29 dezembro 2014

Ganha-Ganha e Soma-Zero

Gideon Rachman, editor-chefe de assuntos internacionais do Financial Times, em "O Mundo Soma-Zero", faz um estudo da economia desde 1978, analisando-a em três períodos: a Era da Transformação (1978-1991); a Era do Otimismo (1991-2008); a Era da Ansiedade (2008 em diante).

Ao longo dos 30 anos (1978 a 2008), as maiores potências do mundo adotaram a globalização, porque pensavam que esse sistema econômico era o mais adequado para atender aos interesses comuns. A crise de 2008 alterou a lógica das relações internacionais do ganha-ganha e passou para soma-zero.

A lógica da soma-zero é quando o ganho de um país coincide com a perda em outro país. Para o autor, a lógica da soma-zero está ameaçando o futuro da União Européia, à medida que os países discordam em relação aos custos de se administrar a moeda única. Acha também que a lógica da soma-zero tem impedido o mundo de se chegar a um acordo em relação ao aquecimento global. Os Estados Unidos, a China e a União Européia e as principais economias em desenvolvimento hesitam em dar o primeiro passo, com medo de perder competitividade com o seu vizinho.

A Era da Transformação teve início em dezembro de 1978 em Pequim, na Terceira Plenária do encontro do Décimo Primeiro Comitê Central do Partido Comunista da China. Ela terminou na noite de Natal de 1991, quando a bandeira da União Soviética foi arriada pela última vez no Kremlin. No fim de 1978, Deng Xiaoping estabeleceu as bases da abertura chinesa e, concordando com os Estados Unidos, dizia: "É glorioso enriquecer".

A Era do Otimismo foi um período em que o poder econômico americano estava colocado no centro das atividades econômicas mundiais. Wall Street direcionava o fluxo de dinheiro; Estados Unidos gastava mais do que todos os outros países; os Estados Unidos eram o centro das revoluções da informática e da internet. Tudo isso dava força à globalização, à democracia e ao livre-comércio.

Durante a Era do Otimismo, a globalização e o poder americano serviram de base para o sistema internacional. Os internacionalistas liberais estavam confiantes de que o mercado da prosperidade, liberdade e estabilidade estava em expansão, enquanto pobreza, ditadura e a anarquia estavam sendo repelidos  aos poucos.

O crash econômico de 2008 deu início à Era da Ansiedade. A crença no progresso da democracia fora abalada pelas dificuldades de implantar a democracia no Iraque e no Afeganistão e pela crescente confiança da China autoritária. Além disso, houve muita desconfiança quanto ao progresso tecnológico. A própria Rússia se envolvia em força militar, quase destronando a Geórgia democrática, em agosto de 2008. 

Para mais informações, consulte:

RACHMAN, Gideon. O Mundo Soma-Zero: Política, Poder e Prosperidade no Atual Cenário Global. Tradução de Cristina Yamagami. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.


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22 dezembro 2014

Anistia das Empreiteiras - Operação Lava Jato

Modesto Carvalhosa, jurista, critica a anistia concedida pela presidente Dilma Rousseff às empreiteiras.

Em 18/12/2014, na sua diplomação pelo Tribunal Superior Eleitoral, Dilma declarou: "Temos que punir as pessoas, não destruir as empresas. Temos que saber punir o crime, não prejudicar o País ou sua economia. Temos que fechar as portas, todas as portas, para a corrupção. Não temos que fechá-las para o crescimento, o progresso e o emprego".

Isso quer explicitamente dizer que a sra. presidente não vai abrir processos penais administrativos contra as empreiteiras envolvidas nos crimes cometidos na empresa estatal, na conformidade com a Lei Anticorrupção. Com isso incorre a presidente da República no crime de responsabilidade previsto no artigo 85 da Constituição. Literalmente: "São crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição federal e, especialmente, contra: (...) VII - o cumprimento das leis".
Mas o grande divulgador e arauto da "anistia plena e irrestrita" tem sido o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, que não perde uma única oportunidade de repetir, em seguidas entrevistas na mídia, dois mantras.
Primeiro mantra: a Lei Anticorrupção ainda não foi regulamentada. Portanto, não poderá ser ainda aplicada.
Segundo mantra: em se tratando das empreiteiras da Petrobrás, somente podem ser punidos por "fatos que nós identificarmos que sejam eventualmente posteriores a 29 de janeiro (deste ano) já estão na incidência desta lei" (sic).
Acontece que somente o parágrafo único do artigo 7 da Lei Anticorrupção demanda regulamentação. Trata ele do regime de compliance, que é de adesão voluntária pelas empresas, nada tendo que ver com os delitos e as penas estabelecidos naquela lei para as empresas corruptas, como é o presente caso das empreiteiras da Petrobrás.
O outro mantra é inacreditável. O titular da CGU quer anistiar as empreiteiras de todos os crimes cometidos em continuidade, a partir de 2004. Somente alguma gorjetinha que tenha sido dada após janeiro deste ano é que seria punível, dependendo, é claro, da "regulamentação" a respeito. A Lei Anticorrupção (artigo 25) expressamente pune os crimes continuados, ou seja, aqueles que, iniciados antes dela, continuaram depois de sua vigência. E os contratos superfaturados não cessaram. Estão em plena "execução", porque nem sequer suspensos foram pela Petrobrás.
Todas essas manobras culminam agora com a "anistia" dada às empreiteiras e fornecedoras da Petrobrás, por discurso da presidente. Desse gravíssimo ato resulta que a União não será ressarcida de todos os valores superfaturados das obras e dos fornecimentos feitos à sua estatal, calculados em mais de R$ 80 bilhões. Resulta mais que não serão aplicadas as multas que a Lei Anticorrupção impõe às empreiteiras que implicitamente já confessaram os delitos praticados, colocando-se como vítimas de seus próprios diretores.
Enquanto isso, nos rádios em todo o Brasil, ouve-se a publicidade do Sebrae alertando as micro, pequenas e médias empresas a se precaverem contra a aplicação da Lei Anticorrupção, devendo, por isso, estudar a matéria e estar preparadas para nela não incidirem. Tomem cuidado!
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19 dezembro 2014

Desigualdades Econômicas, por Marcos Mendes




No Brasil, um engenheiro ganha 7 vezes mais que um carpinteiro. No Reino Unido essa diferença é de apenas 2,1. Nos Estados Unidos, não passa de 1,8 e no Canadá 1,7 vezes. O curioso é que o emprego de alta renda no Brasil tem remuneração similar aos dos países desenvolvidos. Esse é o início de um capítulo do livro Por que o Brasil cresce pouco, do economista Marcos Mendes, consultor do Senado Federal, que explica as ondas de diminuição da desigualdade de renda no Brasil, que já retiraram 15% da população da pobreza.

