28 novembro 2018

Decálogo de Lenin?

Circula na internet o "Decálogo" em que Lenin apresenta as 10 ações táticas para a tomada do Poder. Há que se tomar cuidado com sua veiculação, pois pesquisadores de Lenin não encontraram nada disso em sua obra. 

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

5. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público;

6. Coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...

Busca de informações sobre o Decálogo

1) Na tag “10 mandamentos”, não há nenhuma publicação de Lenin;

2) Ao procurar na bibliografia dele (obras de 1913), não encontramos nenhum sinal do decálogo;

3) A versão que aponta para o decálogo de Lenin não é a única existente;

Para ler o texto integral, clique aqui.


14 março 2018

Deputado no Parlamento de Genebra

Guy Mettan, deputado e ex-presidente do Parlamento de Genebra, não tem carro oficial. Deputado já por 18 anos consecutivos, Mettan levou a reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” aos corredores do Grand Conseil, o nome dado ao Parlamento do Cantão. A região é uma das mais ricas do mundo, tem uma taxa de desemprego de 5,3% e é um dos pilares de um sistema financeiro que guarda em seus cofres trilhões de dólares. Genebra, de forma insistente, entra em todas as listas das cidades mais caras do mundo há anos.
FINAL DA TARDE – Para não atrapalhar o emprego dos cem representantes do povo, as sessões do Parlamento são todas organizadas no final da tarde, quando o expediente já terminou.
Não apenas o deputado ordinário não conta com um carro oficial, mas tampouco é beneficiado por qualquer tipo de transporte. Uma exceção é feita ao presidente do Parlamento que, caso esteja indo a um evento oficial, tem o direito de usar um veículo oficial. Mas apenas se ele for à reunião na condição de presidente da Câmara e não a título pessoal.
O auxílio-moradia não faz parte dos benefícios. Ao final de quatro anos de mandato, os deputados não ganham uma aposentadoria. Durante anos no “poder”, não podem contratar parentes e ganham um voucher para fazer duas refeições por mês. Cada uma delas de 40 francos suíços (R$ 137,00). “Dá para uma pizza e um copo de vinho”, brinca Mettan.
SALÁRIO ANUAL – Na melhor das hipóteses, um deputado em Genebra vai somar um salário anual de 50 mil francos suíços (o equivalente a R$ 172 mil), cerca de 4,1 mil francos por mês. Isso se ele for o presidente do Parlamento e comparecer a todas às sessões. O cálculo de quanto Mettan e todos os demais recebem a cada mês é feito por hora. “Se você vem, você recebe. Se não, não recebe”, disse o deputado, que conta que precisa assinar com seu próprio punho uma lista de presença a cada reunião.
Transformado em reais, o valor pode ate parecer elevado. Mas, hoje, o pagamento ao presidente do Parlamento de Genebra é inferior à média de um salário de um fabricante de queijo, menor que a renda de um mecânico de carros na Suíça, de uma secretária, de um policial, de um carpinteiro, de uma professora de jardim de infância, de um metalúrgico e de um motorista de caminhão. É equivalente ao salário médio de um açougueiro da cidade alpina.
SALÁRIO BAIXO – Para um deputado “ordinário”, o salário é muito inferior ao do presidente do Parlamento. Por ano, eles chegam a receber cerca de 30 mil francos suíços, o equivalente ao pagamento médio atribuído a um artista de circo ou a um ajudante de cozinha, postos ocupados em grande parte por imigrantes.
No Brasil, o salário de um deputado estadual chega a R$ 25.300 por mês em São Paulo, por exemplo. Além disso, os parlamentares brasileiros têm direito a uma verba mensal (o chamado “cotão”), que pode superar R$ 30 mil, para custeio de gastos de alimentação, transporte, passagens aéreas e despesas de escritório.
EMPREGOS ORIGINAIS –  Mettan explica que a função de deputado consome apenas 25% do seu tempo de trabalho e que, por conta do salário baixo, todos são orientados a manter seus empregos originais, mesmo depois de eleitos.
“Na Suíça, a política é considerada como um envolvimento popular”, explicou. “É um sistema de milícia. Ou seja, não é um sistema profissional. Somos obrigados a ter um emprego paralelo, de ter uma profissão paralela. Não se pode viver com essa indenização”, admitiu o deputado suíço. “Não existe deputado profissional”, completou ele.
Deu em O Tempo(Agência Estado)
Extraído de http://www.tribunadainternet.com.br/na-suica-deputado-nao-tem-beneficios-e-ganha-menos-do-que-professor/

20 fevereiro 2018

Ordem Ampliada de Hayek

Uma marca reveladora de como se entende mal o princípio ordenador do mercado é a ideia de que “a cooperação é melhor que a competição”.

