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22 julho 2026

Guerra dos Capitalismos

Presentemente, a rivalidade entre as grandes potências não se resume à Guerra Fria do passado recente nem à guerra ideológica atual, mas foca-se essencialmente no capitalismo em competição.

O capitalismo em competição não se fixa em apenas um tipo de capitalismo, mas dialoga com quatro tipos: o capitalismo do laissez-faire, o capitalismo social, o capitalismo gerenciado e o capitalismo filantrópico. Em um, está a primazia do mercado; no outro, o mecanismo de redistribuição; no outro, as relações com o Estado; e, no último, a mobilização de recursos privados para a infraestrutura social.

Nota-se, assim, que o capitalismo estratégico de um Estado reside na articulação dessas diferentes vertentes para maximizar seu poder econômico e tecnológico. Sob essa perspectiva, a economia transcende a mera alocação de recursos escassos e se consolida como um instrumento crucial de estratégia nacional, impulsionando a própria transformação do capitalismo contemporâneo.

Nesse contexto, a rivalidade internacional fundamenta-se em diversas dinâmicas estruturais, tais como a disputa entre sistemas econômicos, o arranjo institucional, o domínio das políticas industriais e a capacidade de atrair outros países para um bloco econômico coeso. Trata-se de dimensões mutuamente reforçadoras.

Sob essa perspectiva, percebe-se que as grandes empresas de tecnologia estão deixando de ser meros atores econômicos e passando a estruturar ecossistemas industriais inteiros, combinando plataformas digitais e inteligência artificial (IA). Tudo isso sob a liderança de dois eixos centrais: Estados Unidos e China.

Transita-se, assim, de uma lógica puramente competitiva para uma dinâmica estrita de poder, na qual as corporações passam a atuar como operadoras de estruturas estratégicas. Trata-se do deslocamento do clássico monopólio econômico em direção a uma verdadeira hegemonia infraestrutural.

Fonte de Consulta

Episódio 2461 de Kim Paim https://www.youtube.com/@KIMPAIM, que comenta as impressões de Arthur Machado✔ @Arthurmachadosp sobre o debate que está acontecendo na diplomacia europeia. (22/07/2026) 

Texto corrigido pela IA.

21 dezembro 2025

Os Cinco Períodos Históricos

De acordo com a convenção histórica criada por historiadores europeus, há cinco períodos históricos: 1) Pré-História, que começa com o surgimento dos primeiros seres humanos até c. 4.000 a.C., com a invenção da escrita; 2) Idade Antiga — c. 4.000 a.C. até 476 d.C., com a queda do Império Romano no Ocidente; 3) Idade Média — 476 até 1453 (queda de Constantinopla) ou 1492 (chegada dos europeus à América); 4) Idade Moderna — 1453 ou 1492 até 1789 com a Revolução Francesa; 5) Idade Contemporânea — 1789 até os nossos dias.

As características de cada período podem ser assim resumidas: 1) Pré-História — não havia escrita. Subdivisões:  Paleolítico, Mesolítico e Neolítico; 2) Idade Antiga — primeiras civilizações, tais como, egípcios, mesopotâmicos, gregos e romanos. 3) Idade Média — marcada pelo feudalismo, forte influência da Igreja e formação dos reinos europeus; 4) Idade Moderna — período das grandes navegações, do absolutismo e do Renascimento; 5) Idade Contemporânea — revoluções industriais, guerras mundiais e o mundo atual.

René Descartes (1596-1650) se encaixa no período moderno. Por quê? Ele está ligado a características centrais desse período, ou seja, do Renascimento científico, do racionalismo, da valorização da razão e do método científico. Considerado um dos pais Filosofia Moderna e, também, famoso por sua frase lapidar “penso, logo existo” (cogito, ergo sum). Rompeu com a tradição, ao afirmar que a razão humana, sozinha, pode alcançar verdades seguras. Dizia que não se deve aceitar nada sem questionar. O conhecimento pertence ao sujeito que pensa e não o que vem da tradição.

Há uma sensação de que a Idade Moderna avança sobre a Idade Contemporânea. Em primeiro lugar, devemos entender que a divisão das “idades” é artificial. As idades não são muros, mas uma convenção criada entre os historiadores. Ideias, costumes e estruturas continuam por muito tempo, mesmo após as datas simbólicas. A Revolução Francesa (1789) é um marco didático, não um corte real. Exemplos: a ciência racional surge na Idade Moderna e se expande na Idade Contemporânea. O mesmo podemos dizer do capitalismo, do Estado moderno e do Individualismo.