Extraído da TV Câmara




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17 dezembro 2014

Modesto Carvalhosa Fala sobre Corrupção no Roda Viva





Modesto Carvalhosa, professor de direito, recomendou ao longo do programa a imediata adoção de medidas de combate à corrupção já testadas com êxito em outros países. Em várias partes deste debate, recomendou o uso do "Performance bond", que é a garantia de cumprimento de contrato de fornecimento de bens ou prestação de serviços. É uma espécie de seguradora, que agiria entre o governo e a empreiteira, para não deixar o contratante agir diretamente com a empresa contratada. 

“O essencial é a quebra da interlocução entre o poder contratante e a empreiteira que for contratada”, resumiu, localizando nesse acasalamento promíscuo a origem da praga que infesta o país.

Publicado no Blog de Augusto Nunes da Veja



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14 dezembro 2014

Aliança Política de Angela Merkel

O procedimento da aliança de Angela Merkel com os social-democratas.
Merkel NÃO aparelhou o governo com os sindicalistas aliados do SPD para agradar os novos aliados.
Merkel NÃO loteou cargos de confiança no governo entre os partidos da coligação.
Merkel NÃO prometeu destinar “emendas parlamentares” para que os deputados da coligação distribuam verbas em fontes luminosas e ginásios de esportes em suas regiões de origem.
Merkel NÃO decidiu rechear as seríssimas e rigorosas agências reguladoras do governo alemão — em áreas como telecomunicações, transportes terrestres, aviação e energia — com cupinchas dos aliados, nomeados (como ocorre no Brasil) por sua ideologia ou militância, e não por sua competência.
Merkel NÃO resolveu aumentar os atuais 14 Ministérios existentes para abrigar políticos.
Merkel, é claro, NÃO acertou qualquer mensalão para atrair deputados para a base de apoio de seu governo.
Merkel fez o que se faz nos governos decentes de países sérios — e, como escreveu há algum tempo a revista britânica The Economist, a chanceler vem conduzindo “um governo sério, num país sério onde a palavra sério quer dizer exatamente isto”: discutiu, durante um mês, em que medidas para o bem da Alemanha democratas-cristão e social-democratas — que divergem em inúmeros pontos — concordam.
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Desabafo de Caminhoneiro

Em poucos minutos, caminhoneiro retrata a situação econômica e política do nosso país.



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10 dezembro 2014

Capitalismo Transforma o Surf

João Cesar de Melo, em 09/12/2014, publicou "O Capitalismo e o Surf" no site do Instituto Liberal. Em seu artigo, procura mostrar que o surf - com grande prestígio na atualidade - há 50 anos estava totalmente marginalizado. Pergunta: o que tornou o surf num esporte respeitado? Resposta: foi o capitalismo. Foram pessoas visando o lucro. Foi o conjunto de ambições individuais que transformou o surf num esporte admirável.

Sem o capitalismo, o material usado era de péssima qualidade. Com o capitalismo, ...

Alguns surfistas começaram a se destacar pela qualidade das pranchas e dos equipamentos que produziam para si mesmos, gerando encomendas de amigos. Assim, começaram a ser fabricadas as primeiras pranchas feitas especialmente para o surf; e também bermudas adequadas, roupas de neopreme para suportar a água fria e outros acessórios.

...

O conjunto de iniciativas e interações privadas que tirou o surf da marginalidade é o mesmo que nos deu todas as facilidades e prazeres que desfrutamos hoje; e se ainda há muitos indivíduos que não desfrutam disso, é porque ainda há muito Estado entre as pessoas e a realização dos desejos dessas mesmas pessoas.


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09 dezembro 2014

Le Monde e a Manifestação de 06/12/2014

Será que para sabermos a verdade sobre determinadas informações, teremos que consultar a mídia estrangeira? Observe o destaque que o jornal "Le Monde" deu à manifestação de 06/12/2014, em São Paulo. 





Extraído do Blog de Augusto Nunes, da Veja.


Le Monde noticia com destaque ato de protesto escondido pelos jornais brasileiros

Num dos comentários, alude-se à existência da internet para acompanhar notícias verdadeiras sobre o Brasil. Acrescenta: AINDA BEM QUE POR ENQUANTO HÁ A INTERNET. 



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08 dezembro 2014

Políticos e Artistas - Vídeos de Convocação

Vídeos convocando para as manifestação de 07/12/2014, em São Paulo.




No Blog Felipe Moura Brasil, de Veja, em 06/12/2014, há vários vídeos de artistas e políticos convocando para o "vem pra rua".

Lista de vídeos:

Paulo Ricardo
Otávio Mesquita
Aécio Neves
Aloysio Nunes
Pedro Simon
José Serra
Mara Gabrilli
Eduardo Jorge
Gilberto Natalini
Soninha

Confira em:

Vem pra rua! Em vídeos, artistas e políticos convocam para protesto contra desgoverno Dilma e roubalheira petista







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Manifestação contra o Governo Dilma: o Fato e a Interpretação

As manifestações contra a corrupção e os desmandos da economia estão sendo interpretadas de forma diferente pela imprensa.

Por isso, o cartaz.



O blog Felipe Moura Brasil, da Veja, em 07/12/2014, traz-nos o seguinte título:

Terra Notícias faz cobertura mais distorcida dos protestos anti-PT. Ganhou o troféu chapa-branca do dia!






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07 dezembro 2014

Serra na Manifestação de 06/12/2014 - São Paulo

Em seu discurso, fala da corrupção como método de Governo.




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04 dezembro 2014

O Capital no Século XXI

No "Espaço Aberto" (04/12/2014) do jornal O Estado de São Paulo, Roberto Macedo registra alguns comentários sobre a visita do economista francês Thomas Piketty ao Brasil, quando fez palestra na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e divulgou o seu livro "O Capital no Século XXI".

O autor abandonou o índice de Gini, preferindo: "muito melhor analisar desigualdades em termos de tabelas de distribuição indicando as parcelas dos vários decis e centis na renda total e na riqueza total..." (pág. 266). Decis e centis são, por exemplo, os 20% ou 1% mais ricos e suas parcelas desses totais. E no livro há perto de cem gráficos que facilitam entender seus muitos números.
O livro não cita o Brasil uma vez sequer. A distribuição de sua atenção se concentra em EUA, Japão, Alemanha, França e Grã Bretanha. No nosso país a concentração de renda é muito alta e os dados existentes não permitem analisar adequadamente a distribuição de riqueza. Mas basta andar por aí para ver que também é fortemente concentrada.
Leia o texto completo em: Espaço Aberto
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03 dezembro 2014

Discurso de Aécio Neves no Congresso - 03/12/2014

O senador Aécio Neves mostra, em poucas palavras, a contradição entre o discurso de campanha de Dilma Rousseff e a realidade econômica poucos dias depois.



