Os defensores do homeschooling querem apenas uma liberdade humana essencial.
Daniel Chaves
Claudino, em artigo no site Mises Brasil, de 21/05/2022, tenta responder a três
críticas mais comuns ao homeschooling.
O homeschooling (ensino domiciliar) é um termo muito estranho, pois todos têm a ideia de que o ensino deve ser ministrado na escola. Embora haja um crescimento de visibilidade no Brasil, ainda esbarra em diversos obstáculos, tais como, a escassez de recursos pedagógicos, a falta de uma cultura e de uma mentalidade favoráveis ao homeschooling e as questões legais.
Trechos copiados do artigo
Fundamentos
da educação convencional
O atual paradigma
educacional é fundamentado em algumas premissas gerais, resumidas a seguir:
a) existe uma idade ótima a partir da qual o
aluno deve ser ensinado;
b) tal ensino deve ser ministrado por
profissionais qualificados e munidos de ferramentas e teorias pedagógicas;
c) esse arcabouço pedagógico é inacessível ao
"cidadão comum";
d) alunos da mesma idade têm (aproximadamente) a
mesma capacidade e bagagem intelectual e, portanto, este passa a ser um
parâmetro natural de segregação;
e) essa forma de divisão é a ideal e a única que
permite a "socialização" dos alunos.
É importante
explicitar essas características do sistema educacional vigente porque muitos
dos equívocos que rondam o homeschooling têm a ver com uma visão romantizada do
funcionamento desse sistema, de modo que qualquer tentativa de se distanciar
desse padrão é vista como uma atitude retrógrada e incapaz de atender às
necessidades educacionais básicas das pessoas em formação.
Com isso em mente,
abaixo são listados os três pontos de maior contenda quando se trata do
homeschooling.
O
homeschooling não é um experimento educacional alternativo à educação praticada
nas escolas
Você
não é suficientemente qualificado para educar seus filhos
"Mas
e a socialização?"
Para
concluir
Vale ressaltar o
óbvio: defensores do homeschooling não estão pedindo a abolição do sistema
educacional vigente. Eles querem apenas a liberdade de não serem obrigados a
enviar seus filhos para essas fábricas de coerção e de entorpecimento cerebral
que são as escolas atuais. (Pela legislação
atual, se você optar por educar seu filho em casa, poderá ir para a
cadeia).
Vale repetir as
palavras de John Holt, mundialmente famoso educador e defensor do
homeschooling, em seu best-seller Como as Crianças
Aprendem:
Queremos
acreditar que estamos enviando nossas crianças para a escola para que elas
aprendam a pensar. Mas o que realmente estamos fazendo é ensinando-as a pensar
de maneira errada. Pior: estamos ensinando-as a abandonar uma maneira natural e
poderosa de pensar e a adotar um método que não funciona para elas e o qual nós
mesmos raramente usamos.
Nós
estamos tentando convencê-las de que, ao menos dentro da escola — ou mesmo em
qualquer situação em que palavras, símbolos ou pensamento abstrato estejam
envolvidos —, elas simplesmente não podem pensar. Devem apenas repetir.
Link para a leitura integral do artigo
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Depois que um casal em Jales foi condenado por
educar e ensinar suas filhas em casa, agora um casal em Araucária, na Região
Metropolitana de Curitiba, está com uma multa de R$ 1,4 milhão e não resistiu:
resolveu matricular as duas crianças, que estavam recebendo uma educação muito
melhor em casa. A reportagem da Gazeta do Povo mostra que, em casa, elas
estavam aprendendo Português, Matemática, Ciências, Educação Física, culinária,
corte e costura, Inglês, música e canto coral. Isso começou na pandemia, quando
as escolas fecharam – todo mundo sabia que as crianças estavam praticamente
imunes àquele vírus, mas fecharam as escolas mesmo assim; esse é um país
idiota, não é possível. Então, os pais passaram a lecionar em casa, pegaram os
currículos e os livros de uma escola cristã para ensinar, com grande resultado.
Agora, vão fazer o quê? Vão matricular na escola pública e continuarão
ensinando em casa.
Os filhos desse casal vão brilhar nos vestibulares e
na vida, certamente. Conheço um outro casal, cujos filhos são educados e
ensinados em casa. São crianças brilhantes, principalmente em relação à
formação. Dizem que não há sociabilidade, mas há, sim: elas frequentam a
igreja, frequentam o parquinho, a praça, convivem com outras crianças, vão a
festas de aniversário. Integração não acontece apenas na escola, até porque em
certas escolas há muita droga e muita violência.
Nos Estados Unidos, na França, na África do Sul, no
México, na Austrália, em Portugal, no Reino Unido e no Canadá, o ensino
domiciliar é absolutamente normal; só não é normal no Brasil. Existe um projeto
de lei que já passou na Câmara dos Deputados e está no Senado agora; é preciso
fazer com que ele seja aprovado também no Senado. (
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