Ao abrir o discurso, o
primeiro-ministro Orbán anunciou que a aliança governista divulgaria
publicamente seus 106 candidatos distritais, descrevendo-os como prontos para
apoiar e defender uma Hungria independente após mais uma vitória
eleitoral. A lista inclui 65 candidatos que já haviam participado e 41 novos
candidatos. O primeiro-ministro Orbán também afirmou que o partido precisa se
renovar constantemente, acrescentando que "só o Fidesz é melhor que o
Fidesz".
O primeiro-ministro Orbán
indicou o dia 20 de fevereiro como a próxima data crucial, quando o partido
apresentará sua lista nacional e o líder da lista. Ele afirmou que, após 20
anos como primeiro-ministro, continua "pronto para a tarefa" e
observou que, entre os líderes internacionais, ainda é considerado
relativamente jovem.
Ao analisar o histórico do
partido desde a adesão à UE, o primeiro-ministro Orbán afirmou que o Fidesz
venceu todas as eleições para o Parlamento Europeu e conquistou quatro eleições
parlamentares com maioria de dois terços. Ele descreveu a
"previsibilidade", a "segurança" e a
"experiência" como as qualidades de que a Hungria precisa e disse que
a transição geracional dentro do Fidesz está ocorrendo em estruturas "ordenadas".
Em relação à economia, o
primeiro-ministro Orbán afirmou que o governo prometeu um modelo baseado no
trabalho e cumpriu a promessa. Ele citou dados salariais, declarando que, de
2010 a 2026, o salário mínimo subiu de 73.000 florins para 323.000, e o salário
médio, de 202.000 para 700.000 florins. Para o próximo ciclo governamental, ele
estabeleceu duas metas principais: um salário mínimo de € 1.000 e um salário
médio de 1.000.000 de florins.
O primeiro-ministro Orbán
destacou o sistema tributário familiar da Hungria e afirmou que o país precisa
de "confiança serena" em uma "era de perigos". Nas eleições
de 2026, acrescentou, a disputa não é apenas contra adversários políticos, mas
também contra "mentiras", "cinismo" e
"submissão".
Sobre a imigração, o
primeiro-ministro Orbán argumentou que certas decisões são irreversíveis,
afirmando que, uma vez admitidos os imigrantes, os países não podem retornar ao
seu estado anterior. Ele disse que Bruxelas está pressionando os
Estados-membros da UE a se tornarem "países de imigrantes", a menos
que se rebelem, descreveu Bruxelas como inimiga da civilização cristã europeia
e afirmou que as instituições da UE usam instrumentos legais contra países
"rebeldes" citando a multa de um milhão de euros por dia imposta à
Hungria. Ele acrescentou que essa penalidade é um preço menor do que o custo de
se tornar um "país de imigrantes".
Ao relacionar a migração
com a segurança, o primeiro-ministro Orbán afirmou que ela traz violência e
"antissemitismo violento", e alegou que famílias judias da Europa
Ocidental estão se mudando para a Hungria em números crescentes. Ele disse que
o Fidesz-KDNP é a única força política capaz de garantir a segurança dos judeus
em Budapeste.
Sobre política de gênero,
o primeiro-ministro Orbán afirmou que seguir o "caminho político de
Bruxelas" tornaria a adoção de políticas de gênero obrigatória. Ele
alertou contra a "sensibilização", dizendo que ela atinge a todos,
altera a mentalidade das crianças e muda os alicerces culturais de um país.
Na seção central sobre política externa, o primeiro-ministro Orbán afirmou que a Hungria enfrenta "dois caminhos": guerra ou paz. Ele disse que o Tisza e o DK levariam a Hungria a uma "economia de guerra de Bruxelas" e argumentou que os lideres da UE optaram pela guerra sem ter os recursos necessários para sustentá-la. Ele afirmou que a Ucrânia não reembolsará os € 270 bilhões que recebeu da UE e que a Europa só recuperará esse dinheiro derrotando a Rússia — caso contrário, ele será retirado da própria economia europeia.
Ao abordar as tendências globais, o primeiro-ministro Orbán afirmou que a ordem internacional liberal está em colapso e que a era das nações está chegando. Ele citou Washington, Pequim, Moscou e Istambul como capitais "interessadas" no sucesso da Hungria e disse que o país está firmando acordos para garantir sua segurança. Destacou os compromissos da politica industrial, incluindo um plano para construir 150 fábricas, das quais 101 já estão em construção, e concluiu reiterando que a primavera de 2026 será o momento de "escolher nosso destino".
Extraído de https://www.youtube.com/watch?v=2Pe_uN7mTpE&t=3738s (aos 53 minutos do vídeo)
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