31 outubro 2018

O Marxismo, o PT e a Luta de Classes

"O marxismo morreu de marxismo." (Karl Popper)

O PT é um partido que se baseia na luta de classes, tese fundamental do marxismo. Em 28 de outubro de 2018, depois de 16 anos, deixou o governo central, com a maioria dos Estados falidos e enorme déficit das contas públicas.

O problema da luta de classes no Brasil, o nós contra eles, não se sustenta. É engodo, é midiático. 

Observe os dados extraídos do artigo de João Cesar de Melo, do Instituto Liberal.

A diferença dos votos recebidos por Bolsonaro e por Haddad pode nos induzir a pensar que o país está dividido. Não. Bolsonaro recebeu apoio dos mais escolarizados; Haddad, dos que se beneficiaram do Bolsa Família (grande parte em função do terrorismo eleitoral). O jornal "O Estado de São Paulo" publicou que Jair Bolsonaro venceu em 97% das cidades mais ricas e Fernando Haddad em 98% das mais pobres (onde mais pessoas dependem do Bolsa Família para viver).

Continuando...

No dia 27 de março de 2017, a Fundação Perseu Abrano, do PT, publicou o resultado de uma pesquisa sobre o perfil do eleitorado brasileiro. Foi verificado que a maioria da população:
– vê o estado como seu principal inimigo;
– não enxerga exploração na relação entre patrões e empregados;
– não reconhece a luta de ricos contra pobres;
– rejeita altos impostos e burocracias;
– valoriza o empreendedorismo privado (incluindo serviços de educação e saúde particulares), o esforço individual como forma de ascensão social (em detrimento de políticas estatais que põem em dúvida as capacidades pessoas, como as cotas) e os princípios cristãos de família e igreja.

A Fundação Perseu Abrano conclui dizendo que “todos são vítimas do estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. E o que o PT fez com isso? Dois dias depois, retirou do seu site o resultado da pesquisa, deixando evidente sua opção pelo auto-engano.


30 outubro 2018

Eleição de Bolsonaro: The Wall Street Journal

Deu no The Wall Street Journal.

“A eleição presidencial de domingo no Brasil opôs Jair Bolsonaro, um ex-capitão do Exército que passou 27 anos no Congresso do Brasil, a Fernando Haddad, ex-prefeito da cidade de São Paulo. Na noite de domingo, com 97% dos votos, o Sr. Bolsonaro estava batendo com facilidade o Sr. Haddad, por 55,4% a 44,6%.

Muito se falou, durante a campanha, do histórico de comentários rudes de Bolsonaro sobre mulheres e minorias e da sua promessa de combater o crime com mão de ferro em bairros pobres.

Ele foi rotulado de racista, misógino, homofóbico, fascista, defensor da tortura e aspirante a ditador. Seus oponentes se reuniram nas ruas para denunciá-lo e escreveram diatribes contra ele na imprensa. A mídia internacional orgulhosamente ‘progressista’ entrou na briga, declarando-o uma ameaça ao meio ambiente e à democracia.

Deveria ter sido suficiente para afundar a candidatura de Bolsonaro. No entanto, ele prevaleceu, e não é difícil entender por quê: os brasileiros estão em meio a um despertar nacional em que o socialismo –a alternativa a uma presidência de Bolsonaro– foi levado a julgamento. A vitória retumbante do candidato a governador liberal-clássico do Partido Novo, Romeu Zema, no grande estado de Minas Gerais confirma essa teoria.

Haddad era o candidato do Partido dos Trabalhadores, gigante populista de esquerda do Brasil, conhecido como PT. Ele também foi o sucessor escolhido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção, mas continua sendo popular entre seus partidários. Contra o pequeno Partido Social Liberal de Bolsonaro, Haddad deveria ter vencido a disputa.

Vale a pena examinar o triunfo do Sr. Bolsonaro porque ele sugere que algo mudou nesta eleição. Pode sempre mudar de volta, e provavelmente mudará. Mas, por enquanto, o ímpeto está do lado da reforma, e os formuladores de políticas têm uma oportunidade única de promover a liberdade e a prosperidade na maior economia da América do Sul.”