Sobre a sensação de que uma idade avança na subsequente, analisemos:

Revolução Francesa — Antes de 1789 (Idade Moderna): 1) existia o absolutismo monárquico; 2) a sociedade era dividida em estamentos [divisões sociais rígidas]; 3) as ideias do iluminismo criticavam o poder do rei. Depois de 1789: 1) absolutismo foi demolido na França; 2) surgem ideias de igualdade, cidadania e direitos; 3) consolidação do Estado liberal. Atenção: ideias iluministas nasceram na Idade Moderna, porém continuaram influenciando a mundo na Idade Contemporânea. 

Aspectos econômicos — Idade Moderna: havia o capital comercial, baseado no mercantilismo; forte influência do Estado; lucro pelo acúmulo de metais preciosos. Idade Contemporânea:  o capitalismo não acaba mas se transforma; surge o capitalismo industrial; com a Revolução Industrial, a produção passa a ser feita em fábricas; lucro vem principalmente da indústria e dos trabalhadores assalariados. 

Fonte de Consulta

ChatGPT

 

18 fevereiro 2022

Ricos e o uso das inovações, Os

Na Grécia Antiga, os benefícios do saneamento básico teriam significado bem pouco para os ricos, pois os servos faziam o papel da água corrente.

Televisão e rádio trariam mais qualidade de vida aos nobres de Roma? Pouco provável, pois eles podiam ter músicos e atores fazendo apresentações exclusivas em suas mansões.

Os Ricos não precisam se preocupar com máquinas de lavar, microondas e supermercados, pois há serventes para tal fornecimento.

Hoje, no smartphone de cada cidadão comum há inúmeros aplicativos que trazem grandes comodidades. Destaquemos o GPS e o Uber. Os ricos não precisam disso, pois tem motoristas particulares.

Pensemos agora nos benefícios que esses e outros aplicativos trouxeram para o cidadão comum.

Hoje, o cidadão comum lê todos os livros em seu smartphone e assiste a todos os filmes na comodidade de sua casa.

Os ricos nunca tiveram problemas para recorrer a mensageiros para enviar recados. Hoje, o cidadão comum pode conversar via Skype ou WhatsApp com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo gratuitamente e sem atrasos.

Nenhuma dessas comodidades era problema para os ricos. O capitalismo, porém, as disponibilizou para o cidadão comum.

Por isso, Ludwig von Mises sempre dizia que o capitalismo não é simplesmente produção em massa, mas sim produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. No capitalismo, os grandes inovadores não produzem artigos caros, acessíveis apenas às classes mais altas: produzem bens baratos, que podem satisfazer as necessidades de todos. 

Fonte de Consulta

https://www.mises.org.br/article/2646/o-grande-beneficiado-pelo-capitalismo-foi-o-cidadao-comum-e-nao-os-ricos-e-poderosos


14 outubro 2020

Propriedade ante o Socialismo e o Capitalismo

O conceito de propriedade está vinculado à escassez de bens. O ar, sendo um bem livre, não é propriedade de ninguém. Em se tratando da propriedade, os bens têm que ser escassos para que surjam conflitos sobre o uso desses bens. Os possíveis conflitos são evitados por meio da atribuição de direitos de propriedade exclusiva.

Qualquer ação humana que tenha por objeto a alteração do estado atual de coisas para um estado mais compensador tem na sua retaguarda a escolha relativa ao uso do corpo do indivíduo. Por causa da escassez do corpo e do tempo, a regulamentação de propriedade é inevitável. Havendo mais de uma pessoa, os conflitos podem aumentar, de modo que é preciso mais regulamentações para apaziguar os novos conflitos.

Toda pessoa tem o direito exclusivo de propriedade de seu corpo dentro de certos limites. Pode escolher os vícios ou as virtudes. Se, por outro lado, sua ação altera a integridade física de outra pessoa, essa ação pode ser chamada de agressão. Seria agressão bater em outra pessoa sem motivo algum. A propriedade estabelecida agressivamente ajudaria a esclarecer o problema social e econômico central de cada tipo de socialismo real, ou seja, do socialismo num mundo de completa escassez.

Suponhamos que a propriedade estabelecida agressivamente seja introduzida. Antes o indivíduo podia decidir em se tornar um viciado ou um filósofo. Agora o direito da pessoa de usar seu corpo é cerceado ou mesmo eliminado, e este direito é delegado a outra pessoa que não está naturalmente ligada ao respectivo corpo como seu produtor. Teríamos uma mudança na estrutura social e mesmo no comportamento da sociedade. Por isso, o socialismo é um sistema de regime de propriedade economicamente inferior.