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Ênfase no Consumo: Estagnação

Nas sociedades primitivas, onde os povos eram nômades, a economia funcionava através do escambo: o gado, o sal e o bambu serviam como moeda de troca. Com a criação da agricultura, as pessoas tornam-se sedentárias, ou seja, fixam-se num determinado lugar, originando a propriedade privada. A partir de 1760, aparece a Revolução Industrial e, com ela, os primeiros ensaios do progresso técnico.

Invenção, descoberta, inovação, investimento, bens de capital e consumo são alguns dos temas estudados pela economia. Qual a relação entre investimento e consumo? O dinheiro que passa pelas nossas mãos pode ser destinado à poupança - que gera investimento - ou ao consumo, que se esvai. Poupança, investimento e consumo são variáveis importantes nas relações econômicas. O problema está na ênfase dada a cada um deles.  

O governos populistas acabam dando ênfase ao consumo, incentivando o crédito subsidiado e distribuindo benesses através dos inúmeros tipos de bolsas. A distribuição em si não está errada, pois ajuda quem não tem nenhum tipo de recurso para a sua própria subsistência. O problema está na ênfase do consumo, a qual nos conduz à armadilha da estagnação. Por quê? Antes de consumir, temos que providenciar, criar riqueza, inovar, melhorar a produtividade. 

Há que se incentivar o investimento - que é a aplicação de recursos na acumulação em vez da satisfação das necessidades correntes. Só podemos acumular recursos se a produção for maior que o consumo. Uma sociedade que só produz para o consumo do dia, sem providenciar para o futuro cai na armadilha da estagnação. Não pode progredir porque não soube acumular. O Brasil optou, nesses últimos anos, por incentivar o consumo. Em 2014, estamos estagnados, com um crescimento pífio do PIB (zero por cento).  

Em qualquer sociedade há que se reservar recursos para investimento. O investimento em infra-estrutura, por exemplo, não aumenta a produção, mas ajuda os investimentos diretamente produtivos. Exemplo: sistema portuário e estradas sem buracos facilitam, sem muitas perdas, a escoação das safras agrícolas.

Complemento 

A. Lamfalussy classificou os investimentos em três categorias: 1) os investimentos de expansão: em que os novos bens de capital possuem as mesmas características  que foram utilizadas anteriormente, o que implica que não provocam qualquer mudança nas técnicas de produção, mas apenas um acréscimo das quantidades produzidas. 2) Os investimentos de substituição que arrastam a empresa para um processo mais capitalístico, isto é, que a relação capital/trabalho aumente. 3) Os investimentos de inovação: quer ao nível do processo produtivo, quer nos produtos. Graças a este, a empresa atinge uma função de produção mais elevada. 

Os investimentos dividem-se em dois grupos: 1) Os investimentos de infra-estrutura (também chamados investimentos de utilidade pública) caracterizados por duas particularidades: a) são de caráter condicional neste sentido - não aumentam diretamente a produção, mas a sua existência facilita a realização de investimentos diretamente produtivos. b) Não são substituíveis  por importações: a sua realização é uma missão da administração pública. 2) os investimentos diretamente produtivos ou aqueles cuja realização aumenta a produção. 

Cópia de complemento extraída de: THINES, G., LEMPEREUR, A. Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa: Edições 70, 1984.
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02 dezembro 2014

Inovação - Aprendendo com o Fracasso

"A inovação eficaz é a novidade que baixa o custo e o preço de um bem e de um serviço, e, deste modo, aumenta o produto global de que uma economia dispõe, calculado em preço corrente." (F. Perroux)

Inovação. Em sentido amplo, engloba uma gama enorme de considerações desde a psicologia até as ideologias de governo. Em sentido técnico, inovação tecnológica é um processo que abrange a concepção, definição, produção, utilização e difusão de um novo produto, processo produtivo ou sistema de produção. Em economia, inovação é o estabelecimento de uma nova função de produção com mais produtividade.

No estudo da inovação, devemos fazer uma distinção entre a invenção,  a descoberta e a inovação propriamente dita. A invenção consiste em criar algo que ainda não existe. A descoberta consiste em encontrar algo que já existia, mas ainda não conhecido. A inovação foi estudada no âmbito de rendibilidade por economistas e sociólogos. O seu intuito é modificar para melhor o sistema de produção, tornando-o mais eficiente, mais produtivo.

Joseph Schumpeter é considerado um dos grandes teóricos da inovação, principalmente em função de sua tese da "destruição criadora". Como entendê-la? Uma vez assimilada uma dada inovação, há um "enxame" de novos inovadores oferecendo processos de produção mais eficientes. Isso acarreta um excesso de oferta de inovação no processo produtivo geral. A consequência é uma inflexão das curvas de demanda e uma paralisação do ciclo produtivo. Com isso, há uma destruição dessas inovações para darem lugar a inovações mais produtivas e eficientes.

Schumpeter distingue cinco tipos de inovação: 1) o fabrico de um novo bem; 2) a introdução de um novo método de produção; 3) a abertura de um novo mercado, quer dizer, o fato de um indústria conquistar um mercado em que anteriormente não vendia; 4) a conquista de uma nova fonte de abastecimento em matérias-primas; 5) a realização de uma nova forma de organização da produção.

A inovação está mais para o fracasso do que para o êxito. Há o risco de demanda, o risco comercial, o risco tecnológico, o risco organizacional. Nesse sentido, o químico Humphry Davy disse: "As minhas descobertas mais importantes me foram sugeridas por meus próprios fracassos". Ford, por seu turno, argumentou: "O fracasso é a única oportunidade de começar de novo de uma maneira mais inteligente". A incerteza é o elemento propulsor da inovação. Em muitas ocasiões, entra em ação a inspiração e a intuição do inovador, como uma espécie de percepção extra-sensorial.  

Um exemplo prático: a desafiadora busca por inovação pela IBM em toda a sua história. Ela auxiliou na descoberta e no desenvolvimento de supercomputadores, semicondutores e supercondutividade. Gasta bilhões de dólares em inovação: registra mais patentes do que qualquer outra empresa e seus funcionários já ganharam cinco prêmios Nobel. Os programas de recompensas e reconhecimento são essenciais para promover a inovação. A IBM possibilita que seus funcionários, familiares e outros participem das sugestões que são pedidas online.

Muitas inovações não são aceitas por causa da rede mundial de comércio. Observe a invenção do carro elétrico. O sistema mundial ligado ao petróleo acabou impedindo de ele prosperar.  

Fonte de Consulta

DODGSON, Mark e GANN, David. Inovação. Tradução de Iuri Abreu. Porto Alegre, RS: L&PM, 2014. (Coleção L&PM POCKET, v. 1164)

POLIS - ENCICLOPÉDIA VERBO DA SOCIEDADE E DO ESTADO. São Paulo: Verbo, 1986.