Assinado poMary Anastasia O’Grady

16 outubro 2018

2002-2016: Algumas Comparações

Diogo de Castro Ferreira, advogado e especialista em direito tributário pela FGV, publicou no site do Instituto Liberal (15/10/2018), um artigo intitulado "O Brasil que o PT recebeu e aquele que entrega aos brasileiros". 

Eis alguns dados: 

Em 2002, éramos 180 milhões de pessoas; em 2018, estima-se em 209 milhões. 

Em 2013, havia 5.392.234 empresas; em 2016, 5.050.615 (341,6 mil empresas fechadas em três anos).

Entre 2003 e 2006 (1.º governo Lula) a média da inflação foi 6,43% ao ano; entre 2015 e maio de 2016 (fim do segundo governo Dilma), a média acumulada foi de 9,28% ao ano. 

Em 2003, os gastos com o funcionalismo público foi de R$ 78,6 bilhões; em 2015, chegou a R$ 238 bilhões. 

Em 2001, os gastos primários do governo foi de R$ 205 bilhões; em 2015, R$ 1,1 trilhão. 

Em 2002, a dívida pública era 76% do PIB; em 2018, a dívida pública prevista é 87% do PIB.

Em 2002, o déficit da Previdência era de R$ 56,8 bilhões; em 2017, foi para R$ 268,8 bilhões.

Extraído de: Instituto Liberal

11 outubro 2018

Composição da Câmara dos Deputados Federais - Eleição 2018















Número de deputados federais eleitos


PartidoEleição 2018Eleição 2014Saldo
MDB*3466-32
PSDB2954-25
PTB1025-15
PT5669-13
PSC813-5
PV48-4
PROS811-3
PSD3436-2
PSB3234-2
SD1315-2
PPS810-2
PP3738-1
PR3334-1
PCdoB910-1
DC*12-1
PRTB01-1
PMN330
PTC220
PHS651
PRP431
PPL101
PATRI*523
PSOL1055
Avante*716
PODE*1147
DEM29218
PRB30219
PDT28199
PSL52151
Novo8(não concorreu)-
Rede1(não concorreu)-