Um sistema social baseado na posição natural sobre a atribuição dos direitos de propriedade é chamado de sistema puramente capitalista. Para ser considerado não-agressivo, as reivindicações devem estar apoiadas numa apropriação original, numa propriedade anterior, ou por uma relação contratual mutuamente benéfica. 

Fonte de Consulta

HOPPE, Hans-Hermann. Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo. Tradução de Bruno Garschagen. 2.ª, São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil, 2013.

 


22 março 2020

Origem do Capitalismo

O capitalismo opera em benefício do consumidor, pois este possui o que os produtores querem: dinheiro.

capitalismo, tal como entendemos hoje, originou-se na Idade Média – período que se estende desde a queda do Império Romano (476 d.C.) até a tomada de Constantinopla pelos turcos (1453) –, embora anteriormente já havia comerciantes, empresários e financistas. Esse período foi dominado pelo regime feudalista, fechado, em que as atividades econômicas centralizavam-se na subsistência do próprio feudo. Juro condenado, lucro proibido e preço justo eram os fundamentos dos fatos econômicos.

Os principais traços do sistema feudal: 1) rede de prestações, contraprestações e sujeições em que cada indivíduo estava inserido; 2) diminuição dos intercâmbios comerciais e o desaparecimento quase completo da moeda devido à tendência ao entesouramento; 3) escambo tornou-se a modalidade típica de trocas e transações; 4) vassalagem. Entretanto, alguns dos habitantes desses domínios fechados começaram a sentir o desejo de melhorar sua condição de vida passando a morar nas antigas cidades romanas a fim de lucrar com as possibilidades de trocas abertas por essas aglomerações.

O comércio "exterior" entre feudos, uma vez iniciado, generalizou-se, principalmente devido à divisão do trabalho e do surgimento das especializações. Cabe ressaltar a importância das Cruzadas que, no fundo eram religiosas, mas intensificaram as trocas comerciais entre a Europa e o Oriente Próximo. Jessua diz: "A expansão comercial das cidades-estados italianas provocou uma série de consequências econômicas: os mercadores comprometidos com essas expedições comerciais tiveram que refinar seus métodos de gestão. Foi assim que surgiu a contabilidade de partidas dobradas em Florença, a partir do final do século XII, até ser codificada em Veneza por Luca Paccioli em 1945".

Em fins do século XV, tivemos o início das grandes descobertas. Colombo, Cabral e outros propuseram-se a buscar novos acessos aos mercados da Índia. Observa-se, também, a expansão monetária bancária, pois as grandes fortunas eram abstratas, ou seja, como soma de moedas. Nota-se os principais traços distintivos do capitalismo: o aumento cumulativo das riquezas, a racionalidade da condução dos negócios pela utilização das redes de comunicação, pela contabilidade, pelo refinanciamento das operações bancárias, pelo lucro e pelo espírito de aventura independente dos poderes locais.

O passo seguinte foi o surgimento da Revolução Industrial, ou seja, o conjunto dos rápidos melhoramentos que beneficiaram as técnicas de produção nas manufaturas, sobretudo de 1770 em diante. Consequência da Revolução Industrial: o Produto Interno Bruto mundial por habitante (em dólares, 1990) passou de 565 em 1500 para 651 em 1820, mas atingiu 5.145 em 1992.

O espírito de independência e de responsabilidade pessoal, desenvolvendo-se como uma reação contra o poder real ou senhorial absolutista, foi a causa primordial da arrancada capitalista.

Fonte de Consulta

JESSUA, Claude. Capitalismo: Uma Breve Introdução. Tradução de William Lagos. Porto Alegre, RS: L&PM, 2019, capítulo 1.



18 março 2020

Capitalismo, Socialismo e Comunismo

Claude Jessua, na introdução de seu livro Capitalismo: uma breve introdução, elucida-nos sobre as definições de capitalismo, socialismo e comunismo.

Dentre as várias definições de capitalismo, prefere a de Schumpeter (1833-1950): o capitalismo define-se pela apropriação privada dos meios de produção; pela coordenação de decisões por meio de trocas, em outros termos, pelo mercado; finalmente, pela acumulação de capitais através de instituições financeiras, ou seja, pela criação do crédito. 

Quanto ao socialismo: trata-se de um sistema caracterizado pela apropriação coletiva dos meios de produção. A coordenação das decisões, a aplicação dos recursos produtivos e o ritmo da acumulação dos capitais são nele determinados por um conjunto de injunções previamente estabelecidas, ou seja, um Plano, que substitui o mercado.