THINES, G., LEMPEREUR, A. Dicionário Geral das Ciências Humanas. Lisboa: Edições 70, 1984.



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Recado de Chicago para Joaquim Levy

Rubens Novaes, Ph.D. pela Universidade de Chicago, manda um recado ao futuro Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmando que o título de Ph.D em Economia impõe certas responsabilidades: nada menos do que 30 professores laureados com o Prêmio Nobel para economistas eram de alguma forma associados à Universidade de Chicago.

Aí, na sua América Latina, colegas seus, orientados por nossos professores, transformaram o Chile, de um país apenas mediano na década de 70, na economia mais rica da região em termos per capita e no país menos corrupto, já que a redução com simplificação do Estado é a melhor receita para o combate da corrupção. Nada impede que o mesmo processo saneador possa ocorrer no Brasil.

Seja na inflação, no crescimento, nas contas correntes, nas contas públicas, na confiança empresarial, para onde quer que olhemos, o quadro é preocupante. Até nas reservas externas passamos a correr riscos, caso não se altere a percepção das agências de “rating” em relação ao Brasil.


Segundo Novaes, parece que Levy está sendo “enquadrado” num sistema pré-existente e tratado simplesmente como um assessor da “Presidenta” para assuntos de cortes orçamentários.

Portanto, daqui de Hyde Park, Chicago, desejamos que você consiga contornar as dificuldades e honrar a tradição que carrega em seus ombros de coerência e sucesso no trato da economia. E que nunca abandone seus princípios!

Leia o texto completo no Instituto Liberal 


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Vigília no Congresso

Neste vídeo, observa-se o clamor pacífico frente aos rumos do Brasil.



A classe política deve representar os anseios do povo e não interesses próprios.
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27 novembro 2014

Luta pelos Bons Costumes

Registro do artigo "Um Governo de Maus Costumes", de Ives Granda da Silva Martins, publicado no "Espaço Aberto" do jornal O Estado de São Paulo, em 28 de novembro de 2014.

Começa discutindo a etimologia dos termos "ética" e "moral", reportando-se à especulação grega (ética) e à prática romana (moral), entendendo que essas duas vertentes complementam-se na concepção dos bons costumes.

Acha que o mensalão e o petrolão seriam mais bem enquadrados na figura penal da "concussão" (pagar à autoridade por falta de alternativa possível de atuar sem pagamento) do que na de "corrupção ativa" (corromper a autoridade para obter vantagem).

Critica o marqueteiro da presidente, que se especializou em enganar o eleitor, pela "desconstrução de imagens" e "ocultação da verdade". Nesse caso, a economia ia muito bem: mesmo crescendo zero por cento, os brasileiros estavam felizes e satisfeitos porque o emprego não tinha caído. Conseguiu desconstruir "imagens" de cidadãos de bons costumes (Marina Silva e Aécio Neves) e iludir o povo que, por escassa margem de votos, outorgou à presidente mais um mandato.

Sugere que a presidente Dilma Rouseff deveria nomear o seu marqueteiro para o Ministério da Fazenda,  pois se iludiu o eleitorado sobre o PIB, emprego, desmatamento, moralidade, etc., deve saber iludir também os investidores, mostrando-lhes que a economia brasileira vai muito bem.

A tristeza que sentem todos os brasileiros que lutam por bons costumes na política, na profissão, em sua vida social e familiar, por verem o País assim desfigurado perante o mundo, não deve, todavia, inibir o povo de lutar contra a corrupção, o que se principia por diagnosticar o mal e combatê-lo, mesmo que isso implique o profundo desconforto de dizer que a presidente Dilma Rousseff governou atolada na pequenez pouco saudável de um governo ora incompetente, ora corrupto.

Espera que a presidente faça a "mea culpa", no sentido de escolher pessoas de bons costumes para governar o país nos próximos quatro anos. Que repila os "progressistas da Venezuela e de Cuba, que pretendem tornar todos ricos, pobres. Que siga o exemplo dos "liberais" dos Estados Unidos e da Alemanha, que querem tornar todos os pobres, ricos.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito da Universidade Mackenzie, das escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e Superior de Guerra (ESG) e membro da Academia Brasileira de Filosofia 




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25 novembro 2014

Ideologia e Economia

A ideologia é um sistema de ideias e ideais. É um processo de racionalização, um mecanismo de defesa dos interesses de uma classe ou grupo dominante. Seu objetivo é justificar o domínio exercido e manter coesa a sociedade, evitando os conflitos para exercer a dominação. Esse sistema de valores deve ser passado aos demais; se pensarem diferente, serão hostilizados. Em termos práticos, olhemos para Cuba, Venezuela e Bolívia.

A economia, como ciência, tem as suas leis. Ao querer burlá-las, podemos provocar um desastre na distribuição da riqueza. Adam Smith, considerado o pai da economia, falava-nos da "mão invisível", uma espécie de poder do mercado alocando corretamente os recursos segundo a lei de oferta e procura. Keynes, por sua vez, propôs, para casos excepcionais, uma atuação do governo no sentido de aumentar os gastos públicos, principalmente quanto a economia estivesse no chamado equilíbrio recessivo provocado por insuficiência de demanda. Nunca aconselhou transformar essa medida em um método de política econômica. 

A ideologia é uma espécie de dogma. No Brasil, criou-se o dogma do dinheiro que brota em árvores ou cai do céu. Nesse sentido, não há problema algum em aumentar os gastos, pois o recurso acaba vindo de algum lugar, mesmo não sabendo de onde vem. Na contabilidade real, ativo tem que bater com o passivo. Um gasto, sem a devida compensação pela receita, aumenta a dívida pública, que deverá ser paga por alguém. 

O partido que está no poder há 12 anos não se importa muito com o livre mercado, nem com o papel dos preços relativos, nem com a alocação eficiente dos recursos produtivos. Quer um Estado grande que intervém e monopoliza as decisões. Além disso, fala mal das privatizações e é contra a meritocracia. Lembremo-nos de que para um recurso público crescer, ele tem que ter um efeito multiplicador, que é o trabalho, a criação de algo por alguém para ser útil ao semelhante. 

Quem pensa com isenção partidária, pode lançar luz sobre os fatos, os quais devem ser analisados sem preconceito e sem viés ideológico. A ideologia vislumbra um estado de coisas, uma mentira, uma ilusão. Quem vive imerso nesse clima não aceita oposição alguma. O problema da ilusão, como a própria palavra sói significar, é acreditar que isso seja verdade.