09 outubro 2018

Deputados Estaduais Eleitos em São Paulo - Eleição 2018

1. Janaina Paschoal (PSL) - 2.060.786 Votos
2. Arthur Mamãe Falei (DEM) - 478.280 Votos
3. Carlos Giannazi (PSOL) - 218.705 Votos
4. Coronel Telhada (PP) - 214.445 Votos
5. Gil Diniz (PSL) - 214.037 Votos
6. Daniel José (Novo) - 183.480 Votos
7. Jorge Wilson Xerife Consumidor (PRB) - 177.414 Votos
8. Caio França (PSB) - 162.166 Votos
9. Delegado Olim (PP) - 161.569 Votos
10. Mônica da Bancada Ativista (PSOL) - 149.844 Votos
11. Edmir Chedid (DEM) - 131.531 Votos
12. Major Mecca (PSL) - 129.411 Votos
13. Heni Ozi Cukier (NOVO) - 130.214 Votos
14. André do Prado (PR) - 123.313 Votos
15. Alex de Madureira (PSD) - 118.294 Votos
16. Professor Kenny (PP) - 117.567 Votos
17. Marta Costa (PSD) - 117.156 Votos
18. Conte Lopes (PP) - 116.806 Votos
19. Campos Machado (PTB) - 115.580 Votos
20. Carlos Cezar (PSB) - 115.566 Votos
21. Cauê Macris (PSDB) - 114.690 Votos
22. Reinaldo Alguz (PV) - 114.352 Votos
23. Analice Fernandes (PSDB) - 110.089 Votos
24. Bruno Ganem (PODE) - 106.203 Votos
25. Milton Leite Filho (DEM) - 105.492 Votos
26. Delegado Bruno Lima (PSL) - 103.823 Votos
27. Fernando Cury (PPS)- 99.815 Votos
28. Daniel Soares (DEM)- 97.330 Votos
29. Barba (PT) - 91.394 Votos
30. Carla Morando (PSDB) - 89.636 Votos
31. Rogério Nogueira (DEM)- 89.040 Votos
32. Barros Munhoz (PSB) - 87.494 Votos
33. Professora Bebel (PT) - 87.169 Votos
34. Rodrigo Gambale (PSL) - 86.981 Votos
35. Enio Tatto (PT)- 86.744 Votos
36. Altair Moraes (PRB) - 86.230 Votos
37. Luiz Fernando (PT) - 85.271 Votos
38. Cezar (PSDB) - 84.657 Votos
39. Edna Macedo (PRB) - 84.144 Votos
40. Caruso (MDB) - 83.758 Votos
41. Gilmaci Santos (PRB)- 82.678 Votos
42. Itamar Borges (MDB) - 82.185 Votos
43. Marcos Damasio (PR) - 81.695 Votos
44. Rafa Zimbaldi (PSB) - 80.789 Votos
45. Paulo Fiorilo (PT) - 80.430 Votos
46. Wellington Moura (PRB)- 80.271 Votos
47. Dalben (PR) - 79.564 Votos
48. Jose Americo (PT) - 78.326 Votos
49. Ricardo Madalena (PR) - 77.554 Votos
50. Léo Oliveira (MDB) - 76.703 Votos
51. Rodrigo Moraes (DEM) - 75.845 Votos
52. Sebastião Santos (PRB) - 75.280 Votos
53. Douglas Garcia (PSL) - 74.351
54. Maurici (PT) - 74.254 Votos
55. Carlão Pignatari (PSDB) - 74.006 Votos
56. Thiago Auricchio (PR) - 73.435 Votos
57. Rafael Silva (PSB) - 71.992 Votos
58. Maria Lúcia Amary (PSDB) - 70.743 Votos
59. Roque Barbiere - Roquinho (PTB) - 70.076 Votos
60. Roberto Engler (PSB) - 69.969 Votos
61. Marcos Zerbini (PSDB) - 69.296 Votos
62. Emidio de Souza (PT) - 65.898 Votos
63. Mauro Bragato (PSDB) - 65.475 Votos
64. Vinicius Camarinha (PSB) - 65.441 Votos
65. Leci Brandão (PCdoB) - 64.487 Votos
66. Marcia Lia (PT) - 63.751 Votos
67. Roberto Morais (PPS) - 63.447 Votos
68. Delegada Graciela (PR) - 63.089 Votos
69. Dr. Jorge do Carmo (PT) - 61.751 Votos
70. Ed Thomas (PSB) - 61.371 Votos
71. Leticia Aguiar (PSL) - 60.909 Votos
72. Estevam Galvão (DEM) - 59.548 Votos
73. Ataide Teruel (PODE) - 58.136
74. Érica Malunguinho da Silva (PSOL) - 55.223
75. Valeria Bolsonaro (PSL) - 54.519 Votos
76. Isa Penna (PSOL) - 53.838 Votos
77. Alexandre Pereira (SOLIDARIEDADE) - 49.741 Votos
78. Paulo Correa Jr (PATRI) - 46.438 Votos
79. Dra.damaris Moura (PHS) - 45.103 Votos
80. Tenente Nascimento (PSL) - 45.050 Votos
81. Marcio da Farmacia (PODE) - 44.969 Votos
82. Aprígio (PODE) - 43.320 Votos
83. Adriana Borgo (PROS) - 41.953 Votos
84. Marina Helou (REDE) - 39.839 Votos
85. Agente Federal Danilo Balas (PSL) - 38.661 Votos
86. Marcio Nakashima (PDT) - 38.081 Votos
87. Castelo Branco (PSL) - 38.026 Votos
88. Sargento Neri (AVANTE) - 34.238 Votos
89. Sergio Victor (NOVO) - 29.909 Votos
90. Ricardo Mellao (NOVO) - 27.150 Votos
91. Adalberto Freitas (PSL) - 26.153 Votos
92. Frederico D'avila (PSL) - 24.470 Votos
93. Tenente Coimbra (PSL) - 24.109 Votos
94. Coronel Nishikawa (PSL) - 23.094 Votos


