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01 março 2026

Jean-Jacques Rousseau

“O homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado.” Jean Jacques Rousseau

Jean Jacques Rousseau nasceu em Genebra a 28 de junho de 1712 e morreu em Ermenonville a 2 de julho de 1778. Escritor francês de origem suíça, teve uma vida bastante atribulada: ao nascer, morreu-lhe a mãe; foi educado por um pastor; teve Madame Warrens como amante; foi preso e refugiou-se na Inglaterra. Além de escritor político e social, dedicou-se também à música e à poesia.

O Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens, em 1754, trata da desigualdade e da injustiça como frutos de uma hierarquia mal constituída. Nessa obra, Rousseau afirma que a organização social não corresponde à verdadeira natureza humana, corrompendo-a e sufocando o seu potencial. A Nova Heloísa, em 1761, exalta o direito da paixão, mesmo quando ilegítima, contra a hipocrisia da sociedade. A mentira seria um produto social. É romance filosófico que exalta a pureza em luta contra uma ordem social corrompida e injusta.

Dentre os vários escritos de Rousseau, sobressaíram os Do Contrato Social e Emílio ou da Educação, em 1762. No Contrato Social, retrata o Estado ideal alicerçado na vontade geral, onde cada um, através de um pacto social, cede, de si, para a felicidade da nação. No Emílio ou da Educação, há um questionamento sobre o método da educação vigente na época. Imagina, assim, um pretenso aluno — Emílio — que faz o seu aprendizado, partindo de sua própria natureza, ou seja, de "dentro para fora" e não de "fora para dentro", como era o convencional.

A liberdade foi amplamente veiculada em todos os seus escritos. Para Rousseau, a liberdade era tão importante que toda a sua teoria foi designada para assegurá-la a todos; não na forma de remover coação, mas como uma liberdade positiva para participar na atividade de legislar sobre o bem comum. Assim, em seu pensamento, a lei mais do que a anarquia é que mantém o povo livre. No Contrato Social ele investiga os pressupostos desta liberdade examinando "os homens como eles são" e as "leis como devem ser".

A influência de Rousseau foi tamanha que, no período que antecedia a Revolução Francesa, havia um grupo de intelectuais, pertencente ao Círculo de Ferro, que estudaram exaustivamente cada um dos capítulos do seu livro Do Contrato Social, com o objetivo de formar a opinião da população. Como Rousseau era pessimista, e dizia que todos os homens nascem livres mas em toda a parte se veem acorrentados, eles reelaboram esse conceito, dizendo que se Rousseau estivesse vivo, a revolução seria o único meio libertar as pessoas dessas correntes.

Rousseau foi um defensor da liberdade e da justiça. Estudemo-lo e absorvamos todo o manancial de conhecimentos que jorra de uma alma amante da verdade.

Fonte de Consulta

COLLINSON, D. Fifty Major Philosophers: a Reference Guide. London and New York, Routledge, 1989.


Smith, Adam

"A riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes." (Adam Smith)

Adam Smith (1723-1790) foi um economista escocês. Aos 14 anos, frequentou a Universidade de Glasgow. Mais tarde, recebeu uma bolsa de estudo e foi para Oxford. Anos depois, voltou para Glasgow e tornou-se, em 1752, professor de Filosofia Moral, disciplina que incluía Teologia Natural, Ética, Jurisprudência e Economia Política. Sua fama era tanta que estudantes da Rússia, França e outros países visitavam-no com a finalidade de receber dele instruções valiosas acerca da moral e da economia. Era também conhecido pelas suas distrações, que o levaram muitas vezes ao ridículo.

A publicação da sua primeira grande obra The Theory of Moral Sentiments (A Teoria dos Sentimentos Morais), em 1759 chegou até às mãos de Charles Townshend, o estadista, e tanto o impressionou que ofereceu a Smith a posição de tutor do jovem Duque de Buccleuch. Smith aceitou a oferta e acompanhando o discípulo, empreendeu grande giro pela Europa. Demorou-se mais na França, entrando em contato com grandes pensadores, principalmente M. Quesnay, que lhe passou todas as conjecturas do seu Tableau Économique.

A riqueza das nações não foi uma obra original na acepção da palavra. Na verdade é o esforço que Adam Smith empreendera para juntar num todo as teorias que os outros seus contemporâneos pinçavam aqui e ali. Queria dar uma resposta mais coerente às indagações levantadas na sua Teoria sobre os Sentimentos Morais, ou seja, como o interesse próprio pode gerar o bem-estar da sociedade. Tenta, também, partindo de uma confusão inicial visualizar o todo harmônico.

