o quê?  Ah, não teve mandante deste crime , não? Você acha que um paspalhão debiloide como aquele, teria a ideia, a iniciativa, a ousadia de praticar aquele tresloucado ato no meio da multidão, se não tivesse de antemão a garantia dos quatro advogados de defesa? Conta outra, Zé! Aquela facada deixou claro que nosso país estava à beira de um colapso. Infelizmente o voto útil se impunha. Foi então que eu mudei meu voto

Você não me deve nada,   Jair Messias. Não me prometeu nada. Nem voto me pediu. Assim mesmo eu me dediquei a sua campanha com o melhor das minhas palavras, intensamente. 

Agora, eleito, licença para lhe apresentar minha pauta de sugestões.

1 - Abra a caixa-preta da Loteria Federal, do BNDES, das estatais, dos Fundos de Pensão, das autarquias, do legislativo, executivo e judiciário em todas as instâncias, dos acordos "caridosos" firmados com os "amigos do peito" dos governos petistas aqui e no exterior;

2 - Garanta a escola sem ideologia e sem religião, por favor;

3 - Priorize a ferrovia e a hidrovia;

4 - Humanize o tempo de carceragem,  responsabilizando  o apenado pela sua despesa. 700.000 presidiários são uma mão de obra
irrecusável para  modernização  do escoamento de nossas riquezas. O exército pode cuidar disto com competência.

5 - Recolha e cancele os cartões corporativos;

6 - Reduza as comitivas oficiais dentro e fora do Brasil. Para reforçar seu compromisso com a transparência e a responsabilidade fiscal,  faça uma visitinha  à Croácia, onde uma linda presidente surpreendeu a humanidade na Copa do Mundo, na Rússia. Vou abrir um parêntese aqui para elogiar a simplicidade do café com bolo servido na sua garagem para o representante de Trump. 50 milhões de brasileiros adultos se orgulharam de você, sabia, Jair? E 40 milhões morreram de inveja.

7 - Reduza pontos facultativos, feriados, feriados emendados,   lutos oficiais prolongados, dias santos... Com todo respeito pela religiosidade das pessoas, mas esta vagabundagem acaba prejudicando a indústria, o comércio, o agronegócio, o País como um todo. Alguém vai chiar, mas não se preocupe. A chiadeira faz parte do argumento dos folgados;

8 - Diga NÃO com brandura e firmeza.  NÃO é uma palavra poderosa. Pequena. E não dói;

9 - Não dê milho a bode.  
Não responda perguntas cretinas.

Eu sonho com um país próspero. Produtivo. Calmo. Com um presidente justo, austero e firme. Seja este mandatário. Seus eleitores votaram de graça, felizes. Eu nunca havia visto uma eleição assim,  e olhe que eu tenho 80 anos!

Desculpe se a conversa é comprida. Eu tinha que lhe falar estas coisas. Paro por aqui e prometo voltar a sua presença se for preciso.

Lembre-se: enquanto a caravana passa, os cães ladram. Haverá ladrido de cães. Não se intimide. Nós estaremos por perto.

Cuide-se.

Feliz NATAL!

Que a solenidade de posse seja um cartão- postal para o mundo. A certeza de um novo Brasil.

Feliz mandato!

Que os anjos digam AMÉM ao seu governo, "SE FOR PARA O BEM DE TODOS E FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO!"

Atenciosamente,

Martha Azevedo Pannunzio, Fazenda Água Limpa (Uberlândia, 09/12/2018).

Extraído de http://www.alertatotal.net/2018/12/carta-aberta-para-jair-bolsonaro.html

11 dezembro 2018

Fascista e Nazista

"O indivíduo não é nada, a sociedade é tudo." (Maurice Barrès, romancista e político francês)

Nas eleições deste ano, as palavras "fascista", "nazista", "homofóbico", "ditador", entre outras, estavam na boca de muita gente. Será que as pessoas que se expressavam desta maneira sabiam exatamente o significado de cada uma dessas palavras? Vejamos apenas o fascismo e o nazismo.