Deputados Federais Eleitos por São Paulo - Eleição 2018

1. Eduardo Bolsonaro - PSL - 8,74% - 1.843.735
2. Joice Hasselmann - PSL - 5,11% - 1.078.666
3. Celso Russomanno - PRB - 2,47% - 521.728
4. Kim Kataguiri - DEM - 2,21% - 465.310
5. Tiririca - PR - 2,15% - 453.855
6. Tabata Amaral - PDT - 1,25% - 264.450
7. Policial Katia Sastre - PR - 1,25% - 264.013
8. Sâmia Bomfim - PSOL - 1,18% - 249.887
9. Capitão Augusto - PR - 1,15% - 242.327
10. Pastor Marco Feliciano - PODE - 1,14% - 239.784
11. Baleia Rossi - MDB - 1,01% - 214.042
12. Vinicius Poit - NOVO - 0,98% - 207.118
13. Luiza Erundina - PSOL - 0,84% - 176.883
14. Renata Abreu - PODE - 0,76% - 161.239
15. Rui Falcão - PT - 0,75% - 158.389
16. Alexandre Frota - PSL - 0,74% - 155.522
17. Ivan Valente - PSOL - 0,74% - 155.334
18. Marcos Pereira - PRB - 0,66% - 139.165
19. Carlos Zarattini - PT - 0,65% - 137.909
20. Marco Bertaiolli - PSD - 0,65% - 137.628
21. Marcio Alvino - PR - 0,64% - 135.844
22. Guilherme Mussi - PP - 0,64% - 134.301
23. Arnaldo Jardim - PPS - 0,63% - 132.363
24. Alex Manente - PPS - 0,60% - 127.366
25. Bruna Furlan - PSDB - 0,60% - 126.847
26. Carlos Sampaio - PSDB - 0,60% - 125.666
27. Nilto Tatto - PT - 0,59% - 124.281
28. Ricardo Izar - PP - 0,58% - 121.869
29. Vitor Lippi PSDB - 0,57% - 120.529
30. Tenente Derrite - PP - 0,56% - 119.034
31. Cezinha de Madureira - PSD - 0,56% - 119.024
32. Fausto Pinato - PP - 0,56% - 118.684
33. Luiz Philippe O. Bragança PSL - 0,56% - 118.457
34. Alexandre Leite DEM - 0,55% - 116.416
35. Paulo Freire Costa PR - 0,52% - 109.461
36. Enrico Misasi PV - 0,51% - 108.038
37. Rosana Valle PSB - 0,50% - 106.100
38. Samuel Moreira PSDB - 0,49% - 103.215
39. Vanderlei Macris PSDB - 0,49% - 102.708
40. Rodrigo Agostinho PSB - 0,47% - 100.179
41. Jefferson Campos PSB - 0,47% - 99.974
42. David Soares DEM - 0,47% - 99.865
43. Coronel Tadeu PSL - 0,47% - 98.373
44. Vinicius Carvalho PRB - 0,46% - 97.862
45. Eduardo Cury PSDB - 0,45% - 94.282
46. Miguel Lombardi PR - 0,44% - 93.093
47. Eli Corrêa Filho DEM - 0,44% - 92.257
48. Gilberto Nascimento PSC - 0,44% - 91.797
49. Geninho Zuliani DEM - 0,42% - 89.378
50. Alexandre Padilha PT - 0,42% - 87.576
51. Arlindo Chinaglia PT - 0,41% - 87.449
52. Professor Luiz Flavio Gomes PSB - 0,41% - 86.433
53. Roberto Alves PRB - 0,39% - 82.097
54. Junior Bozzella PSL - 0,37% - 78.712
55. Paulo Teixeira PT - 0,37% - 78.512
56. Milton Vieira PRB - 0,37% - 77.413
57. Carla Zambelli PSL - 0,36% - 76.306
58. Paulinho da Força SD - 0,36% - 75.613
59. Luiz Carlos Motta PR - 0,36% - 75.218
60. General Peternelli PSL - 0,35% - 74.190
61. Maria Rosas PRB - 0,34% - 71.745
62. Vicentinho PT - 0,33% - 70.645
63. Abou Anni PSL - 0,33% - 69.256
64. Alencar Santana - PT - 0,32% - 67.892
65. Orlando Silva PC do B - 0,31% - 64.822
66. Adriana Ventura NOVO - 0,30% - 64.341
67. Roberto de Lucena PODE - 0,27% - 56.033
68. Herculano Passos MDB - 0,24% - 49.653
69. Alexis NOVO - 0,21% - 45.298
70. Guiga Peixoto PSL - 0,15% - 31.718



Extraído do G1