Friedrich A. Hayek (1899-1992), pesquisador e professor de economia e estatística, escreveu “Os Erros Fatais do Socialismo”. Defende a tese de que a nossa civilização é dependente da ORDEM AMPLIADA DA COOPERAÇÃO HUMANA, ordem esta que recebeu indevidamente o nome de capitalismo. Afirma, também, que essa ordem ampliada nasceu espontaneamente no relacionamento entre os seres humanos. Para ele, o capitalismo precisa ser conservado porque consegue utilizar de modo mais eficaz todo o conhecimento disperso. 

Qual o erro que Hayek aponta? O controle coletivo pela autoridade central dos recursos disponíveis. Acha que a falta de competitividade leva as pessoas e os países à estagnação. Desde a antiguidade, aprendemos a utilidade dos opostos. Quando todos estão de acordo, ninguém pensa.

Ao longo do livro, enumera algumas falhas da interação econômica e social. Exemplo: o individualismo primitivo descrito por Thomas Hobbes é um mito; jamais houve uma “guerra de todos contra todos”. Outro exemplo: onde não houver propriedade não haverá justiça.

Em vez de propriedade privada, Hayek prefere usar “propriedade separada” (several property) que é a expressão mais precisa de H. S. Maine para aquilo que geralmente se define como propriedade privada. “Several” significa tanto “separado” quanto “vários, diferentes”. Quer enfatizar que o que é relevante não é a propriedade privada, mas que é plural e separada, isto é, dividida entre vários proprietários separados, que competem entre si para usá-la da melhor maneira possível. (N. do T.)

Fonte de Consulta

HAYEK, Friedrich A. von. Os Erros Fatais do Socialismo: Por que a Teoria não Funciona na Prática. Tradução Eduardo Levy. São Paulo: Faro Editorial, 2017.


10 fevereiro 2018

Atitude de Sócrates e os Políticos Brasileiros

Estamos há muito tempo lendo, vendo e ouvindo a respeito das condenações e prisões de empresários e políticos por causa da corrupção endêmica que assolou o nosso país. A notícia que mais circula recentemente é sobre a prisão e a candidatura do ex-presidente Lula. A cada dia um novo pretexto para que ele não vá preso. Além disso, continua fazendo campanha para presidência da República.

Vejamos o exemplo de Sócrates e verifiquemos quão longe estamos de adotar atitudes éticas na vida privada e política.

Como sabemos, o julgamento à morte foi essencialmente de natureza política. Os jovens que conviviam com Sócrates seriam políticos em Atenas, como Crítias e Alcibíades. Não dizia respeito apenas aos indivíduos, mas tinha projeção sobre a democracia em Atenas. Possivelmente, os detentores do poder temiam que esses jovens se insurgissem contra o status quo vigente.

O fato que gostaríamos de destacar:

Uma vez julgado e condenado, preferiu morrer a fugir da prisão. 

Justificou esta atitude por amor à justiça e à coerência de suas ideias. Dizia que por mais injustas que sejam as leis devemos obedecê-las, para não incitar outros a desobedecê-las. Nos últimos instantes de sua vida disse: “Mas é chegada a hora de partir: eu para a morte e vós para a vida. Quem de nós se encontra para o melhor destino, todos nós ignoramos, exceto o deus”. Somente Deus conhece a verdade.

Sócrates tinha possibilidade de fuga, mas preferiu ser fiel ao seu modo de pensar, pois defendia que o bom cidadão deveria obedecer até às más leis somente pelo intuito de não estimular os maus a desobedecer as boas.