O Fascismo prega a supremacia do Estado e a subordinação dos indivíduos aos propósitos nacionais. Os regimes fascistas promovem o desenvolvimento econômico e social identificado com as forças nacionais. Para que isso possa se concretizar, valem-se da força e supressão violenta da oposição política. Três exemplos de fascistas: Benito Mussolini (Itália), Adolfo Hitler (Alemanha) e Francisco Nero (Espanha).

O Nazismo, liderado por Adolfo Hitler, foi uma política de ditadura que governou a Alemanha entre 1933 e 1945. Foi marcado por seu preconceito e hostilidade contra o povo judeu. Além dos judeus, os nazistas também perseguiam, torturavam e matavam comunistas, negros, homossexuais e todas as pessoas que não se encaixavam na dita "raça ariana", que era considerada uma raça superior. Durante o Holocausto, em Campos de Concentração e de Trabalhos Forçados, morreram mais de seis milhões de judeus.

O advogado e escritor americano Michael Godwin (n. 1956) cunhou, em 1990, a lei de Godwin, em que comparações exageradas com os nazistas acabam banalizando os horrores por eles praticados, principalmente o Holocausto. Tudo começou na década de 1980, ao perceber essa realidade nas discussões da internet. Quando a discussão se tornava mais áspera, o fim era chamar o outro de nazista. Como chamar alguém de nazista, por qualquer motivo, é uma espécie de hipérbole inapropriada, decidiu divulgar a sua lei em vários fóruns on-line.

A sua lei foi divulgada por meio de "memes", sustentando que quanto mais uma discussão se estende na internet, ela acaba forçando o indivíduo a fazer uma comparação com Hitler. Os memes, cuja origem grega significa "cópias", são ideias, hábitos, habilidades, frases de efeito: qualquer coisa que sirva de cópia para outros passarem adiante, pela imitação.

Fonte de Consulta 

ARP, Robert (Editor). 1001 Ideias que Mudaram a Nossa Forma de Pensar. Tradução Andre Fiker, Ivo Korytowski, Bruno Alexander, Paulo Polzonoff Jr e Pedro Jorgensen. Rio de Janeiro: Sextante, 2014.

 

04 dezembro 2018

On-Line Off-Line

A informação não se limita apenas aos dados coletados. Esses dados devem ser coletados, organizados e trabalhados. Definamos, assim, a informação correta, em tempo hábil, e no local adequado. A informação pode ser obtida de modo on-line ou off-line. O problema da informação é que ela acaba sendo a principal meta de nossa vida. Há, porém, outras atividades relevantes como culto religioso, lazer e meditação.

Grande parte da humanidade anda muito conectada (on-line). Observe os passageiros dentro de um vagão do metrô: de cada dez, sete parecem estar com o celular à mão; consequentemente, a leitura de livros diminuiu substancialmente. Há uma ânsia de checar as amizades, as postagens no Facebook, no Twitter, entre outros. E quanto mais acessamos a internet mais monitorados somos por ela. Ainda: estão sempre nos oferecendo um novo aplicativo.

Há  uma busca incessante de fofocas, de novidades da vida do outro, de se preocupar por que tal amigo não respondeu ao nosso pedido, não comentou a nossa última postagem. Quer dizer, estamos olhando exageradamente o exterior, esquecendo-nos da máxima socrática: "Conhece-te a ti mesmo". Temos grande dificuldade de visitarmo-nos a nós mesmos. Nesse caso, o off-line fica em segundo plano.

Tenhamos em mente que o tempo é o único bem que levaremos conosco. Não nos perguntarão se fomos ricos, se tivemos muita mordomia, mas a maneira como usamos o tempo oferecido a cada um de nós. Assim, muito mais importante do que estarmos constantemente on-line é o que fazemos off-line. Em outras palavras, estamos cuidando dos nossos objetivos de vida ou buscando coisas que nada dizem ao nosso progresso material e espiritual?

Nessa relação entre on-line-off-line, não nos esqueçamos da concentração. Para que tenhamos bom êxito em nossas tarefas, necessitamos de concentração. Pergunta: estamos inteiros naquilo que estamos fazendo? O off-line deve prevalecer nesses momentos, porque a essência de nossa vida depende da maneira como a estamos construindo.