A verdade tarda, mas não falha. Embora lenta, a justiça não deixa de encontrar o culpado. 
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24 novembro 2014

PT Quer Entender o Antipetismo

Assustado com os altos índices de rejeição a candidatos do partido nas eleições deste ano, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o PT encomendou uma ampla pesquisa nacional para identificar as causas e possíveis soluções para o antipetismo.
Ainda nesta semana, a Marissol, empresa responsável por parte das pesquisas que nortearam a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição, vai apresentar uma proposta inicial de questionário. A ideia é consultar eleitores em todos os Estados do País e fazer uma bateria de pesquisas qualitativas.
O resultado vai servir de base para os debates da última etapa do 5.º Congresso Nacional do partido, marcada para junho do ano que vem em Salvador (BA). A direção petista e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretendem usar o Congresso, instância máxima de decisões do partido, para fazer uma série de reformas, com objetivo de resgatar valores históricos da legenda e reconectar o PT com setores dos quais se afastou nestes 12 anos de poder, como os movimentos sociais e a intelectualidade de esquerda.
Há necessidade de gastar o nosso dinheiro (impostos) para fazer esse tipo de pesquisa? 
Vejamos alguns pontos que nos afloram:

O PT ganhou a eleição com um discurso ético. Depois, tornou-se o campeão da corrupção.

O PT insiste em mentir que haja corrupção, pois o governo está combatendo-a.

O estelionato eleitoral da propaganda do PT para ganhar a eleição.

O PT montou um projeto de poder nunca antes visto.

O crescimento econômico está muito baixo, convivendo com o medo da volta de inflação e o desemprego pelo processo de desindustrialização pelo qual o país está passando. 
...

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23 novembro 2014

ABIMAQ e a Desindustrialização no Brasil

Carlos Buch Pastoriza, que assumiu a presidência da ABIMAQ (Associação Brasileira de Indústria de Máquinas e Equipamentos), para o período de 2014 a 2018, participou do Jornal da Manhã Rádio Jovem Pan, em 21 de novembro de 2014.

Nessa entrevista, ele enfatiza o seu diagnóstico sobre a economia brasileira, publicado no site da ABIMAQ, em setembro de 2014: "Em função do endividamento das famílias, o consumo já não cumpre mais o papel de “motor do crescimento”. Os juros elevados, tanto a taxa SELIC como os praticados na ponta, inibem os investimentos. O Custo Brasil, os gargalos de infraestrutura e, principalmente, a defasagem cambial, impõem ao setor produtivo uma perda de competitividade sem precedentes."

Diz que o faturamento do setor de máquinas e equipamentos caiu 20,3% em Julho de 2014 em comparação com o mesmo mês em 2013. No acumulado do primeiro semestre de 2014, o faturamento dos bens de capital ficou em R$ 40, 68 bilhões, 14,5% menor que o mesmo período no ano anterior, que já tinha sido baixo.

Os juros altos afetam nossas planilhas de custos, que geram a desindustrialização. As empresas estão maquiadas, muitas funcionam como meras montadoras, pois o PIB não cresce. O que está gerando emprego é o setor de serviços de baixo valor agregado: os call centers empregam 3 milhões de pessoas, mas com salário próximo ao salário mínimo. Exportamos matéria prima e importamos produtos manufaturados desta matéria prima.

Para Pastoriza, a principal reforma é a reforma política, pois deveríamos passar dos 34 partidos para somente 5. O Estados Unidos, por exemplo, têm apenas dois partidos e sem fundo partidário.

O Brasil está passando por uma crise de expectativas. Há pouco desemprego, mas o Brasil não cresce. Com a contabilidade criativa, o Brasil pode vir a perder o status de "grau de investimento".
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21 novembro 2014

LDO e o Superávit Primário

O Poder Executivo é responsável pela elaboração do orçamento. Para realizar esse planejamento, a Constituição Federal prevê três leis que devem ser estabelecidas periodicamente:

- O Plano Plurianual (PPA)

- A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

- A Lei Orçamentária Anual (LOA)

O PPA estabelece objetivos, diretrizes e metas para quatro anos. A LDO e a LOA são anuais.

Essas leis são subordinadas entre si: as LDOs anuais devem respeitar os limites do PPA e as LOAs devem respeitar as respectivas LDOs.

O superávit primário é o dinheiro que o governo consegue economizar. É o total do que arrecada menos o que ele gasta (em despesas que não são financeiras). Esse montante é usado para pagar juros da dívida pública. É uma espécie de medida sobre o risco de calote da dívida. 

Esse sistema de contabilidade cria um dilema: quanto mais o governo investe, menor é o superávit primário, pois os investimentos são contados como despesa.

Para amenizar o conflito, a atual legislação permite que alguns investimentos, como os do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não sejam contados como despesa. Assim, o superávit primário ganhou duas novas classificações: o resultado "cheio", sem desconto, ou o "abatido".
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20 novembro 2014

Curso de Presidência: a Prova da Eleição

O economista Roberto Macedo, em artigo no "Espaço Aberto" de O Estado de São Paulo, em 20/11/2014, mostra-nos que Dilma, em vez de ser uma boa aluna é uma má professora: passou, mas com dependências. Para ele, bons professores se pautam por uma frase de Ruy Barbosa: "Professor nunca o fui; aluno, prezo-me de sê-lo". Ela tampouco se coloca como aluna, para perceber que o aprendizado precisa ser permanente e indispensável para ensinar. E, também, admitindo erros, pois trazem lições na direção dos acertos.

Em seu magistério aplica teorias mal sustentadas empiricamente, aquelas que sustentam que o crescimento econômico vem essencialmente da ampliação da demanda. 

Esquece que a acumulação de capital se dá por investimentos que geram demanda sustentável, mediante pagamentos a fatores de produção, como os trabalhadores que com seus gastos estimulam a produção de outros bens e serviços, multiplicando o efeito do investimento inicial. O modelo dilmista enfatizou o aumento da demanda via crédito subsidiado. Os consumidores se endividaram e hoje estão retraindo a procura. No âmbito federal, expandiu mais os gastos de consumo do que de investimentos.

Vejamos algumas de suas "depês" na gestão econômica: 

Política Fiscal:  foi reprovada por sua criatividade ao transformar resultados negativos em "positivos";
Economia Internacional: recebeu contas externas equilibradas e lhes deu direção contrária;
Política Anti-inflacionária: achou que a inflação vinha de aumentos transitórios de preços, ignorando fatores responsáveis por seu agravamento persistente;
Gestão Setorial: suas respostas causaram dificuldades a setores importantes, com destaque para o de petróleo, o sucroenergético e o elétrico.

Sugere que procure professores competentes, como é o caso do aluno dependente que procura um professor particular. 

Cita um episódio vivido por Ricupero, em janeiro de 1985, quando acompanhou Tancredo Neves numa viagem ao exterior, logo após a eleição deste para presidente. Ao passar pela Espanha, Tancredo perguntou ao então primeiro-ministro do país, Felipe González, qual era o segredo do sucesso de seu governo. A resposta: "Escolha um bom ministro da Economia e 80% de seus problemas estarão resolvidos".

