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29 abril 2025

Código de Hamurabi

Hamurabi, rei da Primeira Dinastia da Babilônia, governou entre 1792 a.C. e 1750 a.C., e instituiu o chamado Código de Hamurabi, um dos conjuntos de leis mais antigos e famosos da história. 

Principais características do Código de Hamurabi:

Natureza legal e moral: Reunia cerca de 282 leis, tratando de diversos temas, como comércio, propriedade, família, trabalho, escravidão e punições criminais.

Princípio da reciprocidade (lei de talião): Muitas leis seguem o princípio "olho por olho, dente por dente", ou seja, a punição deveria ser proporcional ao crime.

Desigualdade social nas penas: A severidade das punições variava conforme a classe social da vítima e do agressor. Um crime contra um nobre era punido mais severamente do que o mesmo crime contra um escravo.

Finalidade: Pretendia garantir a justiça, a ordem e a autoridade do rei como representante dos deuses.

Hamurabi expandiu as fronteiras da Babilônia e consolidou seu poder. Ao mesmo tempo, destacou-se pela preocupação com a ordem e a justiça. Hamurabi é reconhecido por sua habilidade em unificar uma série de cidades-estados mesopotâmicas sob uma única bandeira, estabelecendo um império próspero. Hamurabi forjou um sistema jurídico coeso para seus cidadãos. 

O Código de Hamurabi — que conhecemos hoje —, é uma coleção de leis escritas em uma laje de pedra de diorito negra. Esse código — composto de 282 leis — reflete uma preocupação com a justiça, mas estabelece um padrão de leis que regulavam a vida cotidiana, o comércio e as relações familiares. Muitas dessas leis puniam crimes e infrações de maneira proporcional, estabelecendo assim um princípio fundamental de justiça: "olho por olho, dente por dente". 

Destacamos alguns parágrafos: 

Parágrafo 196 

Se um homem perfurou o olho de um homem livre, terá um dos seus olhos perfurado. 

Este é um exemplo clássico da lei de talião, baseada na reciprocidade da punição. Ela reflete uma tentativa de impor justiça proporcional, mas também evidencia a rigidez e severidade das penas na Babilônia. Embora pareça brutal hoje, buscava limitar vinganças desmedidas entre indivíduos. 

Parágrafo 6 

Se um homem roubou o tesouro pertencente ao templo de um deus ou do palácio, esse homem é passível de morte, e aquele que recebeu de suas mãos o objeto roubado também o é.  

Mostra a severidade com que eram tratados crimes contra o Estado ou religião. 

Parágrafo 8 

Se um homem roubou um boi, carneiro, asno, porco ou um barco, se pertencente ao deus ou ao palácio, restituirá o correspondente a trinta vezes; se pertencente a um súdito comum, a compensação será correspondente a dez vezes. Se incapaz de restituir, o ladrão será passível de morte.

Reforça o princípio de punições severas, com variação conforme o status da vítima. 

Parágrafo 129 

Se a mulher de um homem for agrada no leito com um outro homem, eles serão amarrados e lançados na água, a menos que o marido não deixe sua mulher viva e que o rei não permita que seu servidor viva. 

Demonstra a importância da fidelidade e a autoridade final do rei. 

Parágrafo 195 

Se um filho agrediu seu pai, esse filho terá suas mãos cortadas. 

Reflete a rígida hierarquia familiar e o respeito absoluto aos pais. 

Decretos de equidade estatuídos por Hamurabi, o rei poderoso 

Fonte de Consulta

VIEIRA, Jair Lot (Org.). Código de Hamurabi [livro eletrônico]: as leis de Manu (capítulos VIII e IX): leis das doze tábuas (fragmentos). Tradução Edson Bini. São Paulo: Edipro, 2023.

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