Para compreender Adam Smith precisamos colocá-lo dentro do horizonte cultural que vivera. Na época que escrevera A riqueza das nações, a indústria era incipiente, o mercado restrito, a Revolução Industrial inexistia e tampouco o capitalismo. O mais importante é que, embora limitado, conseguiu vislumbrar as leis gerais do mercado, o mecanismo de formação de preço, a lei de oferta e procura etc. Tudo isso era feito sem a intervenção do governo, guiado apenas pela "mão invisível", em que cada qual buscando o seu interesse próprio propiciaria a sobrevivência de todos.

No fim de sua vida, Adam Smith estava repleto de honra e respeito. Em 1790, morre com 67 anos. Curiosamente sua passagem teve pouca notificação. Talvez porque as pessoas estavam preocupadas com a Revolução Francesa e suas repercussões nos condados ingleses. Ele foi enterrado no cemitério Canongate com uma lápide despretensiosa, escrita que Adam Smith, autor de A Riqueza das Nações, jaz aqui.

Eis uma vida que granjeou fama pela sua honestidade e moral elevada. Não resta dúvida que deve ser um exemplo a ser seguido pelos seus pósteros.

Fonte de Consulta

HEILBRONER, R. L. The Wordly Philosophers: the Lives, Times, and Ideas of the Great Economic Thinkers. New York, Washington Square Press, 1968.

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Uma das grandes realizações de A riqueza das nações foi ter corrigido muitas ideias equivocadas do passado. Smith combateu a antiga teoria mercantilista que preconizava o acúmulo pelo Estado de grandes quantidades de barras de ouro. Da mesma forma, seu livro rejeita a afirmação dos fisiocratas da terra enquanto principal fonte de valorização, destacando, ao contrário, a importância básica do trabalho. Smith enfatizou a possibilidade de grande aumento na produção alcançável por meio da divisão do trabalho e atacou todo o conjunto de restrições que impediam a expansão industrial.

A ideia central de A riqueza das nações afirma que o aparentemente caótico mercado livre é, na realidade um mecanismo que se autogoverna e que automaticamente tende a produzir o tipo e a quantidade de bens que são mais desejados e necessários para a comunidade. Por exemplo, suponha-se que haja pouco suprimento de algum bem desejável. Naturalmente, seu preço deverá subir, o que levará a maiores lucros para aqueles que produzem esse bem. Devido aos lucros mais altos, outros produtores tenderão também a fabricar aquele artigo. O aumento de produção resultante deverá, então, acabar com a falta original do bem. Além disso, o aumento da oferta, em conjunto com a competição entre os vários fabricantes, deverá também fazer com que o artigo volte a seu preço natural, ou seja, a seu custo de produção. Ninguém, deliberadamente, tentou ajudar a sociedade, tentando diminuir a falta do artigo; entretanto, o problema foi resolvido. Cada indivíduo, segundo Adam Smith, "só procura seu próprio ganho", mas é como se fosse "levado por mão invisível para produzir um resultado que não fazia parte de sua intenção... Perseguindo seus próprios interesses, frequentemente promove os da sociedade, com mais eficiência do que realmente tivesse interesse de fazê-lo." (A riqueza das nações, Livro IV, capítulo II)

A "mão invisível", entretanto, não pode realizar seu trabalho adequadamente se existirem impedimentos ao livre comércio. Smith, portanto, acreditou no livre comércio e se opôs fortemente às altas taxas. Na verdade, ele reagiu de forma enérgica à maioria das interferências governamentais no comércio e no mercado livre, que ainda segundo ele, quase sempre diminuíam a eficácia econômica e, por fim, resultam em preços mais altos para o público (Smith não inventou o laissez faire, mas promoveu mais do que ninguém a adoção desse conceito).

Não é correto dizer que foi um apologista dos interesses dos negociantes. Ele denunciava repetidamente as práticas mercantis monopolistas, solicitando a sua eliminação.

Apesar de a teoria econômica moderna ter adicionado novos conceitos e técnicas, ela é, basicamente, um desenvolvimento natural economia clássica. Cópia de trechos de (HART, Michael H. As 100 maiores personalidades da história. Uma classificação das pessoas que mais influenciaram a história. Rio de Janeiro: DIFEL, 2001.)

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Norberto R. Keppe, da Trilogia Analítica, faz as seguintes observações sobre Adam Smith:

1) Pensamento Mercantilista: o dinheiro como uma riqueza.

2) Todo o valor no trabalho que gere dinheiro.

3) Total liberdade para o Comércio Externo que traz moedas.

4) A riqueza advindo do Consumismo.

5) Destruição dos valores culturais, artísticos, industriais.

