31 outubro 2016

Folha de São Paulo Faz um Resumo da Eleição 2016

No Brasil, as eleições para prefeitos terminaram em 30 de outubro de 2016. De acordo com a Folha de São Paulo,  “A eleição de 2016 transformou o PSDB no partido com a maior população governada no país neste século.

Com vitória em 28 das 92 cidades do país com mais de 200 mil eleitores, prefeitos tucanos vão administrar municípios que somam 23,7% da população brasileira”.


Fonte: Folha de São Paulo. 


Além de São Paulo, onde elegeu João Doria no primeiro turno, os tucanos venceram também em outras 2 das 10 cidades mais populosas do país: Manaus e Porto Alegre.

O PSDB terá no total 803 prefeitos. Em números absolutos de prefeituras, no entanto, permanece atrás do PMDB, que venceu em mais de mil municípios.

O PSDB vai ainda administrar as maiores receitas do país: serão R$ 158,5 bilhões anuais, somando as prefeituras conquistadas.

NAS CAPITAIS

O PSDB também será o partido que mais vai governar capitais a partir de 2017. Candidatos tucanos venceram em 7 das 26 capitais.

Partido do presidente Michel Temer, o PMDB será o segundo partido com mais dessas cidades: governará quatro. PSB e PDT, que eram os partidos com mais prefeitos nessas cidades, perderam espaço nesta eleição.

Hoje, governam cinco desses municípios. Agora, pedetistas governarão três cidades e o PSB caiu para duas.

A eleição também marcou as primeiras vitórias em capitais de pequenos partidos, como Rede, PMN e PHS.

As 26 capitais serão governadas por 13 partidos diferentes, uma fragmentação recorde. Atualmente, esses municípios são administrados por dez siglas.

Com a confirmação da derrota em Recife, o PT ficou com apenas uma capital (Rio Branco) —é a primeira vez desde a eleição de 1985 que o partido fica com apenas uma dessas cidades.

O segundo turno também foi de êxito total para os candidatos à reeleição.

Os oito prefeitos que tentavam renovar seus mandatos venceram nas capitais neste domingo. Vinte prefeitos dessas cidades concorreram neste ano e 5 acabaram derrotados já na primeira votação. Sete se reelegeram já no primeiro turno.

Ex-prefeitos que tentavam voltar ao cargo tiveram desempenho muito pior: 7 concorriam no segundo turno e 3 se elegeram, em Aracaju, Curitiba e Goiânia.

Quatro prefeitos eleitos são do mesmo partido que os governadores: São Paulo, Belém, Recife e Rio Branco.





27 outubro 2016

ACM Neto nas "Páginas Amarelas" da Veja de 26/10/2016


"Não se deve discutir formas de governo, mas verificar se ele é bem administrado."

Reeleito em Salvador com quase 74% dos votos, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), 37 anos, um dos prefeitos mais bem votados do país, afirmou que a receita para uma gestão de sucesso é uma só: RESPONSABILIDADE FISCAL.

Acha que o êxito de sua gestão começa por um ajuste fiscal duro e pela melhoria do gasto público. O que fez? revisão de contratos, diminuição das despesas com terceirizados, redução dos cargos de confiança... Aumentou o IPTU, que estava desatualizado fazia dezenove anos, implantou um cadastro de inadimplentes, abriu o parcelamento de dívidas e realizou uma reforma tributária para potencializar a arrecadação. 

Em termos políticos, disse que o "projeto do PT na Bahia está se fadigando". “É um ciclo que começa a se encerrar. O PT não foi bom para a Bahia. Os governos Jaques Wagner e Rui Costa não aproveitaram o alinhamento com o governo federal para mudar a situação econômica e social do estado, ainda marcado por muita pobreza, desigualdade e falta de oportunidade. Eles perderam uma ocasião singular”.

Quanto ao seu partido, o DEM, defendeu: “O partido hoje é menor em tamanho, porém muito mais coeso em termos de atuação política e ideias. E identificado com os jovens. O Democratas chegou ao fundo do poço, bateu e começou a se reerguer”. “O que importa é que não conseguiram destruir o Democratas, como Lula [ex-presidente] pregou”.

Segundo o seu ponto de vista, o Brasil não é fortemente marcado por divisões ideológicas. A diferença sé dá entre o bom e o mau gestor, entre o que dá resultado e o que não dá, entre ter ou não compromisso com a palavra. 

Fonte: "Páginas Amarelas" da Veja de 26/10/2016.


20 outubro 2016

Eric Cantor e a Política nos Estados Unidos


Eric Cantor, ex-líder do Partido Republicano na Câmara, foi o entrevistado das "Páginas Amarelas" da Veja de 12/10/2016. 