Conclui que sem  uma nova e competente equipe econômica, e a disposição de delegar a essa equipe a tarefa de arrumar a economia, Dilma corre o risco de terminar seu segundo mandato sem aprovação.

O artigo completo está em: Espaço Aberto



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16 novembro 2014

Manifestação de Protesto em 15/11/2014 (São Paulo)





Este vídeo mostra como foi a manifestação de protesto promovida em São Paulo no dia 15 de novembro de 2014.


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13 novembro 2014

Hélio Bicudo sobre o Bolsa Família

Neste vídeo, ele conta uma significativa conversa com o então ministro José Dirceu sobre o significado eleitoral do Bolsa Família para o PT.




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Vídeo da Passeata do dia 1/11/2014

Este vídeo mostra alguns depoimentos dos participantes da passeata de 1º/11/2014, em São Paulo.



Há a fala de um nordestino, de uma médica e, inclusive, a de uma negra que não se deixa ludibriar pelo discurso demagógico petista.
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11 novembro 2014

Preços: Antes e Depois da Eleição

O governo vem há muito tempo maquiando as Contas Públicas e, com medo de perder as eleições, represou o preço da energia elétrica, dos combustíveis, não permitiu que o Ipea publicasse os índices de aumento da pobreza. 

Na propaganda eleitoral, Dilma falou que o seu adversário iria aumentar juros, cortar gastos, acabar com o bolsa família. Passados poucos dias, está pondo em prática o que Aécio tinha alertado. O preço da gasolina teve um aumento de 3%, mas a proposta correta para sanear o déficit da Petrobras seria de 8%.

Além disso, a dívida publica interna chegou ao valor dos 2,7 trilhões e reais. O Tesouro Nacional paga 12% de juros, repassa ao BNDES, que empresta a 4%. No final das contas, quem paga essa conta?  


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Educação e Ideologia

Temos ouvido falar frequentemente que a educação do Brasil está sofrendo de uma influência ideológica muito intensa, ou seja, estão ensinando aos nossos filhos e netos a aderir ao socialismo e ao marxismo. Na Revista Veja, número 46, de 12/11/2014, há dois artigos que merecem destaque. 

1) O Mapa do Tesouro (p.92)

O pano de fundo é o livro de Amanda Ripley, As Crianças Mais Inteligentes do Mundo, onde mostra como Finlândia, Coreia do Sul e Polônia transformaram suas escolas em fábricas de bons alunos.

"O motor da transformação não foi uma população de jovens superdotados, mas sim um conjunto de iniciativas de governos para enxugar e modernizar currículos, treinar e retreinar professores, tendo a meritocracia como régua de todas as decisões e incutindo nos alunos o ideal de estar sempre entre os primeiros".

O resultado: Coreia do Sul (4.º), Finlândia (7.º) e Polônia (12.º) estão entre os países mais bem avaliados no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes). O Brasil está em 57.º (entre 65). Ainda: Os Estados Unidos, que são os campeões em gastos com educação estão na posição 29.º. 

Nesses países que obtiveram altos índices, as políticas educacionais voltaram as vistas para a formação de professores. Além disso, o rigor que impera na sala de aula, seja por parte dos alunos, que não faltam, cumprem todas as tarefas e se curvam à disciplina, seja por parte dos professores, sem condescendência com quem fica para trás. 

As crianças aprendem a pensar criticamente, a argumentar e resolver problemas, ou seja, saem preparadas para o mundo moderno.

Aprende-se que ela é fruto de um sistema que leva o mérito às últimas consequências e de uma cultura que produz professores e alunos altamente responsáveis.

2) Estamos Acabando com o País (p.106)

Nesse artigo, Gustavo Ioschpe mostra que no Brasil a educação não anda. 

No meio de seu escrito, cita a indagação de um adolescente de 15 anos: "Então o senhor acha que é preciso ler para ter conhecimento?!" O pior de tudo é que há muita gente pensando assim em pleno 2014. 

Acha que tanto as escolas públicas como as privadas estão entupindo o cérebro dos seus alunos com a doutrina política marxista. Os pais dos alunos não estão nem aí. Depois reclamam do intervencionismo estatal e do viés antiempresarial dos líderes... que eles mesmos formaram.

Critica os professores que não querem trilhar o caminho difícil de transmitir o domínio da didática e da matéria a ser ensinada ou optam por falar do papel revolucionário do professor, da missão grandiloquente de formação do cidadão crítico

Você sabe que os seus filhos estão ouvindo nas escolas diatribes contra o capitalismo e a burguesia brasileira e elogios ao modelo cubano e outros lixos socialistas?

O Brasil está criando pessoas que desconfiam da Democracia, dos valores republicanos, de sua própria capacidade empreendedora.

Parece-nos que o professor deveria optar por abrir a mente do aluno para que este pense por si mesmo, que tenha consciência de si e construa um senso critico acurado. Nada de fazer proselitismo desse ou de outro tipo de ideologia. 

Sem essa perspectiva,  vamos nos tornando um país cada vez mais pobre e atrasado. Precisamos alertar a população para que não se deixe dominar pelo espírito de manada, acreditando em tudo o que ouve e lê. É muito mais fácil receber tudo pronto, como é o caso das benesses das diversas bolsas que são distribuídas. Não se pergunta de onde vem o dinheiro? Querem apenas receber sem fazer esforço nenhum. Se formos exaurindo a fonte, ficaremos sem dinheiro na ponta. Resultado: o pobre ficará mais pobre.

Precisamos acreditar na cadeia produtiva e no princípio de liberdade com responsabilidade. 

Coreia do Sul

Um país essencialmente agrário listado entre os mais pobres do mundo, com infraestrutura praticamente inexistente, poucos recursos naturais e povo sem instrução, com taxa de desemprego de 25% da população em idade de trabalho, renda per capita anual de menos de US$ 100 e exportações de meros US$ 20 milhões. Essa descrição parece não ter correspondência com a realidade, considerando que a nação mais pobre do mundo, na atualidade, é Serra Leoa, na África, com renda per capita de US$ 490 e expectativa de vida de 39 anos. Aquele relato, na verdade, não é obra de ficção, mas da real situação da Coreia do Sul na década de 1950, um lugar então sem luz e sem túnel, mas que hoje, por improvável que possa parecer, é uma das sociedades mais desenvolvidas do mundo. Como pôde um país de economia precária se transformar em tão pouco tempo numa das nações mais ricas e igualitárias do planeta, com renda per capita superior US$ 25 mil e sede de grandes empresas globais fabricantes de produtos de alta tecnologia?

Em 1965, a renda per capita do brasileiro era de US$ 258 contra apenas US$ 106 do coreano, números que devem alcançar em 2014 (estimados) US$ 11.080 (em queda desde 2011) e US$ 25.931, respectivamente.