Inversão total da civilização



23 outubro 2025

Ranieri Mazzilli

Nome completo: Pascoal Ranieri Mazzilli

Nascimento: 27 de abril de 1910, em Caconde (SP)

Falecimento: 21 de abril de 1975, em São Paulo (SP)

Profissão: Advogado, jornalista e político

Partido principal: PSD (Partido Social Democrático)

Ranieri Mazzilli foi uma figura importante na história política do Brasil, especialmente por ter assumido duas vezes a Presidência da República de forma interina em momentos de crise.

Carreira política. Foi deputado federal por São Paulo durante vários mandatos. Tornou-se Presidente da Câmara dos Deputados entre 1958 e 1965. Por ocupar esse cargo, era o primeiro na linha de sucessão presidencial, o que o levou ao cargo máximo do país em momentos excepcionais.

Como Presidente da República interino:

Agosto de 1961. Quando o então presidente Jânio Quadros renunciou inesperadamente (25 de agosto de 1961). Como o vice-presidente João Goulart estava em viagem oficial à China, Mazzilli, presidente da Câmara, assumiu provisoriamente a presidência (de 25 de agosto a 7 de setembro de 1961). Seu governo foi de transição, até que Goulart retornasse e se resolvesse a crise — o que levou à adoção do parlamentarismo, permitindo a posse de Jango.

Abril de 1964. Após o golpe militar de 31 de março de 1964, que depôs João Goulart, Mazzilli voltou a assumir interinamente (de 2 a 15 de abril de 1964) até que os militares escolhessem o novo presidente, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Legado. Mazzilli é lembrado como um político moderado e legalista, que cumpriu papel institucional importante durante momentos de instabilidade. Não foi um presidente de fato com poder político próprio, mas garantiu a continuidade constitucional em períodos críticos.

Fonte de Consulta

ChatGPT

19 maio 2025

Montesquieu

"A deterioração de um governo quase sempre começa pela decadência de seus princípios." Montesquieu

Montesquieu (1689-1755), também conhecido como Charles-Louis de Secondat, barão de La Brède et de Montesquieu, na França. Com a morte de seu tio em 1716, herdou o título de barão de Montesquieu. Estudou direito em Bordeaux, mas foi o seu casamento em 1715 que lhe garantiu um grande dote, o qual, com sua herança, lhe permitiu se concentrar na carreira literária, que teve início com a sátira Cartas persas.

Montesquieu foi eleito para a Academia de Paris em 1728 e deu início a uma série de viagens pela Itália, Hungria, Turquia e Inglaterra. Depois de voltar a Bordeaux, em 1731, trabalhou na sua história do Império Romano bem como em sua obra-prima, O espírito das leis, publicada anonimamente em 1748. 

Durante a era do Iluminismo no século XVIII, a autoridade tradicional da Igreja foi minada pelas descobertas científicas e questionou-se a ideia de monarcas governando segundo o direito divino. Na Europa, em especial na França, muitos filósofos políticos começaram a investigar o poder da monarquia, do clero e da aristocracia. Destacando-se entre eles, estavam Voltaire, Jean-Jacques Rousseau e Montesquieu. 

Rousseau defendia que o poder passasse da monarquia para o povo, e Voltaire, que houvesse a separação entre Igreja e Estado. Montesquieu pensava menos na figura do governante. Para ele, era mais importante a existência de uma constituição que evitasse o despotismo. Isso se daria, argumentava, pela separação dos poderes dentro do governo. No cerne desse argumento estava a divisão do poder administrativo do Estado em três categorias distintas: o executivo (responsável pela administração e aplicação das leis), o legislativo (responsável por aprovar, rejeitar e propor emendas às leis) e o judiciário (responsável por interpretar e aplicar as leis).

A separação de poderes garantiria que nenhuma das instituições administrativas pudesse assumir todo o poder, já que cada uma delas conseguiria restringir qualquer abuso de poder das outras. Apesar de as ideias de Montesquieu terem enfrentado a hostilidade das autoridades na França, seu princípio de separação de poderes foi muito influente, especialmente na América, onde se tornou o alicerce da Constituição dos Estados Unidos. Depois da Revolução Francesa, tal separação também se tornou modelo para a nova república, e, conforme se formavam novas democracias ao redor do mundo no século seguinte, suas constituições mantinham, em geral, alguma variação desse sistema tripartite. 

Obras principaisCartas persas (1721), Considerações sobre as causas da grandeza dos romanos e da sua decadência (1734), O espírito das leis (1748).

Fonte de Consulta 

KELLY, Paul... [et al]. O Livro da Política, Paul Kelly. Tradução Rafael Longo. São Paulo: Editora Globo, 2013.