Anotamos apenas sua resposta à pergunta: como o senhor avalia as denúncias de corrupção no Brasil? 

Nos EUA, uma pessoa não entra na carreira pública pensando em ficar rica. Se fizer isso, vai para a cadeia. Você tem de esperar sair da vida pública para ganhar dinheiro. Isso tem de acontecer no Brasil. Senão não se constrói confiança. Servi na Câmara de Virgínia, que é a mais longeva instituição legislativa em funcionamento ininterrupto do mundo livre, talvez do hemisfério ocidental. Um membro do Legislativo de Virgínia tem sessões durante 45 dias nos anos ímpares e sessenta dias nos anos pares. Feito isso, o trabalho do legislador acaba. Sabe quanto ele recebe? Uns 17 000 dólares por ano. Algo muito abaixo da linha de pobreza no país (para uma família). Ou seja: você precisa trabalhar, o Legislativo não basta. Eu era advogado e estava no setor imobiliário. Todo mundo tem um emprego. 

11 outubro 2016

Mendonça Filho, Ministro da Educação, no Roda Viva



O Roda Viva, de 10 de outubro de 2016, entrevistou o ministro da Educação, Mendonça Filho. José Mendonça Bezerra Filho, que assumiu o Ministério da Educação em maio deste ano, foi governador de Pernambuco em 2006 e vice-governador nas duas gestões de Jarbas Vasconcelos (1999–2002 e 2002–2006). Também assumiu como secretário de estado (1991–1993) e como deputado estadual. É graduado em administração com curso de gestão pública pela Kennedy School, escola de governo da Universidade de Harvard (EUA).



06 outubro 2016

Reforma do Ensino Médio

"Antes de protestar, leia a proposta."

Maria Helena Guimarães de Castro, 70 anos, que ocupou o Ministério da Educação no governo FHC, e agora secretária executiva do ministro Mendonça Filho, a grande idealizadora da reforma do ensino médio, concede entrevista às "Páginas Amarelas" da Veja, em 5/10/2016.

A Reforma do Ensino Médio propõe a flexibilização de uma parte do tempo do jovem na escola. Baseando-se nas informações de que metade dos que ingressam no ensino médio não se forma e menos de 20% deles vão para a universidade, Maria Helena pensa que, para chegar à reta final do ensino médio, o aluno precisa ter interesse pela escola. A escola deve oferecer uma trilha com o qual o aluno se identifique: acadêmica ou técnica. Em três anos serão 1200 horas fixas e 1200 horas flexíveis, à escolha do estudante. Assemelha-se ao que acontece na Inglaterra, no Canadá e nos Estados Unidos.

Em sua entrevista, disse que a reforma do ensino médio não é uma ideia nova; vem sendo discutida há duas décadas. As pessoas reclamam porque mexe em vários vespeiros: corporações de professores temem perder direitos adquiridos; a indústria de preparação de jovens para o Enem se vê ameaçada; há também o fator político, pois engajar-se nesse processo pode perder votos. 

Detalhe importante: todo e qualquer passo dado em relação ao currículo obrigatório será definido depois de se ouvirem os melhores especialistas de cada área e os secretários de Educação. Ainda passará pelo crivo final do Conselho Nacional de Educação. O desfecho deve se dar no segundo semestre de 2018.

Esclarece que há quatro grandes áreas do conhecimento na LDB: linguagens, matemática, ciências humanas e da natureza. A experiência mundial mostra que, para contemplar todas elas, não é preciso necessariamente organizar o conteúdo em disciplinas divididas de modo tradicional. As únicas disciplinas que, já se sabe, persistirão pelos três anos são português, inglês e matemática. 

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"Por motivos misteriosos, somos diferentes de todos os países que vale a pena considerar. Neles, na idade média, há muitas alternativas possíveis. Por exemplo, oferecem escolas diferentes. Na Alemanha, há quatro alternativas. Na França, há muitas, além da opção de dar ênfase a este ou àquele assunto. Nos Estados Unidos, há um único modelo de escola, mas os alunos têm entre 100 e 200 disciplinas para escolher e algumas são especializadas (por exemplo: em música ou ciências)". 

E no Brasil? Um modelo único de escola e um currículo igual para todos. Qual a probabilidade de o mundo inteiro estar errado e o Brasil certo? 

Trecho extraído de "Ensino Médio: Aleluia", de Cláudio de Moura Castro, publicado na Revista Veja de 19/10/2016, p. 82. 




05 outubro 2016

Doutrinação Ideológica nas Escolas


Rogério Marinho, deputado pelo PSDB do Rio Grande do Norte, defendendo as crianças da pregação marxista nas escolas