Sobre o "comunismo". Trata-se de um sistema teórico que estava destinado a obedecer à fórmula: "De cada um conforme suas capacidades a cada um conforme suas necessidades". Referia-se a uma possibilidade longínqua, porque supunha um tal desenvolvimento das forças produtivas que a escassez seria totalmente abolida e todas as pessoas teriam acesso direto e gratuito a todas as coisas de que tivessem necessidade, deixando de lado até mesmo a moeda. 

Os russos, após a experiência trágica do comunismo, passaram a adotar a máxima: "De cada um conforme suas capacidades a cada um conforme o seu trabalho". O nome "socialismo" foi adotado então pelos próprios russos para designar esse regime transitório.

Fonte de Consulta

JESSUA, Claude. Capitalismo: Uma Breve Introdução. Tradução de William Lagos. Porto Alegre, RS: L&PM, 2019

 

24 julho 2017

O Capitalismo ante o Socialismo

O termo "capitalismo" entrou na Europa pelos escritos de Saint-Simon. Marx o apropriou para indicar propriedade privada institucionalizada dos "meios de produção". Como se deu? Marx comparou o capitalismo com outros sistemas de produção, argumentando que a escravidão foi destruída pela feudalismo, e este, pelo capitalismo. Em contrapartida, o capitalismo será destruído pelo socialismo. Embora engenhosa, carece de fundamentos e suas previsões são falhas.

Qual é a verdade no capitalismo, que é negada pelo socialismo? A propriedade privada e as trocas voluntárias são características de qualquer economia de grande escala. Assim, a verdade no capitalismo está em aceitar que uns dependem dos outros para sobreviver e prosperar. As ideologias marxistas, porém, combatem esses argumentos.

A escola austríaca — Ludwig von Mises e Friedrich Hayek — propõe três respostas à teoria socialista em que os preços e produção seriam controlados pelo Estado. 1) a atividade econômica depende do conhecimento dos desejos, necessidades e recursos das pessoas. 2) Esse conhecimento está disperso na sociedade e não depende de nenhum indivíduo. 3) nas trocas voluntárias de bens e serviços, o mecanismo de preços garante o acesso a esse conhecimento. Não como uma declaração teórica, mas apenas uma indicação para uma determinada ação.

Somente numa economia livre, o preço de uma mercadoria transmite uma informação confiável. Quando todos os meios de produção estão nas mãos do Estado, fica difícil estabelecer preços em função dos custos e do mercado.

Para que o livre comércio funcione satisfatoriamente, todas as transações devem se apoiar em sanções morais e legais, criadas para manter os agentes econômicos fiéis aos seus acordos. Se houver desvio, as leis obrigarão cada qual a restituir os danos causados a outrem.

Fonte de Consulta

SCRUTON, Roger. Como Ser um Conservador. Tradução de Bruno Garschagen.  4. ed., Rio de Janeiro: Record, 2016. 


01 julho 2015

Capitalismo Consciente

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Capitalismo Consciente é uma filosofia baseada na crença de que uma forma mais complexa de capitalismo está emergindo, que tem o potencial para melhorar o desempenho das empresas e, simultaneamente, promover a qualidade de vida de bilhões de pessoas.

O Google, Southwest Airlines, Whole Foods Market, Patagonia e UPS tem algo em comum: criam valores não só para si mesmas, mas para clientes, funcionários, fornecedores... e o meio ambiente.

John Mackey, um dos fundadores do Whole Foods Market e Raj Sisodia, professor de marketing da Universidade de Bentley, são os criadores do movimento do Capitalismo Consciente, cujos princípios ventilados servem para a construção de estruturas sólidas e lucrativas.

O livro Capitalismo Consciente — Como Libertar o Espírito Heroico nos Negócios, por John Mackey e Raj Sisodia, oferece uma defesa ardorosa e uma redefinição consistente do capitalismo de livre-iniciativa, em uma análise valiosa tanto para os profissionais como para as empresas que apostam em um futuro mais cooperativo e mais humano.

O século 20 testemunhou uma longa batalha entre visões antagônicas sobre como organizar e regular a atividade econômica. Embora o capitalismo de mercado tenha vencido decisivamente aquela luta épica, ele não conseguiu capturar as mentes dos intelectuais e os corações dos cidadãos. Corporações são provavelmente as instituições mais influentes no mundo de hoje e, ainda assim, muitas pessoas não acreditam que sejam confiáveis​​.