Franklin, Benjamin

Benjamin Franklin (1706-1790) — primogênito de um fabricante de velas e sabão — foi um diplomata, escritor, jornalista, político e cientista norte-americano. Assinou três documentos principais na criação dos Estados Unidos: a "Declaração da Independência", o "Tratado de Paz" e a "Constituição". Fundou na Filadélfia uma Academia que mais tarde se transformou na Universidade da Pensilvânia.

Como cientista, ficou mais conhecido por seus experimentos com a eletricidade. Dentre suas várias invenções, estão o para-raios, o aquecedor, as lentes bifocais e o cateter de urina flexível.

Como empreendedor, foi editor de jornais bem-sucedido, gráfico e autor de literatura popular.

Como estadista, Franklin se opôs à Lei do Selo britânica, foi embaixador dos EUA em Londres e Paris e é considerado um dos mais importantes Pais Fundadores dos Estados Unidos. Foi um dos delegados da convenção que elaborou a Constituição Americana, assinada em 1787. Tentou em vão abolir a escravatura.

Concepção de Franklin sobre a virtudeSegundo ele, uma nação próspera seria construída sobre as virtudes dos cidadãos individuais, trabalhadores e produtivos, não sobre as características do governante ou de uma classe social como a aristocracia. Em comum com vários pensadores iluministas europeus, Franklin acreditava que os mercadores e os cientistas eram as principais forças motoras da sociedade, mas também dava ênfase à importância de traços pessoais e responsabilidades individuais. Ele considerava o empreendedorismo um importante traço pessoal de virtude.

Sobre o empreendedorismo.  A visão de Franklin dos empreendedores diferia, e muito, da imagem moderna de um empresário capitalista. Primeiro, ele via o empreendedorismo como uma virtude apenas nos casos em que promovia o bem comum, como na filantropia. Em segundo lugar, ele via um importante papel para as organizações voluntárias, capazes de restringir o individualismo.

Principais obras1733 — Poor Richard's almanack,  1787 — Constituição dos Estados Unidos, 1790 — Autobiografia.

Frases: "Deus ajudar os que se ajudam a si mesmos" / "Deitar cedo e acordar cedo tornam o homem sadio, rico e sábio" / "Nunca deixes para amanhã o que podes fazer hoje” / "Não perca tempo. Esteja sempre envolvido em algo útil. Descarte todas as ações desnecessárias". 

Fonte de Consulta

KELLY, Paul... [et al]. O Livro da Política, Paul Kelly. Tradução Rafael Longo. São Paulo: Editora Globo, 2013.


 

29 maio 2024

Elon Musk

Elon Musk, sul-africano com residência nos Estados Unidos, é considerado um excêntrico, desde sua infância, e possuía a Síndrome de Asperger, ou seja, uma condição psicológica do espectro autista caracterizada por dificuldades significativas na interação social e na comunicação não-verbal. Quando jovem, convidado para uma festa, poderia ficar mais de horas consultando livros na biblioteca do anfitirião.

Sua vida familiar apresenta-se bastante conturbada. O casamento com Talulah Riley terminou com divórcio em 2012, depois um novo casamento em 2013, e um divórcio final em 2016. Posteriormente, ele namorou a atriz Amber Heard, de Hollywood, em 2017. Em 2018, Musk começou a namorar a cantora canadense Grimes, e eles tiveram um filho em maio de 2020, chamado “X AE A-XII”...

Quanto ao seu pulso empresarial, partiu do nada e foi ampliando a sua conquista pelo esforço de concentração. Em 2009, conta que começou a pensar sobre o que mais afetaria o futuro da humanidade. Elencou três coisas: a internet, a transição para uma economia energética e sustentável e a exploração do espaço, particularmente a extensão da vida a múltiplos planetas.

Eis a lista das empresas e empreendimentos aos quais Elon Musk está associado: Zip2, X.com, Paypal, SpaceX, Tesla, The Boring Company, Neuralink e OpenAI.

As empresas que empreendeu foram bem-sucedidas. Tinha, porém, sempre em mente o seguinte: diminuição de custos, alta produtividade, menor impacto possível ao meio ambiente, reutilização de material, entre outros.  

Quando um problema surgia tentava dar uma solução. Para contornar o trânsito, teve a ideia de construir túneis, cuja locomoção era mais rápida. O primeiro túnel construído pela TBC foi um túnel de teste da P&D Hawthorne, de 1,8 km de comprimento, que saiu da propriedade da SpaceX (2018). As principais inovações incluíram: túnel de menor diâmetro, diâmetros padronizados e reutilização da sujeira extraída. A sujeira pode ser convertida em tijolos e vendida para cobrir o custo da escavação do túnel.