Revista Problemas Brasileiros, n.º 425, set/out de 2014




A escola perdeu sua função social no Brasil

"A escola perdeu sua função social no Brasil", diz estudioso João Batista Oliveira. Para ele, "a função histórica e antropológica da escola é transmitir conhecimento" Para especialista, missão primordial de transmitir conhecimento vem sendo esmagada pela ideologia que reduz a educação a ferramenta de dominação


Pouca gente discorda que é papel da escola transmitir os conhecimentos imprescindíveis ao desenvolvimento do indivíduo e, por tabela, do país. Para o estudioso João Batista Oliveira, contudo, a missão vem sendo esmagada no Brasil por políticas mais interessadas em propagandear números grandiosos e por ideologias cujo interesse passa longe da educação. O resultado é o fracasso do ensino no país. "Perdemos a noção da função social da escola. Ela deixou de ser cobrada pelo cumprimento de suas obrigações essenciais e passou a ser cobrada por milhares de coisas que ela não tem condição de fazer, como cuidar da educação sexual, educação para o trânsito, para o consumo etc.", diz Oliveira. A história de como se deu esse processo é dissecada no livro Repensando a Educação Brasileira, que chega às livrarias nesta semana, em que o pesquisador discute qual é, enfim, a função da escola e propõe medidas para recolocar nos trilhos professores e escolas. Oliveira atuou durante vinte anos como consultor do Banco Mundial e da Organização Internacional do Trabalho e ajudou a implantar projetos de educação em mais de sessenta países. No Brasil, foi secretário executivo do Ministério da Educação e, desde 2006, está à frente do Instituto Alfa e Beto, organização não governamental que promove a alfabetização em redes públicas de ensino. Em dezembro, a ONG vai realizar pela primeira vez o Prêmio Prefeito Nota 10, iniciativa que vai identificar e recompensar o município brasileiro que mantém a melhor rede de ensino do país. Confira a seguir a entrevista que ele concedeu a VEJA.com.




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06 novembro 2014

Voto Distrital Diminui Custo da Eleição

No artigo "Eleição Direta de Deputados e Vereadores", publicado no Espaço Aberto de O Estado de São Paulo, em 06/11/2014, Roberto Macedo chama a atenção para a dificuldade que o eleitor tem para escolher bem o seu representante. No Estado de São Paulo, havia 1.316 candidatos para 70 vagas.

Sigamos o seu raciocínio:

No primeiro turno da eleição no Estado de São Paulo não compareceram às urnas 19,5% do total de eleitores. Na de deputados federais, do mesmo total 14,8% representaram votos nulos e em branco e 6,8% votaram só na legenda. Ou seja, 41,1% (!) dos eleitores não deram seu voto a nenhum candidato, indício de desinteresse pelo pleito e evidência de que a representatividade dos eleitos já nasce comprometida.
De fato, o sistema atual é frustrante, pois quem vota pode 1) eleger alguém sem compromisso algum de representação efetiva, no que chamo de democracia-cometa, na qual o eleito aparece e desaparece como um desses corpos celestes, para só retornar quatro anos depois à cata de votos; 2) ter o voto contado para eleger outro candidato em quem talvez não voltasse de jeito nenhum, havendo também os "puxadores de voto", que elegem vários outros mal votados; 3) ter o voto perdido e sentir-se ainda mais órfão, porque os eleitos, quando muito, acham que representam apenas seus eleitores, entre os quais pontuam corporações, setores de atividade e outros grupos de interesse, cujo papel é facilitado pelo voto proporcional, pois arregimentam votos em vários municípios.
Já o voto direto e num distrito - o Estado de São Paulo teria 70 - eliminaria esses problemas, porque 1) em cada distrito haveria apenas um candidato de cada partido ou coligação e, assim, o número de candidatos viáveis se reduziria drasticamente, digamos, a meia dúzia, facilitando comparações, até por permitir sua maior exposição pelos meios de comunicação do distrito, como em debates de pretendentes ao cargo; 2) o voto num candidato excluiria o voto noutro, e sem "puxadores", já que não haveria quem puxar; 3) o eleito, então, passaria a representar todos os cidadãos do distrito, e não apenas os que votaram nele, e teria de mostrar serviço se pretendesse continuar no cargo, uma vez que esses cidadãos distritais teriam mais condições de "marcá-lo" no seu desempenho.
Outras vantagens: 1) O custo das campanhas eleitorais seria menor, eliminando ou ao menos reduzindo bastante a escala dos malfeitos que costumam acompanhar a busca de recursos para financiá-las; 2) com menor custo e maior interação entre candidatos e seus eleitores, o papel das contribuições individuais nesse financiamento poderia ser ampliado, substituindo em parte o das empresariais, que precisa ser eliminado.
Há quem aponte problemas no sistema proposto, como o de que a eleição poderia ser dominada pelas questões locais de cada distrito. Mas isso tem também seu lado virtuoso, pois é nele que as pessoas vivem. Outra crítica é que prejudicaria a representação de grupos políticos minoritários. Esses dois problemas poderiam ser contornados pelo voto distrital misto, em que o número de distritos seria reduzido à metade e o voto direto, combinado com outro em listas estaduais de candidatos apresentados pelas agremiações partidárias para escolha da outra metade de representantes.
Mas, pelas razões citadas, o voto direto distrital é proposta mais defensável, porque, em síntese, elas o apontam como capaz de atacar o sério problema da falta de representatividade dos membros do Legislativo e de sua interação com os cidadãos. Nesse vácuo de representatividade surgiu até a ideia dilmopetista de criar conselhos populares "representativos" de movimentos sociais, felizmente brecada na Câmara dos Deputados, que acordou para o risco de ser preterida no seu próprio papel institucional, ainda que mal cumprido, de representação popular. Que o Senado sepulte de vez essa mal-intencionada ideia.
Mas as dificuldades de aprovação do voto direto distrital são enormes. A principal é que os deputados federais, que decidiriam sobre o assunto, são eleitos pelo sistema atual e veriam em risco suas chances de reeleição se aprovada a novidade. Ademais, serão pressionados a votar contra ela por deputados estaduais e vereadores, muitos dos quais seus parceiros eleitorais.
Dado o conflito de interesses, talvez tenha maior chance de sucesso a ideia, já aventada em debates sobre o assunto, de adotar o sistema proposto, ou o misto, começando pelos municípios com mais de 200 mil habitantes. Outro caminho seria o Congresso Nacional submeter o tema a plebiscito, assegurado tempo suficiente para esclarecimento do eleitor. E as perguntas para votação deveriam cobrir o voto direto distrital, o voto apenas em listas, o distrital misto e a manutenção do atual sistema. Por si mesmo, a expressão voto distrital não é suficiente para esclarecer o que estaria em discussão e sua importância para o futuro político do País.
Para que a discussão no Congresso avance também serão necessárias pressões de segmentos da sociedade por meio de manifestações, abaixo-assinados e outras formas. Os que defendem o voto distrital, direto ou misto, precisam agrupar-se e agir nessa direção.
*Roberto Macedo é economista (UFMG, USP e Harvard), consultor econômico e de ensino superior 

Fonte 


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Discurso de Magno Malta após a Fala de Aécio (05/11/2014)

Após a fala de Aécio Neves em sua volta ao Senado, Magno Malta faz um discurso contundente contra o governo do PT. 



