27 agosto 2009

Coréia do Norte

A imagem de Kim II-sung, o “eterno presidente” da Coréia do Norte, pai do atual ditador Kim Jung-II, está em toda a parte, ou seja, em prédios, vagões de trem, nas estações do metrô etc. A sua morte, em 1994, em nada alterou a crença dos 23 milhões de habitantes, pois agem como se ele estive ainda vivo. “Ter um presidente morto é só uma das extravagâncias que fazem da Coréia do Norte uma aberração planetária”.

Item
Coréia do Norte
Coréia do Sul
PIB(em dólares ppp)*
40 bilhoes
1,27 trilhoes
PIB per Capita(em dólares ppp)*
1.700
26.000
Expectativa de Vida
67 anos
78 anos
Mortalidade até os 5 anos de idade
55 a cada 1000
5 a cada 1000
Forças Armadas
1,2 milhao de soldados
655.000 soldados

Fontes: Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento, Unicef e The World Factbook (CIA)

*em paridade de poder de compra
Revista Veja, 2127, ano 42, nº 34, 26/08/2009, p. 104 a 118.
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19 agosto 2009

Aristocracia

Aristocracia é a forma de governo em que o poder supremo está exclusivamente confiado a um pequeno número de cidadãos. Vem do grego aristos, que designava a um tempo o alto nascimento, a posse de riquezas e a excelência pessoal. Teoricamente, o governo de poucos devia ser dirigido para a realização do bem de todos. Se, porém, os interesses da maioria são sacrificados em favor da minoria, temos a degeneração deste regime político.

A aristocracia cabia bem ao espírito grego, porque a consideravam como liberta dos perigos do despotismo e da demagogia. Platão, em A República, dizia que o poder aristocrático devia ser exercido pelos filósofos, pois eram as pessoas mais bem preparadas para as funções de governo. Historicamente, a aristocracia de fato apareceu quase que exclusivamente na Grécia, porque os senados eram formados pelas famílias mais nobres e mais ricas do Estado.

Na Idade Média, se bem que o poder estava nas mãos de poucos, os senhores feudais, em seus feudos eram o único senhor a decidir. A aristocracia ressurge no Estado moderno, mas com outra roupagem, totalmente diferente daquela vista na Grécia e Roma antigas. Nos tempos modernos, a aristocracia significou mais um monopólio de títulos do que o exercício do poder político. A própria Inglaterra, durante o século XVIII, foi aristocrata, mas parlamentar, pois tanto o rei quanto o parlamento estavam submetidos a um pequeno número de grandes famílias do partido.

Lembremo-nos de que "todo poder corrompe e todo poder absoluto corrompe absolutamente". Segundo Platão, o poder aristocrático pode degenerar em poder timocrático, que é o governo baseado na apropriação de terras e de casas. Pode também degenerar em poder oligárquico, em que somente os ricos mandam. Chefes de Estado não faltaram para essa degeneração.

O poder, a riqueza e a autoridade são bens que nos chegam às mãos, não para o nosso benefício próprio, mas para a promoção do bem-estar da comunidade em que vivemos.
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