Musk acha que é importante ver o conhecimento como uma espécie de árvore semântica — certifique-se de compreender os princípios fundamentais, ou seja, o tronco e os grandes galhos, antes de entrar nas folhas/detalhes, ou não haverá nada para eles se agarrarem.

Em uma importante entrevista a Lex Fridman, em dezembro de 2021, Musk aprofundou o raciocínio por primeiros princípios. Ele o conectou explicitamente com a física, afirmando que “Física é lei e tudo o mais é sugestão. Qualquer um pode violar a lei, mas ninguém pode violar a física”.

Dentre os 50 vieses educativos, destacamos:

“Viés Autosserviço”, no qual assumimos o crédito por nossos sucessos, mas não por nossos fracassos.

“Maldição do Conhecimento”, onde assumimos que todos sabem o que fazemos.

“Efeito Google (também conhecido como Amnésia Digital)”, em que rapidamente esquecemos as informações que encontramos on-line.

“Viés de Autoridade”, no qual somos indevidamente influenciados por figuras de autoridade sem testar suas teorias.

“Viés do Ponto Cego”, no qual pensamos que a ideia vale apenas para outras pessoas, não para nós mesmos.

Fonte de Consulta

MCNAB, Chris. Elon Musk: Inovador, Empreendedor e Visionário. Tradução de Fabiano Flaminio. Cotia, SP: Pé da Letra, 2022.

 

02 fevereiro 2023

Daniel Defoe

“O primeiro autor inglês a escrever sem imitar ou adaptar obras anteriores.” (James Joyce)

Daniel Foe [Defoe] (1660-1731) [Londres, Inglaterra] inventou o romance de aventura.

Principais obras (Romances): Robinson Crusoé, 1719; Capitão Singleton, 1720; Coronel Jack, 1722; Moll Flanders, 1722; Um diário do ano da peste, 1722; A New Voyage Around the World, 1724; Os segredos de Lady Roxana, 1724. O romance Robinson Crusoé foi publicado quando tinha 59 anos, e inspirou muitos imitadores.

Daniel Defoe foi autor de panfletos, ensaios e livros, sendo, por isso, um dos homens mais lidos de sua época. Seu periódico, The Review, revolucionou o jornalismo inglês. Trabalhou como propagandista e espião em Londres e Edimburgo. Como economista, foi um dos primeiros a esboçar as bases do Império Britânico do século posterior.

“Apesar da ampla variedade de gêneros emprestada por Defoe, sua obra caracteriza-se por uma singular clareza de enfoque: o comércio praticado com justiça, de acordo com os princípios pacíficos e racionais, fornece o melhor meio de aprimorar a condição humana. Seu melhor trabalho é marcado por perfis psicológicos astutos e sensibilidade ao fato de que problemas gerados pelas circunstâncias econômicas não podem ser resolvidos facilmente. Defoe teve êxito em uma difícil tarefa: dar voz à emergente sociedade capitalista e também às pessoas impiedosamente vitimadas por ela”.

Fonte de Consulta

501 Grandes Escritores. Editor Geral Julian Patrick com prefácio de John Sutherland. Tradução Lívia Almeida e Pedro Jorgensen júnior. Rio de Janeiro: Sextante, 2009.

 

 

 

06 dezembro 2022

Nero

Lúcio Domício Enobarbo, conhecido como "Nero Cláudio César Augusto Germânico", ou simplesmente Nero (37–68), foi imperador romano entre os anos 54 e 68 da era cristã. Na dinastia Júlio-Claudiana, foi o quinto, após Augusto, Tibério, Calígula e Cláudio. É conhecido como um dos mais cruéis imperadores da história de Roma.

Conta-se que, depois que alguns soldados mataram Messalina, a quarta esposa de Cláudio, este casou-se com Agripina, já então mãe de Nero, que o persuadiu a adotar Nero como filho; depois, alimentou o imperador com cogumelos envenenados, matando-o. Posteriormente, Nero subiu ao trono aos dezessete anos (em 54 d.C.).

Sêneca serviu de orientador de Nero, e este prometera-lhe dar o exemplo durante todo o seu reinado, da virtude da bondade que o filósofo exaltava no tratado De clementia. Os primeiros cinco anos de seu mandato, o império progrediu substancialmente: a corrupção foi reprimida, a burocracia administrativa melhorou e o Mar Negro ficou livre dos piratas.

Sêneca, para desviar Nero dos negócios de Estado, permitiu-lhe afrouxar a rédea na moral, promovendo banquetes caros e festas abundantes. 