03 dezembro 2018

Link de Vídeos (Interessantes)

LE PLUS GRAND CABARET DU MONDE

Um programa de variedades exibido na TV France 2 comandado por Patrick Sébastien, apresenta um excelente espetáculo de marionete de Jordi Bertran. https://youtu.be/CcoPdIpYuhc



28 novembro 2018

Decálogo de Lenin?

Circula na internet o "Decálogo" em que Lenin apresenta as 10 ações táticas para a tomada do Poder. Há que se tomar cuidado com sua veiculação, pois pesquisadores de Lenin não encontraram nada disso em sua obra. 

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

5. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público;

6. Coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...

Busca de informações sobre o Decálogo

1) Na tag “10 mandamentos”, não há nenhuma publicação de Lenin;

2) Ao procurar na bibliografia dele (obras de 1913), não encontramos nenhum sinal do decálogo;

3) A versão que aponta para o decálogo de Lenin não é a única existente;

Para ler o texto integral, clique aqui.

27 novembro 2018

Curso Anticorrupção para Crianças de Escola Pública

“Um país sem corrupção depende da honestidade do seu povo”.

O Projeto de Educação Anticorrupção tem por objetivo conscientizar as crianças quanto ao mal que a corrupção causa às pessoas e ao país. A proposta está alinhada às 70 medidas anticorrupção da Transparência Internacional.

O programa, parte do Projeto Conexões Cidadãs, cujo propósito é engajar a comunidade em atividades que reforcem a ideia da coletividade como motor para grandes transformações. Durante o programa de 4 meses, os alunos vão participar de oficinas de produção de comerciais para internet, cuja temática será a anticorrupção.

Durante as atividades, as crianças não só vão desenvolver o material final, um produto audiovisual, como também participarão de dinâmicas em grupo que vão abordar o tema corrupção nos mais diferentes níveis. O objetivo da Novolhar é conscientizar os alunos acerca de pequenos atos corriqueiros de corrupção que muitas vezes passam despercebidos pela comunidade. Ao final do projeto, os alunos vão produzir 12 comerciais, que serão exibidos em uma noite solene, onde serão escolhidos o melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro, melhor ator etc. Toda a comunidade escolar participará do evento que vai celebrar os trabalhos dos estudantes.

Para acessar o texto original, clique aqui


12 novembro 2018

Escola Sem Partido

O Movimento Escola Sem Partido tem por objetivo impedir a doutrinação dos alunos em suas escolas. O item II da proposta: O Professor não favorecerá, não prejudicará e não constrangerá os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas. É uma crítica à teoria de Paulo Freire que pregava a lavagem cerebral e a ideologização de seus alunos.

Segundo o historiador Giuliano, Paulo Freire tinha grande simpatia por Lênin, Mao Tsé-Tung, Fidel Castro e Che Guevara. O importante é defender um pluralismo e não doutrinação. O item I da proposta: O Professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos, para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

No item III, temos: A educação nacional atenderá aos seguintes princípios: 1) neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; 2) pluralismo de ideias no ambiente acadêmico; 3) liberdade de aprender e de ensinar;  4) liberdade de consciência e de crença; 5) reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado; 6) educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença; 7) direito dos pais a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.

No item IV: “ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito

Acesse a página do Instituto Liberal e leia o texto integral em: https://www.institutoliberal.org.br/blog/o-pluralismo-do-projeto-escola-sem-partido/


08 novembro 2018

Crise na Educação: Hanna Arendt

Jocinei Godoy, colunista do Instituto Liberal, traça paralelos no fragmento do livro "Entre o passado e futuro" da filósofa alemã Hanna Arendt, cujo titulo é: "A crise na educação". Começa o seu artigo chamando a atenção para os baixos resultados nas provas do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA).

Hanna Arendt, verificando a crise que assolava os EUA na década de sessenta, identificou os seguintes fatores: a) a educação como instrumento de politização; b) a ilusão emergente do pathos do novo; c) o nivelamento e emancipação forçada das crianças; d) o descolamento da pedagogia com o ensino.

Questão chave: até que ponto o ato de ensinar e aprender deve se pautar pela autoridade decorrente da tradição em um mundo que não mais se estrutura por estes valores – autoridade e tradição?