Transcrição
Senador Aécio, quero saudá-lo pelo importante pronunciamento. Vossa Excelência que sai de uma luta das mais aguerridas, em algum momento das mais sofridas já vistas neste país, Vossa Excelência que é meu companheiro aqui no Senado, foi meu companheiro na Câmara Federal, quando presidiu a Câmara Federal, com quem tenho relações pessoais de amizade.
Senador Aécio, o meu partido é da base do governo e, desde o primeiro momento, o Brasil conheceu a minha posição. Seria tolice nós nos assentarmos aqui, ouvir e apartear Vossa Excelência… Vossa Excelência que fez uma campanha o tempo inteiro falando a verdade. E a verdade que falou na televisão, nos meios de comunicação, nas ruas, repete aí nessa tribuna. Pra não reconhecermos, porque o valor…
A Bíblia diz que um é o que semeia e o outro é o que ceifa. Eu gosto de citar a bíblia porque é a minha referência. E cada um cita aquilo que lhe acha melhor na sua referência. A minha referência não usa boina vermelha, não tem barba, a minha referência não fuma charuto, a minha referência não bebe cachaça, a minha referência é Cristo mesmo! Mas o sujeito quando fala disso ou é fundamentalista ou é atrasado. Mas, se for isso, eu sempre fui e vou continuar sendo. A minha referência, na sua Palavra, diz isso absolutamente. Não não podemos ser loucos.
Eu participei do processo da campanha do presidente Lula, da segunda, e da presidente Dilma. Não dá para não reconhecer que houve avanços na área social. Houve. Mas os avanços foram feitos exatamente porque os fundamentos da economia foram dados no governo Fernando Henrique. Ora, um é o que semeia, o outro é o que ceifa. Reconhecer o que o outro fez é gesto de grandeza. Tentar desmentir isso ou não reconhecer é se apequenar demais. E foi isso que nós vimos nesse processo eleitoral.
Quando Vossa Excelência fala nesses 51 milhões, e eu faço parte desses 51 milhões que caminharam sob o comando de Vossa Excelência, clamando por mudanças no país, até porque ninguém é tão bom, absolutamente bom, que tenha que se perpetuar no poder… Eu quero lhe dar um recado, como fundamentalista que sou porque sou cristão.
Eu orava no hotel três dias atrás porque a angústia do meu coração é a angústia no coração desses 51 milhões de brasileiros, que têm a mesma sensação que eu! E eu procurava uma explicação para essa sensação e me lembrei, com todo respeito aos dois artistas, de um festival de música ocorrido no Maracanãzinho: quando todo mundo esperava o anúncio de Guilherme Arantes com “Planeta Água”, eles anunciaram Lucinha Lins, ela ganhou debaixo de vaia.Quando [o TSE] anunciou que Vossa Excelência perdeu a eleição e a presidente ganhou, é como se ela tivesse sido anunciada debaixo de vaia. A figura que arrumei para entender esse momento.
Pois bem. Quero te dar o recado: Vossa Excelência não perdeu as eleições, senador Aécio. Vossa Excelência recebeu um livramento da parte de Deus. Sabe por quê? Esse país tá quebrado, economia maquiada. Vossa Excelência acabou de dar os números. Aqueles que diziam que Vossa Excelência ia levantar os juros para tirar comida do pobre, dois dias depois da eleição [aumentaram para] 11,25%! Ora! O país tá quebrado. Nós vamos caminhar para dias terríveis. As medidas que terão que ser tomadas para não permitir que este país vá para o buraco, vá para o fosso, elas serão amargas. E se Vossa Excelência passa pelas urnas, Vossa Excelência teria que tomar essas medidas, medidas que Vossa Excelência ia ter que tomar, atitude contra Bolsa-Cadeia, Bolsa de Não-Sei-O-Quê, esses pacotes de bondade que foram feitos eleitoralmente, Vossa Excelência ia ressuscitar e trazer para as ruas quem está caminhando para a morte. Eles iam instigar o povo e Vossa Excelência, como presidente, ia pagar uma conta que não é sua! Quem vai ter que pagar essa conta é quem fez strip-tease moral em praça pública e destruiu a economia desse país!
Digo a Vossa Excelência, eu sou do PR: é da base do governo. Tantos outros gostariam de estar aqui, mas nem todo mundo é doido como eu. Até porque medo eu conheço de ouvir falar, nunca fui apresentado. Eu sou um homem, que aprendi com Dona Dadá, minha mãe, lidar com justiça. E para tanto parabenizo Vossa Excelência pela campanha que fez, sem medo de assumir, como cristão, a sua posição de família. E ao anunciar a posição daqueles que receberam ordem, receberam ordem, procuração de 51 milhões de brasileiros para se comportar como tal nessas duas casas, que Vossa Excelência comande e que nós não permitiremos qualquer coisa que cheire vilipêndio contra a família desse país.
Porque Deus não criou Ministério Público, Deus não criou Conselhos Populares, Deus não criou PT, Deus não criou PSDB; Deus criou família! Nós precisamos proteger a família, porque a partir da família tudo, fora da família nada. Quero lhe parabenizar e dizer que estou com Vossa Excelência, porque daqui a 4 anos eles vão ter que amargar e beber o veneno que eles construíram. Vossa Excelência recebeu o livramento! Guarde isso! Livramento! Porque daqui a 4 anos, o Brasil saberá que o homem que Deus levantar para assumir este país, esse homem estará pronto e com o apoio da nação para fazer as mudanças necessárias, porque neste momento eles iriam pra rua, iriam suscitar e incitar o povo para poder fazer de Vossa Excelência um Judas do Brasil, para que Vossa Excelência pagasse uma conta daquilo que Vossa Excelência não comprou e deixou de pagar. Que paguem a conta aqueles que, depois de entender que pegaram parte do Brasil dos nossos irmãos mais simples pelo estômago, disseram: ‘agora pelo estômago nós pegamos eles, agora nós podemos fazer strip-tease moral em praça pública às dez horas da manhã que está tudo dominado e ganharemos qualquer eleição. Não será dessa forma. Parabéns à Vossa Excelência e estaremos juntos durante esse período.
Aécio: Muito obrigado, senador Magno.
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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