Nero desfez-se da esposa Otávia e casou-se com Popeia Sabina, que se embelezava e estimulava o desejo. Tendo a oposição da mãe de Nero, incita o marido a matar a própria mãe.

Em 18 de julho de 64, irrompeu um incêndio no Circus Maximus que se alastrou rapidamente. Durou nove dias e arrasou dois terços de Roma. Daí, surgiu o boato de que Nero havia mandado tocar fogo para apreciar o espetáculo e escrever um poema baseado na realidade. Para afastar as suspeitas, culpa os cristãos, e começa a persegui-los. Homens mulheres e crianças foram presos e condenados aos piores suplícios.

Um ano depois, Nero soube de uma conspiração para depô-lo; alguns prisioneiros comprometeram Sêneca e o poeta Lucano; Nero ordenou aos dois que se matassem e eles obedeceram.

"Em meio às suas conquistas, Nero recebeu a notícia de uma rebelião na Judeia e de que praticamente todo o Ocidente estava contra ele. Em 68 d.C., Víndice, governador de Lyon, e Galba — comandante do exército romano na Espanha —, ambos, aderiram à rebelião; Nero procurou a Guarda Pretoriana para defendê-lo; esta se declarou favorável a Galba, e o senado proclamou Galba imperador. Nero apelou aos amigos que favorecera, mas nenhum o ajudou. Fugiu pela estrada em direção a Óstia, esperando encontrar um navio com uma tripulação leal, mas os soldados do senado o alcançaram e cercaram. Tentou enfiar um punhal na garganta; a mão falhou; seus criados libertos o ajudaram a pressionar a lâmina. “Qualis artifax pereot”, lamentava-se ele — “Que artista morre comigo!”"

Fonte de Consulta

DURANT, Will. Heróis da História: Uma Breve História da civilização da Antiguidade ao Alvorecer da Era Moderna. Tradução de Laura Alves e Aurélio Barroso Rebello. L&PM Pocket.


28 setembro 2022

Sowell, Thomas

“Um dos tristes sinais da nossa época é que nós demonizamos os que produzem, subsidiamos os que se recusam a produzir e canonizamos os que reclamam.” (Thomas Sowell)

Thomas Sowell (1930-) teve uma infância difícil e pobre. É um dos mais importantes pensadores da atualidade, um economista liberal e um filósofo político mestre em dissecar, com tiradas ácidas e postura elegante, as falácias esquerdistas. Em 1968, recebeu seu doutorado em economia pela Universidade de Chicago.

Como intelectual, ganhou notoriedade por se opor a ações afirmativas como cotas raciais. Mas o próprio fato de nos surpreendermos por ele afirmar o que afirma é, segundo Sowell, indício de que algo vai mal… O economista nunca foi simpático ao hábito da vitimização, e isto dá o tom não só de suas declarações públicas mas também da sua maneira de praticar as ciências sociais.

Em uma entrevista, o psicólogo e linguista canadense Steven Pinker, recebeu a seguinte pergunta: “Qual autor (vivo ou morto) você considera o mais subestimado?”. Depois de algumas considerações, cita Thomas Sowell, um economista e teórico social americano que se tornou persona non grata na academia e no meio intelectual americano por chegar a conclusões que põem em xeque boa parte da cartilha progressista que domina os departamentos de ciências sociais das universidades do país.

Pinker justificou sua resposta listando algumas das obras mais significativas do economista americano. São elas: 1. Trilogia das Culturas; 2. Conflito de visões; 3. A Busca pela justiça cósmica; 4. Os intelectuais e a sociedade; 5. Crianças que falam tarde.

Em Conflito de visões, por exemplo, ele defende que os conflitos de interesse podem dominar o curto prazo, mas os conflitos de visões dominam a história. A visão de mundo é como um mapa que nos guia em mundo complexo. Adam Smith, por exemplo, não olhava a natureza humana como algo a ser alterado. Sua preocupação era como chegar aos melhores meios para produzir benefícios sociais desejados, dentro das limitações humanas.

Fonte de Consulta

CONSTANTINO, Rodrigo. Pensadores da Liberdade. São Paulo: Faro Editorial, 2021.

https://studentsforliberty.org/brazil/blog/5-obras-de-thomas-sowell/




10 janeiro 2022

Eugen von Böhm-Bawerk

"O trabalho não pode aumentar sua fatia em detrimento do capital"

Eugen von Böhm-Bawerk (1851-1914) formou-se em direito. Após ter terminado seu doutorado nessa área, em 1875, ele começou a se preparar, tanto em casa quanto no exterior, para lecionar economia na sua Áustria natal.