1. Educação como instrumento de politização. Na contextualização brasileira, chama a atenção para o livro de Paulo Freire "A educação como ato político partidário", cujo conteúdo transformou o ensino em formação de militantes político-partidários. Consequentemente, a matéria concreta dos cursos ficou em segundo plano.

2. A ilusão emergente do pathos do novo. Cada geração nasce no interior da geração já existente. A ideia do novo é sempre posta em prática. Aí reside o perigo, pois deixam de lado os arcabouços teóricos já assimilados pelos seus antecedentes. "Quando as regras da razão humana são postas à parte, dando lugar a pragmatismos que visam a um progresso artificial, o fiasco na educação é inevitável".

3. O nivelamento e emancipação forçada das crianças. Na modernidade, percebeu-se que a criança aprendia o que o adulto queria que aprendesse. Surgiu, assim, a ideia de que a criança possui um mundo próprio, descolado dos adultos. Deixá-las aos seus pares, sem interferência dos adultos, foi uma técnica adotada. 

4. O descolamento da pedagogia e do ensino. A primazia do "aprender fazendo", mostra que quando o professor ensina é como interferir negativamente no mundo infantil. Lembremo-nos do trivium (retórica, gramática e lógica) e no quadrivium (aritmética, geometria, música e astrologia).

Leia o texto integral em: https://www.institutoliberal.org.br/blog/a-crise-na-educacao-brasileira-por-hannah-arendt/


03 novembro 2018

Carta aos Petistas

Os petistas ainda não entenderam o que aconteceu.

Eu explico.

Quem venceu a eleição fomos nós e não o Bolsonaro.

Nós vencemos a eleição para ele.

Nós vencemos sem partido.

Nós vencemos sem Jornal Nacional.

Nós vencemos sem Exércitos MST e cia Ltda

Nós vencemos sem dinheiro.

Nós vencemos sem horário político e propagandas milionárias.

Nós vencemos sem a presença do candidato por mais de 30 dias hospitalizado.

Nós vencemos sem Temer, FHC, Marina, Ciro, Alckmin, Toffoli, Gilmar Mendes, Levandowsky, Joaquim Barbosa, Chico, Caetano, Globo, Segunda Instância, Folha, Estadão, Carta Capital e o Diabo a Quatro…

Para falar a verdade, eu não sei como vencemos, o que sei é que vocês erraram o alvo, erraram feio, perderam um tempo danado tentando achar uma culpa no Capitão e não perceberam que o inimigo era nós e não ele.

Vocês esqueceram toda a tortura que nos fizeram durante esses 16 anos. Seus ídolos nos fizeram de idiotas e vocês riram na nossa cara de coxinha com o seu bafo de mortadela.

Vocês se esqueceram de tanta crueldade feita contra esse povo.

Vocês se esqueceram que cada real roubado saiu do bolso de cada um de nós.

E o pior, vocês esqueceram que tudo tem um limite, e esse limite somos nós.

Desta vez nós iríamos ganhar de qualquer maneira, com Bolsonaro ou com qualquer um outro que se posicionasse à direita desta máfia esquerdista instalada nos quatro cantos da nação.

E para encerrar, eu os conforto, não se preocupem com o Bolsonaro, nós sabemos muito bem o que queremos e se por uma fatalidade ele sair fora da linha, nós iremos sair com ele muito mais fácil do que saímos com a sua presidAnta.

Democracia não tem partido e bandeira, somente a vontade do povo.

Autor desconhecido

01 novembro 2018

Colunistas do Instituto Liberal na Equipe de Paulo Guedes

Lucas Berlanza, do Instituto Liberal, fez um levantamento dos textos que Rubem Novaes, Roberto Ellery e Adolfo Sachsida apresentaram no site.