A forte influência dos escritos de Menger sobre o pensamento de Böhm-Bawerk, fez de Böhm-Bawerk um inato para expor e desenvolver a teoria austríaca. De acordo com Schumpeter, Böhm-Bawerk "era tão completamente o entusiástico discípulo de Menger, que é praticamente desnecessário procurar por outras influências sobre ele".

Em 1959, os volumes de Capital e Juro, de Böhm-Bawerk, foram traduzidos para o inglês por Hans Sennholz e George Huncke, e publicados como volume único. Resenhando essa nova tradução, Mises descreve-a como sendo "a mais eminente contribuição para a moderna teoria econômica". Ele disse que ninguém poderia se considerar um economista a menos que estivesse perfeitamente familiarizado com as ideias esposadas por esse livro; e ele foi até mais longe ao sugerir — como somente Mises poderia — que nenhum cidadão que levasse suas funções cívicas a sério poderia exercer seu direito de votar até que ele tivesse lido Böhm-Bawerk!

A economia moderna se notabiliza por negligenciar o capital como sendo uma estrutura intertemporal de bens intermediários. A produção leva tempo, e o tempo que separa a formulação dos planos de produção - que são estágios de vários períodos - e a satisfação das demandas do consumidor é abreviado pelo capital. Esses aspectos da realidade econômica, quando sequer são mencionados nos livros-textos modernos, são apresentados como sendo "as questões espinhosas do capital", uma frase reveladora que indica um tratamento indelicado dispensado a esse crítico tema.

Mesmo um economista substancial como Schumpeter chegou a afirmar que o juro é um fenômeno de desequilíbrio e fantasiou sobre um equilíbrio de longo prazo em que as forças de mercado derrubariam as taxas de juros para zero. John Maynard Keynes disse que os juros são um fenômeno puramente monetário. Frank Knight, seguindo John B. Clark, criando aquilo que Hayek chamaria de "mitologia do capital", disse que a produção e o consumo ocorrem simultaneamente, que o período de produção é irrelevante, e que as taxas de juros são totalmente determinadas por considerações tecnológicas. Essas e outras reviravoltas na visão do capital e do juro no século XX dão um significado agigantado à sabedoria duradoura de Eugen von Böhm-Bawerk.

Leia mais em: https://www.mises.org.br/article/87/biografia-de-eugen-von-bhm-bawerk


08 janeiro 2022

Murray N. Rothbard (1926-1995)

“No livre mercado, todos ganham de acordo com o valor que sua produtividade tem em satisfazer os desejos dos consumidores. Sob a distribuição estatal todos ganham de acordo com o quanto podem roubar dos produtores.” (Murray N. Rothbard)

Murray N. Rothbard, um intelectual de variedade extraordinária, fez grandes contribuições no campo da economia, da história, da filosofia política, e do direito. Ele desenvolveu e estendeu a economia austríaca de Ludwig von Mises, em cujos seminários ele foi um participante assíduo por muitos anos. Ele se estabeleceu como o principal teórico austríaco na metade final do século XX, e aplicou a análise austríaca a tópicos históricos, como a Grande Depressão de 1929 e a história do sistema bancário americano.

Rothbard não foi um intelectual de "torre de marfim", do tipo que se trancava em seu mundo e se interessava apenas por controvérsias acadêmicas. Muito pelo contrário, ele combinou a economia austríaca com uma fervorosa defesa da liberdade individual. Ele desenvolveu uma síntese ímpar que combinou os pensamentos de americanos individualistas do século XIX, como Lysander Spooner e Benjamin Tucker, com a economia austríaca. O resultado foi uma nova filosofia política, e Rothbard dedicou sua notável energia intelectual, durante um período de quarenta e cinco anos, para desenvolver e promover seu estilo de libertarianismo. Ao fazer isso, ele se tornou um gigante do intelectualismo americano.

Murray Rothbard nasceu em 2 de Março de 1926, filho de David e Rae Rothbard. Ele já era um aluno brilhante quando ainda era criança; e seu histórico acadêmico na Columbia University, onde ele se formou em matemática e economia, era notável. No departamento de economia da Columbia, Rothbard não recebeu nenhum ensinamento sobre a economia austríaca, e Mises era apenas um nome pra ele. No entanto, em uma matéria sobre teoria dos preços, dada por George Stigler, ele encontrou argumentos contra as então populares medidas de controle de preços e de aluguéis. Esses argumentos lhes foram de grande apelo; e ele escreveu para o editor de um folheto no qual Stigler e Milton Friedman haviam escrito um artigo sobre controle de aluguéis.

O editor em questão era a Foundation for Economic Education; e visitas à sede do grupo levaram Rothbard a conhecer Ludwig von Mises. Rothbard foi imediatamente atraído pela economia laissez-faire de Mises. E quando Ação Humana, a obra-prima de Mises, surgiu em 1949, ela causou um grande impacto em Rothbard. Ele foi desde então um praxeologista: nesse tratado de Mises estava a defesa consistente e rigorosa da livre economia pela qual Rothbard há muito procurava. Ele logo se tornou um membro ativo dos seminários de Mises na New York University. Enquanto isso, continuou sua pós-graduação na Columbia, trabalhando em direção ao seu Ph.D. Seu mentor era o eminente historiador econômico Joseph Dorfman. Rothbard completou sua pós-graduação em 1956, com uma tese transformada no livro The Panic of 1819 (O Pânico de 1819), que ainda permanece como uma obra de grande autoridade no assunto.

À medida que ele aprofundou seus conhecimentos em economia laissez-faire, ele se viu em um dilema. Os argumentos para a provisão de bens e serviços pelo mercado eram aplicáveis para todas as categorias. Sem restrições. Sendo assim, não deveriam a proteção e a defesa ser ofertadas pelo mercado ao invés de coercivamente através de um monopólio? Rothbard percebeu que ou ele abandonava o laissez-faire ou se entregava completamente ao anarco-individualismo. A escolha, definida no inverno de 1949, não foi difícil.

Rothbard logo despertou atenção do William Volker Fund, o principal grupo de apoio aos estudantes do liberalismo clássico dos anos 1950 e início dos anos 1960. Ele começou um projeto para escrever um livro que explicaria Ação Humana de uma maneira apropriada para alunos universitários; um capítulo de amostra que ele escreveu sobre dinheiro e crédito ganhou a aprovação de Mises. À medida que Rothbard continuou seu trabalho, ele transformou o projeto original. O resultado, Man, Economy, and State, de 1962, se tornou uma obra central da economia austríaca.

Rothbard estava completamente de acordo com o esforço de Mises em deduzir todos os preceitos econômicos a partir do axioma da ação, combinado com alguns postulados auxiliares. Em detalhes muito maiores do que Mises havia atingido, ele realizou a dedução; e durante o processo, ele contribuiu com grandes inovações teóricas para a praxeologia. Ele mostrou que o argumento contra o cálculo socialista se aplica não apenas a uma economia controlada pelo governo, mas também para uma única firma privada controlando toda a economia. Ela também não poderia calcular. Rothbard também integrou a teoria do aluguel, de Frank Fetter, com a teoria austríaca do capital; e demonstrou que um preço de monopólio não poderia existir no livre mercado. Mais ainda, ele ofereceu uma brilhante crítica à economia keynesiana, e antecipou grande parte da revolução das "expectativas racionais" pela qual Robert Lucas mais tarde ganharia o Prêmio Nobel.

Fonte de Consulta

https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=37


31 março 2020

Becker, Gary Stanley

"The phrase ‘marriage market’ is used metaphorically and signifies that the mating of human populations is highly systematic and structured." (Gary Stanley Becker)

Gary Stanley Becker (1930-2014) foi um economista estadunidense. Professor na Universidade de Chicago, foi laureado com o Prêmio Nobel de Economia em 1992, por ter estendido os domínios da análise microeconômica para comportamento e interação humanaFoi membro do Hoover Institution, do National Bureau of Economic Research e da Pontifícia Academia das Ciências desde 1997.

Seus trabalhos foram baseados em modelos neoclássicos [com fundamentação estatística e matemática] sobre temas "típicos do cotidiano", como, por exemplo, preconceito racial, investimento em capital humano, formação familiar, uso de drogas, prática religiosa e criminalidade. Todos esses eventos ganharam uma abordagem econômica, com a adoção de determinados pressupostos acerca da ação dos indivíduos, como a racionalidade e a busca pela maximização da utilidade.

Áreas abordadas por seus escritos: 1) investimentos em capital humano; 2) distribuição do trabalho e alocação do tempo dentro das famílias; 3) crime e punição; 4) discriminação nos mercados de trabalho e bens. Eis alguns títulosThe Economics of Discrimination (1957) [analisa a questão da discriminação racial no mercado de trabalho]; Investiment in Human Capital: a theorical analysis (1962) [artigo em que analisa os impactos dos investimentos em educação e saúde sobre o desenvolvimento econômico]; Crime and Punishment: an economic approach de (1968) [aplicação de uma abordagem econômica sobre a criminalidade].

Fonte de Consulta 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Gary_Stanley_Becker

https://terracoeconomico.com.br/gary-becker-o-homem-que-transformou-tudo-em-economia/