Rubem Novaes foi diretor do BNDES, é ex-presidente do SEBRAE e doutor em Economia pela Universidade de Chicago – assim como Paulo Guedes. Seu último texto para o Instituto Liberal foi publicado em novembro do ano passado: o registro de uma conferência sobre a demografia no Brasil, em que analisa minuciosamente a questão. Novaes também demonstrou seu conhecimento técnico ao analisar as zonas de comércio, com destaque para a crise na Grécia. Conhecedor ainda de história econômica, ele se mostrou favorável a uma gradual privatização da Petrobras e sustentou que o ministro de Dilma, Joaquim Levy, não fazia jus ao liberalismo da Escola de Chicago – da qual Novaes é adepto, sendo crítico da Escola Austríaca defendida pelos fundadores do IL, como Donald Stewart Jr., o que só atesta a abertura ao diferente e à discussão em nossa linha editorial.
Roberto Ellery é professor de Economia da Universidade de Brasília e especialista em políticas de investimento. Seus artigos são regularmente publicados em nosso site e repercutem análises minuciosas de estatísticas e dados, que ele maneja exemplarmente. Ellery escreveu nesta semanasobre os principais desafios da economia brasileira, que são, a seu ver, o da produtividade, o do investimento e o do ajuste fiscal. Analisou também os limites de isenção de imposto de renda nos governos petistas, demonstrando a falácia nas promessas do candidato Fernando Haddad. Demonstra também atenção ao cenário internacional considerou o impeachment de Dilma “talvez (…) o mais belo momento do império da lei no Brasil”. Ele apontou a dívida pública como uma ameaça à nossa economia.
Adolfo Sachsida é economista do IPEA, doutor pela Universidade de Brasília e pós-doutor em Economia pela Universidade do Alabama. Adolfo é conhecido nos círculos liberais e conservadores, tendo participado de inúmeros eventos e congressos. Ele defendeu abertamente a necessidade de o Brasil rechaçar o socialismo e a caminhada em direção à Venezuela bolivariana. É um grande admirador de Friedrich Hayek, da Escola Austríaca, que para ele foi o maior economista do século XX. Escreveu em 2007, em parceria com João Batista de Brito Machado, o livro Fatores determinantes da Riqueza de uma Naçãodisponível para download. Adolfo é militante ativo das bandeiras que esposa, como o Escola Sem Partido, e seus textos sempre procuram debater respeitosamente os problemas levantados pela sociedade, jamais restringindo-se à economia, abrangendo as mais diversas questões da cultura e da política. Também é um contundente crítico do PSOL e de Marcelo Freixo, mostrou-se simpatizante do imposto único e é admirador do filósofo Olavo de Carvalho.




31 outubro 2018

O Marxismo, o PT e a Luta de Classes

"O marxismo morreu de marxismo." (Karl Popper)

O PT é um partido que se baseia na luta de classes, tese fundamental do marxismo. Em 28 de outubro de 2018, depois de 16 anos, deixou o governo central, com a maioria dos Estados falidos e enorme déficit das contas públicas.

O problema da luta de classes no Brasil, o nós contra eles, não se sustenta. É engodo, é midiático. 

Observe os dados extraídos do artigo de João Cesar de Melo, do Instituto Liberal.

A diferença dos votos recebidos por Bolsonaro e por Haddad pode nos induzir a pensar que o país está dividido. Não. Bolsonaro recebeu apoio dos mais escolarizados; Haddad, dos que se beneficiaram do Bolsa Família (grande parte em função do terrorismo eleitoral). O jornal "O Estado de São Paulo" publicou que Jair Bolsonaro venceu em 97% das cidades mais ricas e Fernando Haddad em 98% das mais pobres (onde mais pessoas dependem do Bolsa Família para viver).

Continuando...

No dia 27 de março de 2017, a Fundação Perseu Abrano, do PT, publicou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil do eleitorado brasileiro. Foi verificado que a maioria da população:
– vê o estado como seu principal inimigo;
– não enxerga exploração na relação entre patrões e empregados;
– não reconhece a luta de ricos contra pobres;
– rejeita altos impostos e burocracias;
– valoriza o empreendedorismo privado (incluindo serviços de educação e saúde particulares), o esforço individual como forma de ascensão social (em detrimento de políticas estatais que põem em dúvida as capacidades pessoas, como as cotas) e os princípios cristãos de família e igreja.

A Fundação Perseu Abrano conclui dizendo que “todos são vítimas do estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. E o que o PT fez com isso? Dois dias depois, retirou do seu site o resultado da pesquisa, deixando evidente sua opção pelo auto-engano.


30 outubro 2018

Eleição de Bolsonaro: The Wall Street Journal

Deu no The Wall Street Journal.

“A eleição presidencial de domingo no Brasil opôs Jair Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que passou 27 anos no Congresso do Brasil, a Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade de São Paulo. Na noite de domingo, com 97% dos votos, o Sr. Bolsonaro estava batendo com facilidade o Sr. Haddad, por 55,4% a 44,6%.

Muito se falou, durante a campanha, do histórico de comentários rudes de Bolsonaro sobre mulheres e minorias e da sua promessa de combater o crime com mão de ferro em bairros pobres.

Ele foi rotulado de racista, misógino, homofóbico, fascista, defensor da tortura e aspirante a ditador. Seus oponentes se reuniram nas ruas para denunciá-lo e escreveram diatribes contra ele na imprensa. A mídia internacional orgulhosamente ‘progressista’ entrou na briga, declarando-o uma ameaça ao meio ambiente e à democracia.

Deveria ter sido suficiente para afundar a candidatura de Bolsonaro. No entanto, ele prevaleceu, e não é difícil entender por quê: os brasileiros estão em meio a um despertar nacional em que o socialismo –a alternativa a uma presidência de Bolsonaro– foi levado a julgamento. A vitória retumbante do candidato a governador liberal-clássico do Partido Novo, Romeu Zema, no grande estado de Minas Gerais confirma essa teoria.

Haddad era o candidato do Partido dos Trabalhadores, gigante populista de esquerda do Brasil, conhecido como PT. Ele também foi o sucessor escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção, mas continua sendo popular entre seus partidários. Contra o pequeno Partido Social Liberal de Bolsonaro, Haddad deveria ter vencido a disputa.

Vale a pena examinar o triunfo do Sr. Bolsonaro porque ele sugere que algo mudou nesta eleição. Pode sempre mudar de volta, e provavelmente mudará. Mas, por enquanto, o ímpeto está do lado da reforma, e os formuladores de políticas têm uma oportunidade única de promover a liberdade e a prosperidade na maior economia da América do Sul.”

Assinado poMary Anastasia O’Grady

16 outubro 2018

2002-2016: Algumas Comparações

Diogo de Castro Ferreira, advogado e especialista em direito tributário pela FGV, publicou no site do Instituto Liberal (15/10/2018), um artigo intitulado "O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros". 

Eis alguns dados: 

Em 2002, éramos 180 milhões de pessoas; em 2018, estima-se em 209 milhões. 

Em 2013, havia 5.392.234 empresas; em 2016, 5.050.615 (341,6 mil empresas fechadas em três anos).

Entre 2003 e 2006 (1.º governo Lula) a média da inflação foi 6,43% ao ano; entre 2015 e maio de 2016 (fim do segundo governo Dilma), a média acumulada foi de 9,28% ao ano. 

Em 2003, os gastos com o funcionalismo público foi de R$ 78,6 bilhões; em 2015, chegou a R$ 238 bilhões. 

Em 2001, os gastos primários do governo foi de R$ 205 bilhões; em 2015, R$ 1,1 trilhão. 

Em 2002, a dívida pública era 76% do PIB; em 2018, a dívida pública prevista é 87% do PIB.

Em 2002, o déficit da Previdência era de R$ 56,8 bilhões; em 2017, foi para R$ 268,8 bilhões.

Extraído de: Instituto Liberal

11 outubro 2018

Composição da Câmara dos Deputados Federais - Eleição 2018















Número de deputados federais eleitos


PartidoEleição 2018Eleição 2014Saldo
MDB*3466-32
PSDB2954-25
PTB1025-15
PT5669-13
PSC813-5
PV48-4
PROS811-3
PSD3436-2
PSB3234-2
SD1315-2
PPS810-2
PP3738-1
PR3334-1
PCdoB910-1
DC*12-1
PRTB01-1
PMN330
PTC220
PHS651
PRP431
PPL101
PATRI*523
PSOL1055
Avante*716
PODE*1147
DEM29218
PRB30219
PDT28199
PSL52151
Novo8(não concorreu)-
Rede1(não concorreu)-